Sabaton: Uma aula de como se faz Heavy Metal em Porto Alegre
Resenha - Sabaton (Bar Opinião, Porto Alegre, 09/09/2014)
Por Guilherme Dias
Postado em 13 de setembro de 2014
A banda de Power Metal SABATON esteve em Porto Alegre para o seu segundo show no Brasil. Dando continuidade a "Heroes World Tour", que já havia passado por São Paulo antes desse show.
Fotos: Liny Oliveira
A abertura ficou por conta de duas bandas. Elas participaram de uma enquete realizada pela produtora do evento. A princípio apenas uma banda ganharia, porém ambas receberam muitos votos, e ficaram muito acima de bandas medalhões do heavy metal gaúcho.
A primeira atração da noite estava agendada para iniciar às 21 horas e 30 minutos, porém às 21 horas em ponto a PLATINUS subiu ao palco do bar Opinião. O thrash metal cantado em português pela PLATINUS animou bastante quem já estava presente no local. William Lovato (VOCAL/ BAIXO), Igor Cézar (GUITARRA), Yuri Rigo (GUITARRA) e Pedro Gargioni (BATERIA) fizeram um excelente show. Destaque para "Sapiens ou Não" e "Vida Psicótica", nessa última ocorreu um problema técnico que acarretou na mudança de uma das guitarras, porém sem comprometer em nada o show.
Alguns minutos após a PLATINUS deixar o palco, o CHARLAR subiu quebrando tudo, mas tudo mesmo. Maurício Marques (VOCAL) entrou no palco extremamente eufórico, agradecendo a todos pela votação que permitiu a presença da banda no evento. Além de jogar cerveja no público, ele mesmo se jogou do palco para a pista no fim da apresentação, por sorte o público fez questão de segurá-lo. Com um Thrash Metal bastante técnico, a banda também conseguiu agradar bastante o público que ainda chegava calmamente ao local. Além de Maurício, o Charlar é composto por Paulo Liro (GUITARRA), Cristiano Kappaun (BAIXO) e Eduardo Chaves (BATERIA)

Os relógios estavam se aproximando das 23 horas, e os fãs não aguentavam mais a espera para ver o SABATON. Após as previsíveis introduções de "Final Countdown" (Europe) e "The March To War", os "Comandos em Ação do heavy metal" (devido às roupas camufladas) iniciaram o show com "Ghost Division" (The Art of War) e sem parar emendaram "To Hell and Back" (Heroes) e "Carolus Rex" (Carous Rex).
O início do show deixou os fãs bastante emocionados. Mas não só os fãs, a banda estava visivelmente deslumbrada com o público que estava lá para vê-los. Joakim Brodán (VOCAL) disse, inclusive, que não esperavam tanto de uma cidade que nunca haviam estado antes. Joakim agradeceu muito o público e os suecos continuaram o show com "Gott Mit Uns" (cantada em sueco, presente no disco Carolus Rex, também) que teve participação de Chris Rörland (GUITARRA) e ThobbeEnglund (GUITARRA) nos vocais.

A presença de palco da banda foi muito empolgante, mesmo em um palco pequeno, a banda deu conta de se mexer bastante e andar de um lado para outro. O único que estava sem sair do seu lugar era Hannes Van Dahl (BATERIA), porém trabalhando bastante, principalmente com os seus dois bumbos da batera. O mais alegre da banda com certeza era Pär Sundström (BAIXO) que não tirava o sorriso do rosto.
Do último disco da banda "Heroes", a banda ainda tocou "Resist and Bite", "Soldier of 3 Armies", "Smoking Snakes" e "Night Witches". Já do disco "The Art of War", além da faixa título e da que abriu o show, tocaram também "40:1" após Joakim ouvir o pedido de um fã que estava na pista.

Hannes foi xingado por Joakim quando tocou algo semelhante a "disco music", então o batera tocou a introdução de "Painkiller" (Judas Priest), para alívio de Joakim e risadas gerais por todo o bar Opinião. A mesma introdução que o guitarrista Chris Rörland tocou na bateria um pouco mais tarde. Seriam eles fãs de Judas Priest?
Chris recebeu dos headbangers gaúchos uma bandeira do Rio Grande do Sul, que foi colocada em cima dos bumbos de Hannes. Nesse momento todos os fãs cantaram o Hino Riograndense, deixando uma pulga atrás da orelha de cada integrante da banda, pois eles não entendiam nada.

Aproximando-se do fim do show, Joakim tirou os seus óculos pela primeira vez para enxergar bem o público. Depois disso não colocou de volta, deu seus óculos de presente para um fã, em seguida uma pulseira e parou por ali mesmo, apenas ameaçando tirar o seu colete e dizendo que não daria as calças para ninguém. Tudo isso em um tom muito bem humorado. O show foi encerrado com duas arrasa quarteirões: Primo Victoria (Coat of Arms) e Metal Crüe (Attero Dominatus)
Uma aula de como se faz um show de heavy metal foi dada pelo SABATON. Um Power metal moderno com muitas influências do passado e a temática de guerras são o que diferenciam positivamente o SABATON, em meio a tantas bandas repetitivas que existem no mercado nos dias de hoje.
SETLIST:
The March To War
Ghost Division
To Hell and Back
Carolus Rex
Gott Mit Uns
Uprising
Attero Dominatus
Resist and Bite
The Art of War
Soldiers of 3 Armies
40:1
Swedish Pagans
Night Witches
Smoking Snakes
Primo Victoria
Metal Crüe


















Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os 5 álbuns de rock que todo mundo deve ouvir pelo menos uma vez, segundo Lobão
A melhor música de heavy metal de cada ano da década de 1980, segundo a Loudwire
"Aprendam uma profissão, porque é difícil ganhar a vida", diz Gary Holt
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
O ícone do heavy metal que foi traficante e andava armado no início da carreira
O disco de thrash metal gravado por banda brasileira que mexeu com a cabeça de Regis Tadeu
A lenda do metal nacional cujo apelido veio após arrancarem suas calças
A banda de rock que Robert Smith odeia muito: "Eu desprezo tudo o que eles já fizeram"
Steve Harris revela qual música gostaria de resgatar para os shows do Iron Maiden
A banda de rock dos anos 1990 que acabou e não deveria voltar nunca, segundo Regis Tadeu
Adrian Smith explica por que não há improviso nos shows do Iron Maiden
O melhor álbum do AC/DC de todos os tempos, segundo Lars Ulrich do Metallica
A música do Motörhead que tem verso "sacana" e marcou Rob Halford
"Se viraram bem sem mim" - Adrian Smith relembra audição frustrada para grande banda em 1991
A sincera opinião de Pitty sobre Guns N' Roses, System of a Down e Evanescence
Led Zeppelin e a incrível banda brasileira que iria abrir os seus shows
Evanescence: estranha criatura em foto de Amy Lee com seu filho
A opinião de Roger Waters sobre o Radiohead em seu auge criativo

As 50 melhores músicas de 2025 segundo a Metal Hammer
A razão pela qual o Sabaton evita abordar conflitos modernos em suas letras
O festival em que Steve Harris implorou para tocar; "fico em qualquer hotel", disse
Os 25 melhores discos da história do power metal, em lista da Metal Hammer
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



