Endless e Melyra: Destilando uma avalanche de petardos
Resenha - Endless e Melyra (Rock Experience, Rio de Janeiro, 18/07/2015)
Por Rodrigo Costa
Postado em 27 de julho de 2015
Teria tudo pra ter sido apenas mais um show de bandas de heavy metal na noite carioca, mas o que se viu no Rock Experience – ótima casa de shows, diga-se de passagem - foi uma avalanche de petardos destilados por Endless e Melyra.
Mas vamos por partes.
Após a abertura da casa, a DJ Cammy Marino deu um clima super especial ao evento com um playlist de deixar até os mais céticos de cabelo em pé. Muito metal, hard rock e clássicos pra preparar o público pros shows.
Às 22h40, a banda Melyra subiu ao palco para fazer a abertura do evento. Com um set list nervoso, muita presença de palco, técnica acima da média e um carisma poucas vezes visto em bandas com tão pouco tempo de existência – Melyra foi formada em 2012 -, a banda feminina liderada pela virtuosa vocalista Mariana "Elbereth" Figueiredo, tocou músicas de seu primeiro CD, além de "All we are", do Warlock.
O show do Melyra me tirou sorrisos sinceros do rosto, mas eu não tinha ideia do que estava por testemunhar...
Por volta da meia noite, o Endless sobe ao palco. Sinceramente, apesar de ter assistido alguns shows da banda na década de 90 e início dos anos 2000, não sabia muito o que esperar do sexteto carioca depois de tantos anos fora da estrada. Ainda mais com a formação quase original, tendo como única baixa o guitarrista Gustavo Di Pádua – Almah e Aquaria – que foi substituído pelo tão virtuoso quanto, Luciano de Souza.
Mas vamos ao show lá, com um set list que mesclou músicas dos dois primeiros álbuns da banda – Eternal Winds, 1995 e A Dream at the Sun, 2008 – a sensação que tive foi que o tempo não passou para o Endless. Após uma introdução primorosa, "Running to be free" e "Playwright" foram executadas de forma a deixar muita banda gringa no chinelo. Nesse momento tive a nítida sensação de que o Endless tinha voltado muito mais maduro e performático. Em seguida, vieram "Vision of tomorrow" e "Holy Ground", ambas do primeiro álbum.
Músicas como "Shades of night", "Memories I´ve saved" e "Laments of the sky of winds" não deixaram as cerca de 180 pessoas presentes – lotação 200 – paradas.
Para minha surpresa, tocaram uma nova música chamada "Save me from myself", uma porrada ao melhor estilo Stratovarius que sairá no novo álbum da banda, programado para Janeiro de 2016.
Ponto negativo: o som da casa poderia estar um pouco mais definido. Em alguns momentos quase não se ouvia a voz ou as guitarras.
Na metade do show, o vocalista Vitor Veiga fez um breve set acústico, provando por que é tão admirado no Japão e Europa.
Outra grata surpresa foi a execução de "I want it all", do Queen, seguida do power metal "I don´t want to surrender", música do segundo álbum.
Após cerca de uma hora e quinze, o Endless fechou o show com as clássicas "Wasting my time" e "Eternal winds", ambas do primeiro álbum, com o público cantando em uníssono.
Resumo da ópera: o que vi foi um dos melhores shows de Heavy Metal desse ano. Que o Endless ainda tenha muitos anos de estrada e a Melyra continue nos presenteando com seu som nervoso e carismático.
E pra você que não foi e você vive reclamando que não tem show de qualidade na cidade que mora, pois o cenário é fraco, tá ai! Endless, de volta... E que os ventos sejam eternos....
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O guitarrista apontado como melhor do mundo que Alex Lifeson não curte: "Não me tocava"
Sepultura esgota ingressos do último show da carreira
Mantas, guitarrista original do Venom, homenageia Cronos
A banda que recusou Rock in Rio 1985: "Pessoas decidiram que não era boa ideia"
O vocalista que Tony Iommi demitiu do Black Sabbath porque ele "estava cheirando muita cocaína"
O curioso tema do TCC de Fernanda Lira que professora reprovou e a fez largar a faculdade
Gary Holt e Mille Petrozza homenageiam Cronos, falecido nesta quinta-feira
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Black Sabbath nunca foi a mesma coisa sem Bill Ward, de acordo com Geezer Butler
Power to the People, festival organizado por Tom Morello, será transmitido ao vivo
Immortal anuncia box-set com sua discografia completa em vinil para 2027
Os bastidores da saída de Fabio Lione do Angra, segundo Marcelo Barbosa
Led Zeppelin é unanimidade? Cinco grandes lendas do rock que não gostam da banda
A única música de "Somewhere in Time" do Iron Maiden que não fala sobre espaço e tempo
Dinho lembra noite de droga com João Gordo logo que recebeu alta após queda do palco
Resenha de Show: Nervosa, Bloodskin e Leprosy em Goiânia
Angra - como foi assistir a um show da banda em Campinas
Rockstadt Extreme Festival: 5 dias de metal, caos e shows inesquecíveis na Transilvânia
Jamiroquai - Rock, funk, soul, disco e muito groove em São Paulo
Resenha e fotos do show de Dave Evans, ex-AC/DC, em Belo Horizonte
Como uma música de 23 minutos me fez viajar 500 km para ver uma das bandas da minha vida
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



