Endless e Melyra: Destilando uma avalanche de petardos

Resenha - Endless e Melyra (Rock Experience, Rio de Janeiro, 18/07/2015)

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Por Rodrigo Costa
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Teria tudo pra ter sido apenas mais um show de bandas de heavy metal na noite carioca, mas o que se viu no Rock Experience – ótima casa de shows, diga-se de passagem - foi uma avalanche de petardos destilados por Endless e Melyra.

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Mas vamos por partes.

Após a abertura da casa, a DJ Cammy Marino deu um clima super especial ao evento com um playlist de deixar até os mais céticos de cabelo em pé. Muito metal, hard rock e clássicos pra preparar o público pros shows.

Às 22h40, a banda Melyra subiu ao palco para fazer a abertura do evento. Com um set list nervoso, muita presença de palco, técnica acima da média e um carisma poucas vezes visto em bandas com tão pouco tempo de existência – Melyra foi formada em 2012 -, a banda feminina liderada pela virtuosa vocalista Mariana "Elbereth" Figueiredo, tocou músicas de seu primeiro CD, além de “All we are”, do Warlock.

O show do Melyra me tirou sorrisos sinceros do rosto, mas eu não tinha ideia do que estava por testemunhar...

Por volta da meia noite, o Endless sobe ao palco. Sinceramente, apesar de ter assistido alguns shows da banda na década de 90 e início dos anos 2000, não sabia muito o que esperar do sexteto carioca depois de tantos anos fora da estrada. Ainda mais com a formação quase original, tendo como única baixa o guitarrista Gustavo Di Pádua – Almah e Aquaria – que foi substituído pelo tão virtuoso quanto, Luciano de Souza.

Mas vamos ao show lá, com um set list que mesclou músicas dos dois primeiros álbuns da banda – Eternal Winds, 1995 e A Dream at the Sun, 2008 – a sensação que tive foi que o tempo não passou para o Endless. Após uma introdução primorosa, “Running to be free” e “Playwright” foram executadas de forma a deixar muita banda gringa no chinelo. Nesse momento tive a nítida sensação de que o Endless tinha voltado muito mais maduro e performático. Em seguida, vieram “Vision of tomorrow” e “Holy Ground”, ambas do primeiro álbum.

Músicas como “Shades of night”, “Memories I´ve saved” e “Laments of the sky of winds” não deixaram as cerca de 180 pessoas presentes – lotação 200 – paradas.

Para minha surpresa, tocaram uma nova música chamada “Save me from myself”, uma porrada ao melhor estilo Stratovarius que sairá no novo álbum da banda, programado para Janeiro de 2016.

Ponto negativo: o som da casa poderia estar um pouco mais definido. Em alguns momentos quase não se ouvia a voz ou as guitarras.

Na metade do show, o vocalista Vitor Veiga fez um breve set acústico, provando por que é tão admirado no Japão e Europa.

Outra grata surpresa foi a execução de “I want it all”, do Queen, seguida do power metal “I don´t want to surrender”, música do segundo álbum.

Após cerca de uma hora e quinze, o Endless fechou o show com as clássicas “Wasting my time” e “Eternal winds”, ambas do primeiro álbum, com o público cantando em uníssono.

Resumo da ópera: o que vi foi um dos melhores shows de Heavy Metal desse ano. Que o Endless ainda tenha muitos anos de estrada e a Melyra continue nos presenteando com seu som nervoso e carismático.

E pra você que não foi e você vive reclamando que não tem show de qualidade na cidade que mora, pois o cenário é fraco, tá ai! Endless, de volta... E que os ventos sejam eternos....

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