Circus Maximus: O circo norueguês pegou fogo em São Paulo
Resenha - Circus Maximus (Hangar 110, São Paulo, 17/09/2016)
Por Fernando Yokota
Postado em 19 de setembro de 2016
Em sua rápida aparição pela América do Sul, o CIRCUS MAXIMUS se apresentou pela primeira vez no Brasil no Hangar 110 para uma devota e barulhenta plateia. Os noruegueses fazem parte de uma geração posterior aos bastiões do estilo como DREAM THEATER, FATES WARINING, QUEENSRYCHE ou ainda SYMPHONY X e mostram que, com estilo musical, o prog metal resiste à passagem do tempo com novos nomes.

Promovendo seu novo lançamento, Havoc, a banda apresenta um show que surpreende pela energia e pela interação com o público, preterindo a natureza mais contemplativa das apresentações do estilo. É fato que o local não muito grande e de temperatura escaldante ajudava a criar um clima mais intimista, entretanto a curta (pelo menos para o gênero) apresentação de uma hora e meia ocorreu em alto grau de intensidade, com forte resposta do público, que cantava de volta tudo que a banda mandava de cima do palco, dos títulos mais antigos como as já clássicas Alive e Sin (fãs do DREAM THEATER que queiram se aventurar pela discografia dos noruegueses talvez queiram começar por essas duas) ou coisas mais recentes como interessante Havoc. Por outro lado, em momentos como Arrival of Love, o CIRCUS MAXIMUS não tem a pretensão de esconder a influência oitentista e os tecladões pronunciados.

A julgar pela reação do vocalista Michael Eriksen, que a todo momento pegava seu celular para registrar a reação do público, a banda parecia apreciar a primeira vez no país da mesma forma que o público apreciava a primeira visita da banda. Munido de algumas frases em português escritas no riser da bateria e de muitas latas de guaraná (mais um fisgado pela maravilha gaseificada, assim como ocorreu com MIKE PORTNOY, leia abaixo), o frontman devolvia em simpatia o que a plateia dava em barulho e cantoria, dando ares de festa à costumeira sisudez do estilo musical.

Ao final da apresentação, a banda ainda fez questão de atender a todos os fãs para fotos e autógrafos. A impressão que fica é a de que o CIRCUS MAXIMUS acabara de ser vítima do virus das plateias sulamericanas, que faz com que elas incursões por estes lados da liha do Equador tornem-se jornadas rotineiras.

(Com o agradecimento à Overload e The Ultimate Music pelo credenciamento)
Setlist:
Namaste
A Darkened Mind
Sin
Havoc
Glory of The Empire (Intro - The 1st Chapter)
Arrival of Love
Highest Bitter
Architect of Fortune
Abyss
Alive
Ultimate Sacrifice
The One
I Am
Chivalry
Game of Life



















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