Renaissance: bom público na boa apresentação em Porto Alegre
Resenha - Renaissance (Teatro do Bourbon Country, Porto Alegre, 27/05/2017)
Por Guilherme Dias
Postado em 29 de maio de 2017
Na noite do dia 27 de maio, um sábado, o Renaissance esteve em Porto Alegre. O local do show inicialmente seria o Auditório Araújo Vianna, mas logo foi alterado para o aconchegante Teatro do Bourbon Country, localizado na zona norte da capital.
A apresentação fez parte da turnê "Songs For All Our Times". O centro das atenções esteve em Annie Haslam (vocal) presente entre todas as idas e vindas da banda desde a década de 1970. Com certa experiência no grupo, Rave Tesar (teclados) está desde 2001 e Charles Descarfino (bateria) está presente na atual turnê, com uma passagem na década de 1980 e os novatos Mark Lambert (voz, violão e guitarra), Leo Traversa (baixo) e Tom Brislin (teclados) que atuam como músicos convidados para performances ao vivo.
A primeira da noite foi "Prologue" ("Prologue", 1972). Annie logo agradeceu o público, lembrando a parceria com Rave Tesar desde 2001. Do álbum "Ashes are Burning" (1973) estiveram presentes no repertório a faixa-título, "Let it Grow" e "Carpeto f the Sun", essa logo no início.
Inicialmente lançado como "Grandine II Vento" em 2013, o álbum foi relançado em 2014 sob o nome de "Symphony of Light". Ao apresentar a música "Symphony of Light", Annie mencionou Leonardo da Vinci como inspiração. Em "The Mystic and the Muse", a vocalista se referiu sobre como é agradável quando o público gosta dos trabalhos mais recentes do grupo.
A cantora estava muito bem-humorada e foi muito carismática em todos os momentos. Em certo momento quando conversava com o público, Rave tocava algumas notas no teclado interrompendo Annie, que em seguida se virou para ele perguntando se estava tudo bem, antes de seguir a conversa. Em outra situação um espectador passou em frente ao palco em direção a saída do teatro (provavelmente para ir até o banheiro ou até o bar) e Annie brincou perguntando a ele se o motivo foi ter dito algo que o tenha incomodado, cumprimentando-o novamente quando retornou as cadeiras do teatro. Quando ocorreu um problema no seu aparelho de retorno auditivo, o seu roadie entrou no palco para resolver, então o apresentou como Harry. O problema persistiu e os fãs na plateia chamaram por Harry antes mesmo que Annie.
A riqueza das canções estava sendo evidente e muito bem exibida. Os alcances vocais de Annie foram destaque, assim como os backing vocals de Mark e Leo e a combinação de detalhes no som de fundo, sendo possível identificar o som de gaivotas em "Sounds of the Sea" ("Protogue"), assim como em sua versão de estúdio.
Após "A Song for All Seasons" o grupo costuma sair do palco retornando no bis. Dessa vez Annie perguntou para seus colegas se deveriam sair ou permanecer no palco. Todos concordaram em permanecer. Annie citou Tom Jobim como seu artista brasileiro favorito, sendo tocada uma versão de "Quiet Nights of Quiet Stars (Corcovado) ", fugindo bastante do estilo das outras canções do repertório.
Na plateia um fã pediu "Ashes Are Burning", provavelmente sabendo que já seria a última da apresentação, mas Annie respondeu: "ainda não, eu vou apresentar a minha maravilhosa banda". Após a apresentação aí sim foi a hora de encerrar o espetáculo de quase duas horas de duração em 12 músicas apresentadas.
O estilo do Renaissance é o Rock Progressivo, sendo uma das referências de sua época. Embora o show tenha uma temática calma, tranquila e agradável, a complexidade e a duração das músicas remetem muito ao estilo progressivo. Durante a última música foram destacados os solos individuais, com um clima de improvisação e jam. O solo de Tom Brislim foi muito potente e virtuoso. Mark utilizou dois violões durante toda a apresentação, uma guitarra esteve presente ao centro do palco desde o início e quando menos se esperava foi utilizada, já no final do show, justamente no seu momento solo. O formato atual de Annie Haslam reviver o espírito do Renaissance funcionou muito bem em Porto Alegre. O público compareceu em bom número e saiu satisfeito com o resultado. A ausência de Michael Dunford (falecido em 2012) foi sentida e lembrada, sendo uma pena ele não estar presente no palco. Após os músicos se despedirem e saírem do palco, alguns fãs pediram o bis, mas não aconteceu, apenas nos resta esperar por uma nova oportunidade.
Set-list Completo
Prologue
Carpet of the Sun
Ocean Gypsy
Grandine Il Vento
Symphony of Light
Let it Grow
Mother Russia
The Mystic and the Muse
Sounds of the Sea
A Song For All Seasons
Quiet Nights of Quiet Stars
Ashes Are Burning
Outras resenhas de Renaissance (Teatro do Bourbon Country, Porto Alegre, 27/05/2017)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Vocalista do Moonspell sobre tradução literária: "É mal pago, mas adoro"
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
A origem de "Por Quem os Sinos Dobram", que une Raul Seixas e Metallica
Bangers Open Air divulga as primeiras atrações da edição 2027
Os 25 melhores discos de gothic metal de todos tempos, segundo a Louder
O político que iniciou a decadência do Rio de Janeiro, segundo Paulo Ricardo
Show do Kiss deu origem a uma das maiores bandas da história do thrash metal
Como foi o primeiro show do Nightwish, segundo Tuomas Holopainen
Mikkey Dee conta como conheceu e passou a tocar com King Diamond
Anika Nilles conta como aprendeu partes de Neil Peart para turnê com o Rush
A música do Judas Priest que foi gravada em 20 minutos, segundo Ian Hill
Tom Araya diz que Slayer acabaria se expusesse conflitos como o Metallica fez
As bandas clássicas e nem tanto que estarão no novo game dos criadores do Guitar Hero
Iron Maiden e tietagem: Steve Harris posa com membros de três bandas de metal sinfônico
O ícone dos anos 1990 que Bob Dylan admirava: "Eu adoraria fazer um disco como o dele"
"Muito difícil"; o estilo musical que Ritchie Blackmore tentou tocar mas desistiu
A canção do Engenheiros do Hawaii que só foi pra frente por causa da Legião Urbana
Voz: 10 músicos que cantam tão bem quanto os vocalistas de suas bandas (Parte I)

O maior cantor da história do rock progressivo, em lista de 11 vocalistas feita pela Loudwire
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



