Helloween: Um momento único e perfeito em São Paulo
Resenha - Helloween (Espaço das Américas, São Paulo, 28/10/2017)
Por Tarcisio Lucas Hernandes Pereira
Postado em 30 de outubro de 2017
Poucos dias antes do Halloween (a festa, com "a" mesmo), os mestres do power metal Helloween aterrissariam em terras tupiniquins com a turnê "Pumpkins United World Tour", revisitando toda a carreira do grupo e acima de tudo com a presença dos grandes Kai Hansen e do vocalista Michael Kiske. Uma vez que perder essa oportunidade seria algo grave dentro do meu conceito de crenças, nada mais justo do que estar lá pessoalmente nesse grande momento.
Cheguei ao local do show às 17:00, cerca de 1 hora e 20 minutos antes da abertura dos portões da casa. O tamanho da fila já indicava o que de fato aconteceria: casa lotada!
Os portões se abriram, e tudo correu sem qualquer incidente, o que sempre é bom, independente do show ou estilo. Entre o público, havia um misto: pessoas mais velhas, que acompanharam o Helloween desde seu início, mas também muitos adolescentes também ali se encontravam, mostrando que o Helloween é uma banda que, a despeito das mudanças de formação, soube se renovar sem deixar de lado sua essência.
Às 21:00, após muito tempo em pé esperando – faz parte -, uma pessoa da organização sobe aos palcos para dar as instruções de como seriam as gravações, uma vez que o show renderia um DVD. Os fãs, por iniciativa própria, decidiram trazer bexigas laranjas em homenagem a banda. Quando o show começou, na primeira música havia centenas de bexigas voando para lá e para cá, o que causou um efeito visual bem interessante, que certamente foi aprovado pela banda.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
E esse começo foi épico! A banda começou com nada mais nada menos que "Halloween", com os vocais sendo divididos entre Kiske e Deris, além dos backing vocals de Hansen. Aí ficou claro tudo que teríamos nessa noite: Helloween em sua melhor forma! Qualquer problema vocal que Kiske tenha apresentado em shows anteriores já havia sido resolvido. Foi uma abertura perfeita, com direito à um telão atrás do palco com muitas imagens e desenhos bem bacanas, que contribuíram para aumentar ainda mais o clima de festa e de diversão.
A segunda música foi "Dr. Stein", seguida de "I’m Alive", ambas executadas de forma simplesmente maravilhosas! Era evidente que a banda estava gostando muito de tudo, as expressões de alegria no rosto de cada integrante – Kiske incluso – eram inegáveis. O público também dava seu show, interagindo à cada comando dos vocalistas (especialmente de Deris, que é um mestre na arte de interagir com a plateia) e cantando cada trecho das musicas com entusiasmo.
Na 4° música, "If I Could Fly", infelizmente o telão com as imagens no fundo do palco começou a apresentar problemas técnicos. Tentaram corrigir esses problemas até a música seguinte, "Are You Metal", mas infelizmente não houve como; e após essa música, o telão foi desligado.
Isso de forma alguma diminuiu o entusiasmo da banda ou da plateia: "If I Could Fly" e "Are You Metal" foram cantadas à pleno pulmões por todos.
A minha única preocupação é que esse problema no telão de alguma forma comprometido o lançamento do Show em DVD...bom, vamos aguardar.
O que tivemos depois foi uma sucessão de clássicos absolutos do metal, tocados com amor e vontade. Kai Hansen deu mostra de seus dotes vocais ao fazer o mix "Starlight / Ride the Sky / Judas / Heavy Metal (Is the Law)", mostrando que está cantando cada vez melhor.
Destaque para a faixa "Why?", composta na fase Deris mas que aqui foi cantada em dueto com Kiske, demonstrando que essa música foi feita para a voz dele (Kiske) , tanto que se encaixou seu timbre às melodias.
A última faixa antes do bis foi "How many Tears", cantada pelos 3 vocalistas, um momento único e lindo!
Voltando para o primeiro bis, tivemos "Eagle Fly Free" e "Keepers of The Seven Keys". Fantásticas!
E no encerramento, as emblemáticas "Future World" e "I Want Out" onde a interação e participação do público foi realmente impressionante. Mas como não gritar A plenos pulmões esses refrões, que acompanham nossas vidas há mais de 2 décadas?
E assim terminou o show. Talvez aquele problema do telão tenha alguma consequência negativa no lançamento do show, mas esse será o único defeito de tudo, se de fato ocorrer. De resto, o que tivemos aqui, muito mais que um show, foi uma celebração de alegria, boa música e nostalgia. A união da banda, após décadas de divergências e brigas, é o símbolo do poder que o metal tem de unir pessoas quando todas estão imbuídas de boa vontade.
Um momento extremamente especial, que com certeza ficará eternizado nas mentes e corações de todo mundo que esteve lá.
Vida longa à Abóbora!
Uma mostra, ao som de "WHY?"
Setlist:
1. Halloween
2. Dr. Stein
3. I'm Alive
4. If I Could Fly
5. Are You Metal?
6. Rise and Fall
7. Waiting for the Thunder
8. Perfect Gentleman
9. Starlight / Ride the Sky / Judas / Heavy Metal (Is the Law)
10. Forever and One (Neverland)
11. A Tale That Wasn't Right
12. I Can
13. Drum Solo
14. Why?
15. Livin' Ain't No Crime / A Little Time
16. Sole Survivor
17. Power
18. How Many Tears
Bis 1:
19. Eagle Fly Free
20. Keeper of the Seven Keys
Bis 2:
21. Future World
22. I Want Out
"Halloween" (trecho)
Outras resenhas de Helloween (Espaço das Américas, São Paulo, 28/10/2017)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Após sair do I Am Morbid, Pete Sandoval anuncia que David Vincent deixa o Terrorizer
Tony Iommi é condecorado membro da Ordem do Império Britânico
A lenda nordestina que é o Van Halen brasileiro, segundo Rafael Bittencourt
Fernanda Lira explica por que Crypta escolheu Victoria Villarreal e não Helena Nagagata
Baterista do Raven é chamado às pressas para substituir Charlie Benante em show do Anthrax
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
De Megadeth a Bruce Springsteen, as 10 músicas mais sombrias da história do rock
Por que Tony Iommi acha que grandes músicos não conseguiam tocar Black Sabbath direito
Rudy Sarzo acredita que morte de Randy Rhoads não foi acidente: "Piloto sabia que ia fazer"
A banda idolatrada por Eddie Vedder que nunca tocou no Brasil: "Ele era fanático"
Sonata Arctica cancela show no Uruguai em cima da hora
Organizadores do The Town falam sobre vinda de Marilyn Manson em 2027
Livro que retrata o Big Four do thrash metal será lançado em novembro
Por que Eric Clapton aceitou virar músico de apoio de outro artista nos anos oitenta
Eloy Casagrande comenta genialidade e falta de técnica que cobrou um preço de Bill Ward
"Esse disco acabou com minha paixão pelo heavy metal": Sergio Martins revisita clássico
A quem pertencem os direitos autorais dos Beatles atualmente?

Os 5 melhores álbuns fora do metal de todos os tempos , segundo Kai Hansen
Helloween - um espetáculo completo na borda da cidade de São Paulo
Novo álbum do Helloween já está "80% finalizado", revela Kai Hansen
Kai Hansen (Helloween, Gamma Ray) lança novo single solo, "Wait and See"
Os 10 melhores discos do metal alemão, de acordo com a Metal Hammer
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil
