Helloween: Um momento único e perfeito em São Paulo

Resenha - Helloween (Espaço das Américas, São Paulo, 28/10/2017)

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Por Tarcisio Lucas Hernandes Pereira
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Poucos dias antes do Halloween (a festa, com “a” mesmo), os mestres do power metal Helloween aterrissariam em terras tupiniquins com a turnê “Pumpkins United World Tour”, revisitando toda a carreira do grupo e acima de tudo com a presença dos grandes Kai Hansen e do vocalista Michael Kiske. Uma vez que perder essa oportunidade seria algo grave dentro do meu conceito de crenças, nada mais justo do que estar lá pessoalmente nesse grande momento.

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Cheguei ao local do show às 17:00, cerca de 1 hora e 20 minutos antes da abertura dos portões da casa. O tamanho da fila já indicava o que de fato aconteceria: casa lotada!

Os portões se abriram, e tudo correu sem qualquer incidente, o que sempre é bom, independente do show ou estilo. Entre o público, havia um misto: pessoas mais velhas, que acompanharam o Helloween desde seu início, mas também muitos adolescentes também ali se encontravam, mostrando que o Helloween é uma banda que, a despeito das mudanças de formação, soube se renovar sem deixar de lado sua essência.

Às 21:00, após muito tempo em pé esperando – faz parte -, uma pessoa da organização sobe aos palcos para dar as instruções de como seriam as gravações, uma vez que o show renderia um DVD. Os fãs, por iniciativa própria, decidiram trazer bexigas laranjas em homenagem a banda. Quando o show começou, na primeira música havia centenas de bexigas voando para lá e para cá, o que causou um efeito visual bem interessante, que certamente foi aprovado pela banda.

E esse começo foi épico! A banda começou com nada mais nada menos que “Halloween”, com os vocais sendo divididos entre Kiske e Deris, além dos backing vocals de Hansen. Aí ficou claro tudo que teríamos nessa noite: Helloween em sua melhor forma! Qualquer problema vocal que Kiske tenha apresentado em shows anteriores já havia sido resolvido. Foi uma abertura perfeita, com direito à um telão atrás do palco com muitas imagens e desenhos bem bacanas, que contribuíram para aumentar ainda mais o clima de festa e de diversão.

A segunda música foi “Dr. Stein”, seguida de “I’m Alive”, ambas executadas de forma simplesmente maravilhosas! Era evidente que a banda estava gostando muito de tudo, as expressões de alegria no rosto de cada integrante – Kiske incluso – eram inegáveis. O público também dava seu show, interagindo à cada comando dos vocalistas (especialmente de Deris, que é um mestre na arte de interagir com a plateia) e cantando cada trecho das musicas com entusiasmo.

Na 4° música, “If I Could Fly”, infelizmente o telão com as imagens no fundo do palco começou a apresentar problemas técnicos. Tentaram corrigir esses problemas até a música seguinte, “Are You Metal”, mas infelizmente não houve como; e após essa música, o telão foi desligado.
Isso de forma alguma diminuiu o entusiasmo da banda ou da plateia: “If I Could Fly” e “Are You Metal” foram cantadas à pleno pulmões por todos.
A minha única preocupação é que esse problema no telão de alguma forma comprometido o lançamento do Show em DVD...bom, vamos aguardar.

O que tivemos depois foi uma sucessão de clássicos absolutos do metal, tocados com amor e vontade. Kai Hansen deu mostra de seus dotes vocais ao fazer o mix “Starlight / Ride the Sky / Judas / Heavy Metal (Is the Law)”, mostrando que está cantando cada vez melhor.

Destaque para a faixa “Why?”, composta na fase Deris mas que aqui foi cantada em dueto com Kiske, demonstrando que essa música foi feita para a voz dele (Kiske) , tanto que se encaixou seu timbre às melodias.

A última faixa antes do bis foi “How many Tears”, cantada pelos 3 vocalistas, um momento único e lindo!
Voltando para o primeiro bis, tivemos “Eagle Fly Free” e “Keepers of The Seven Keys”. Fantásticas!

E no encerramento, as emblemáticas “Future World” e “I Want Out” onde a interação e participação do público foi realmente impressionante. Mas como não gritar A plenos pulmões esses refrões, que acompanham nossas vidas há mais de 2 décadas?

E assim terminou o show. Talvez aquele problema do telão tenha alguma consequência negativa no lançamento do show, mas esse será o único defeito de tudo, se de fato ocorrer. De resto, o que tivemos aqui, muito mais que um show, foi uma celebração de alegria, boa música e nostalgia. A união da banda, após décadas de divergências e brigas, é o símbolo do poder que o metal tem de unir pessoas quando todas estão imbuídas de boa vontade.

Um momento extremamente especial, que com certeza ficará eternizado nas mentes e corações de todo mundo que esteve lá.
Vida longa à Abóbora!

Uma mostra, ao som de “WHY?”

Setlist:
1. Halloween
2. Dr. Stein
3. I'm Alive
4. If I Could Fly
5. Are You Metal?
6. Rise and Fall
7. Waiting for the Thunder
8. Perfect Gentleman
9. Starlight / Ride the Sky / Judas / Heavy Metal (Is the Law)
10. Forever and One (Neverland)
11. A Tale That Wasn't Right
12. I Can
13. Drum Solo
14. Why?
15. Livin' Ain't No Crime / A Little Time
16. Sole Survivor
17. Power
18. How Many Tears
Bis 1:
19. Eagle Fly Free
20. Keeper of the Seven Keys
Bis 2:
21. Future World
22. I Want Out
"Halloween" (trecho)

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Sobre Tarcisio Lucas Hernandes Pereira

Tarcisio Lucas é formado em música-licenciatura pela UNICAMP. Fã de praticamente todos os subgêneros do Rock e do Metal, não dispensa também um bom Jazz ou erudito! Entre suas bandas favoritas estão: YES, Sepultura, Marillion, Mythological Cold Towers, Amorphis e Misfits.

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