Northern Forces Fest: Como foi o evento em Amapá

Resenha - Northern Forces Fest (João Batista de Azevedo Picanço, 22/03/2014)

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Por Bruno Blackened
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O início de 2014, definitivamente, não foi dos melhores para o Metal amapaense: simplesmente não houve show nenhum em 2 meses, um verdadeiro dejá-vu do que aconteceu depois da performance do ANGRA em julho de 2011, no Equador Verão. O tradicional réveillon do Liberdade ao Rock, que é o primeiríssimo evento de cada ano, não aconteceu porque a organização, mesmo tendo providenciado tudo com antecedência, não recebeu resposta do Governo do Estado e demais órgãos competentes no fechamento de parceria em policiamento e estrutura.

Em fevereiro, o mesmo movimento organizou a tradicional Guerra de Balões (sendo essa a terceira edição), no qual algumas bandas se apresentaram, mas um grupinho de baderneiros quebrou alguns pertences da organização (como uma caixa d’água) e o evento teve que acabar cedo. Protesto geral por parte de quem estava ali apenas para se divertir e brincar!

Para compensar esse jejum, os produtores resolveram atacar massivamente nosso ouvidos (no bom sentido, claro) com uma enxurrada de shows! Só na noite do dia 15, tivemos a primeira edição do Liberdade ao Rock (onde a PROFETIKA botou a galera pra banguear com uma apresentação entrosada e energética, como de costume, e ainda apresentou composições novas), o Tacagado (!) Metal Fest (que serviu de lançamento para a Rataria Produções, que também fez o evento, no Busão Locoreggae) e o Especial Metallica 2 (feito pelo Movimento Amapá Rock, no Country Beer, com a banda ORION e tendo o SISTEMA FEUDAL como grupo de abertura). A ORION tocou quase todo o set list da primeira edição e incluiu algumas, como Of Wolf and Man e Through the Never.

Uma semana depois, no dia 22, o Centro de Difusão Cultural João Batista de Azevedo Picanço foi sede do Northern Forces Fest, organizado por Eddie Martins e contando com as bandas HIDRAH, OPUS PROFANUS, CARNNYVALE, RESTOS CARNAIS e BAD DELUSION. Paradoxalmente, o local, apesar de contar com um palco e espaço para público igualmente grandes, parecia ter um clima mais intimista, pois é parecido com um teatro, cheio de cadeiras e uma mesa comprida entre as cadeiras e o palco, mas nem esse "obstáculo" conseguiu segurar a massa metalhead que bangueava, fazia mosh e festejava ao som dos grupos.

O destaque do show do grupo capitaneado por Hanna Paulino foi a nova música, Rise. Assim como as demais autorais, ela segue a proposta Heavy/Melodic Metal da banda, com riffs pesados e linhas instrumentais bem elaboradas e ótima interpretação vocal. O público conhece bem o quinteto e agitou bastante em faixas como Reign of Fire, Another Way, Mankind, Power (HELLOWEEN cover), Heroes of Sand e a dobradinha Carry On/Nova Era (ANGRA covers). Palmas e gritos mais do que merecidos no final!

A segunda a subir ao palco foi a horda OPUS PROFANUS, liderada por Helvetin (guitarra/vocal) e completada por Dominus Mantus (baixo) e Apzur (bateria). Sem piedade para ouvidos de porcelana, despejaram seu Black Metal ríspido e blasfemo, do jeito que o estilo pede, e saciaram os sedentos por metal em uma de suas formas mais extremas. O grupo tem uma boa base de seguidores e era um dos mais aguardados.

E por falar em extremo, o Thrash Metal da CARNNYVALE foi o próximo a exalar dos amplificadores do centro de convenções. Tocando sempre com sangue nos olhos, a banda executou Thrash Mosh, Guerra Santa, Teatro do Medo, Sete e os covers Piranha (EXODUS) e Mad Butcher (DESTRUCTION). Set list impecável e pra não deixar nenhum pescoço inteiro!

Continuando a "porradaria", a banda RESTOS CARNAIS, formada por Carlos Pastana (guitarra/vocal), Ronald Magalhães (bateria) e Elizeu Vasconcelos (baixo). "Espera aí, essa é a CARNAL REMAINS!". Agora o trio está com o nome oficializado em português e uma nova logo feita por Rogério Araújo. Em nova página da banda no Facebook, é explicado o motivo da mudança.

"Optamos pela tradução do termo "CARNAL REMAINS" para "RESTOS CARNAIS" por apresentar uma expressão de maior coesão com nossa realidade e proposta musical. Também por considerarmos este termo mais honesto com nosso contexto idealista e sonoro, dando um maior apoio ao Metal completamente em português".

Apesar disso, a proposta e as composições da banda continuam calcadas no Death Metal/Porngore e as já conhecidas dos metalheads Defecação, Prostituta Decapitada e Necrofilia foram executadas e aplaudidas à exaustão por uma platéia eufórica. Encerrando o Northern Forces Fest, o Hard Rock da BAD DELUSION, que agora alterna entre covers e autorais.



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Sobre Bruno Blackened

Metalhead desde os 16, jornalista desde os 23. Grande incentivador da cena Metal amapaense através de resenhas, reportagens, fotos, artigos, entrevistas e assiduidade nos shows. Minhas vertentes favoritas são o Thrash, Death e Power Metal. \m/

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