Glenn Hughes: A apresentação no Carioca Club de São Paulo
Resenha - Glenn Hughes (Carioca Club, São Paulo, 16/08/2015)
Por Durr Campos
Postado em 30 de agosto de 2015
Em 2009, quando Glenn Hughes esteve naquele mesmo Carioca Club, tentei estar por ali, mas não deu. Fã confesso do Deep Purple MK III, reencarnação da qual fez parte, queria tê-lo visto mais, porém contanto com este ocorrida no último dia 16, foram somente duas. Esta, sem dúvidas, a melhor! Acompanhe o resumo dos fatos e as belas imagens a seguir.
Trios sempre me empolgaram no rock and roll e saber que, ao seu lado, estariam somente Pontus Engborg (bateria) e Doug Aldrich (guitarra, ex-Whitesnake/Dio), aumentou minhas expectativas. Não deu outra, bastaram os primeiros acordes de ‘Stormbringer’ para saber que a noite seria especial. O clássico chegou com um peso renovado, além da belíssima e incrivelmente potente voz de Hughes.
Se "Orion" não foi a escolha certa para sequenciar um hino, "Way Back to the Bone", do Trapeze, apresentou tudo o que amamos no ‘The Voice of Rock’. Aldrich arrancou palmas nota a nota, praticamente. Boa lembrança incluí-la. Fina e sexy! ‘Sail Away’ é uma das mais belas baladas de todos os tempos e, provavelmente, minha favorita no "Burn", sua estreia no Purple em 1974 ao lado do então novato David Coverdale. "Isso não dá vontade de transar?", provocou Glenn após encerrá-la magistralmente. ‘Touch My Life’, mais um coringa do Trapeze no set-list, fechou a trinca e fora dedicada ao saudoso companheiro naquela banda, Mel Galley: "Sei que está comigo esta noite", disse emocionado.
Era hora de algo do Black Country Communion, banda que manteve por algum tempo ao lado do ótimo guitarrista Joe Bonamassa, bastante popular no Brasil. ‘One Last Soul’, primeiro single lançado por eles é de fato uma bela música. "Talvez a gente retome…", deixou escapar. Nem deu para comemorar tanto, pois ‘Mistreated’ estava engatilhada e quando esta toca ninguém vai ao banheiro, conversa ou se distrai. Clássico do Deep Purple, é uma das canções que resumem aquela banda, apesar de Ian Gillan ter sempre recusado tocar qualquer material dos álbuns sem ele. Enfim, Glenn contou que David mostrou um trecho desta assim que começaram os primeiros ensaios da MK III. "Esta é bem importante pra mim e creio que para vocês e seus pais também", brincou. Falar o que de um pedaço de blues dos mais belos e perfeitos já feitos? Antes, porém, um pequeno solo de Aldrich. Belo e colou bem com a canção, mas em comparação ao solo de voz do patrão, pouco memorável.
Sorte a do guitarrista que a seguinte, ‘Good To Be Bad’, é uma das suas no Whitesnake, banda onde contribuiu por alguns anos. "Coverdale nunca cantou esta ao vivo, canta pra mim?", explicou Hughes sobre o xaveco de Doug para tê-la no set-list. Deu certo e ficou sensacional, até melhor que a original eu diria. ‘Can’t Stop the Flood’ é a cara de Glenn. Funky, groovy e repleta de elementos da black music em geral. Teve direito a reboladinha do homem!
Após um curto [ainda bem!] solo de bateria, ‘Sweet Tea’, do California Breed, a qual eu não conhecia, até que manteve a energia em alta. Com a bacana ‘Addiction’, sintomaticamente sobre os tempos de doideira do músico, e a interessante ‘Soul Mover’, os três deixaram o palco. Voltaram no bis com ‘Black Country’, outra do projeto com Bonamassa e, finalmente, ‘Burn’, já famosa nos seus encerramentos e sempre eficaz nesta tarefa. Agradecimentos especiais à produção e à assessoria de imprensa do evento, pelo credenciamento.













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