Rubber Soul: Música que transcende idade, religião e tudo mais

Resenha - Rubber Soul (Concha Acústica da UFC, Fortaleza, 28/12/2013)

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Por Leonardo Daniel Tavares da Silva
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Nos últimos cinquenta anos, uma banda da cidade de Liverpool tem acumulado mais e mais fãs. A medida que o tempo passa, pessoas do mundo inteiro demonstram, quando não a paixão, o respeito pelos criadores de composições que revolucionaram a indústria musical. Dez mil dessas pessoas atenderam mais uma vez ao chamado do Programa Frequência Beatles (veiculado na Rádio Universitária FM, em Fortaleza todos os sábados de 18:00 às 20:00) e compareceram à Concha Acústica da Reitoria da Universidade Federal do Ceará para assistir ao tradicional concerto de final de ano da banda RUBBER SOUL, ciceroneado por Nelson Algusto, locutor do programa. Entre estas dez mil pessoas, este redator, minha esposa, meu cunhado e, em seu primeiro show de rock, meu sobrinho de oito anos e meu filho, de três.

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Foto: Sílvia Amora
Foto: Sílvia Amora

Sinto pela falta de detalhes nesta minha resenha diferente. Dessa vez, ao invés de dividir meus olhos entre o palco e um bloco de anotações ou tablet, eu tinha que, com grande alegria, concentrá-los no meu pequeno beatlemaníaco, vestido com a camisa do "Iélu Sá-marine". Que isso sirva para ilustrar o quanto a música dos BEATLES transcende os limites de idade, religião, cor, posição social e opção sexual, manifestada também na grande quantidade de casais hétero e homossexuais em todos os locais da Concha Acústica, à frente do palco, nas arquibancadas, nas laterais das arquibancadas e até ao lado do palco.

Foto: divulgação
Foto: divulgação

A banda RUBBER SOUL (cujo nome vem do sexto álbum dos BEATLES, formada por Kildare Rios (baixo e voz principal), Daniel Kobaya (guitarra e vocal), Eduardo Neves (guitarra, teclados e vocal) e Armando Gaspar (bateria), é a mais conhecida banda tributo ao fab four de Fortaleza e o show na Concha Acústica já faz parte do calendário da cidade (ocorre sempre no último sábado do ano). Como este ano tivemos pela primeira vez a presença de um BEATLE na capital alencarina, nada melhor do que "Eight Days A Week", música que abria a turnê "Out There", para abrir a noite.

E foram vários momentos de emoção em cerca de três horas de show. Sem fazer questão de se paramentar como John, Paul, Ringo e George, como fazem outras bandas tributo, a RUBBER SOUL recebeu vários convidados, como Régis Damasceno, ex-componente da banda que agora faz parte da banda cearense radicada em São Paulo CIDADÃO INSTIGADO. Do Iê-Iê-Iê dos primeiros discos às canções mais psicodélicas do "Sgt. Pepper's" (quase todas as faixas do disco entraram no set list), passando pelo proto-heavy-metal de "Helter Skelter", a apresentação pode atender a todos os gostos. Assim como no programa semanal, que dedica um bloco à carreira solo dos ex-BEATLES, não faltaram também algumas composições como "Let Me Roll It", de Macca, e "Imagine", de Lennon, todas acompanhadas atentamente por beatlemaníacos de todas as idades, de vovôs a crianças ainda menores que meu pequeno João.


Para nossa alegria, pude ver seus olhinhos brilhando em "Nowhere Man", canção que ele próprio canta quase corretamente, apesar de não entender a letra. E dançamos pai e filho ao som de "Yellow Submarine". Poucos momentos são tão valiosos quanto momentos como esse, proporcionados pela música maravilhosa do quarteto de Liverpool, através das mãos, vozes e instrumentos da RUBBER SOUL. Aguardaremos o dia 27 de dezembro de 2014, para mais uma vez, participar desta celebração à música. Quem sabe, neste show poderemos também comemorar a passagem pela terra do sol de Ringo, o outro BEATLE vivo.

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Sobre Leonardo Daniel Tavares da Silva

Daniel Tavares nasceu quando as melhores bandas estavam sobre a Terra (os anos 70), não sabe tocar nenhum instrumento (com exceção de batucar os dedos na mesa do computador ou os pés no chão) e nem sabe que a próxima nota depois do Dó é o Ré, mas é consumidor voraz de música desde quando o cão era menino. Quando adolescente, voltava a pé da escola, economizando o dinheiro para comprar fitas e gravar nelas os seus discos favoritos de metal. Aprendeu a falar inglês pra saber o que o Axl Rose dizia quando sua banda era boa. Gosta de falar dos discos que escuta e procura em seus textos apoiar a cena musical de Fortaleza, cidade onde mora. É apaixonado pela Sílvia Amora (com quem casou após levar fora dela por 13 anos) e pai do João Daniel, de 1 ano (que gosta de dormir ouvindo Iron Maiden).

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