Cauldron: resenha e fotos do show no Manifesto Bar

Resenha - Cauldron (Manifesto Rock Bar, São Paulo, 28/11/2013)

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Por Monica Prado
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Fotos: Diego Camara

Noite de quinta feira no Manifesto Rock Bar em São Paulo. Pouca gente na fila aguarda a abertura da casa, que anuncia a banda canadense Cauldron.

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A abertura do show fica por conta de três bandas. A primeira, Comando Nuclear, formada por cinco integrantes, possui um diferencial, cantam em português. O som agrada o pequeno público que se espalha pela pista da casa. Músicas como “Princesa Infernal”, “Caçada Mortal” e “Ritual Satânico” animam a galera.

A segunda banda de abertura Chemical mostra um som mais rápido e uma batida mais forte. Interagem pouco com o público, mas conseguem envolver com um som afinado.

A última banda a se apresentar antes da entrada da banda principal foi o quinteto do Rio de Janeiro, Still Alive. Um som vibrante, que só não foi melhor pois a casa pecou na equalização. Mesmo assim a banda mostrou que tem potencial.

Finalmente, às 23:30 horas, tem início o show do trio canadense formado por Ian Chains, Jason Decay e Myles Deck, que mostram que têm muita vontade de agradar os fãs com um som heavy metal tradicional e, não há dúvidas de que eles aprenderam todas lições para fazer isso valer a pena. É uma banda com pouco mais de seis anos de existência. O cantor e baixista Jason Decay ajudou a dar início à banda depois da saída de sua primeira banda, Goat Horn.

O vocalista diz: “Boa noite São Paulo, muito obrigado, nós somos do Canadá e é ótimo estar aqui no Brasil”. Na sequência a banda mostra um repertório que inclui, na sua maioria, faixas do CD “Burning Fortune” (2011) e “Tomorrow’s Lost” (2012)

Do “Burning Fortune” a banda mostrou as faixas “Queen of Fire”, “Rapid City”, “Miss you to Death” e “All or Nothing”. Os fãs da banda sabem que as faixas deste álbum possuem letras com intenso significado, isso mostra o esforço da mesma para mostrar porque veio para ficar. A maior parte das letras fala sobre assuntos que afetam a vida cotidiana: relacionamento com os demais, a vida na banda, batalhas, e não saber o que acontecerá daqui a dez anos.

"Miss You to Death" é um pouco de uma canção de metal com letra de estilo balada. "Queen of Fire" traz um trabalho de riff incrível. “Rapid City” é extasiante, especialmente o solo no final. “All or Nothing” tem um riff simples, e Myles Deck faz um trabalho incrível na bateria, mostrando porque foi uma ótima escolha para integrar a banda.
As músicas são atraentes para um show ao vivo, ainda que transitem por uma zona de conforto no heavy metal, conseguem atingir um bom nível.
Já, do álbum “Tomorrow’s Lost” a banda mostrou as faixas “Tomorrow’s Lost”, “Burning Fortune”, “Nitebreaker” e “Fight for Day”.

“Burning Fortune" é uma música rápida pelos padrões da banda, e convida o público a se envolver no ritmo. "Nitebreaker" é quando as influências mais suaves da banda se mostram.

Durante a apresentação pudemos conferir dois covers, um do Black Sabbath (Digital Bitch) e outro do Venon (Die Hard). Estes já se mostram marca registrada das apresentações do trio, e a galera aprova a escolha.

O show foi encerrado com a faixa “Chained Up in Chains” do álbum “Chained To The Nite”, de 2009.

Apesar de um público muito abaixo do esperado, o show foi correto e contagiou os fãs. Cauldron já progrediu a uma posição de respeitabilidade no cenário de hoje, pena que poucos puderam conferir esta apresentação.

Line-up:
Jason Decay – baixo, vocais
Ian Chains – guitarra, vocais
Myles Deck - bateria

Set List:
Intro
Tomorrow's Lost
Burning Fortune
Nitebreaker
Queen of Fire
Rapid City
Miss You to Death
Digital Bitch (Black Sabbath cover)
All or Nothing
Fight for Day
Into the Cauldron
Die Hard (Venom cover)
Chained Up in Chains




























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Sobre Monica Prado

Sou formada em Engenharia pela E. E. Mauá e atualmente curso Filosofia na FFLCH-USP. Sou professora e tradutora de Inglês. Amo música e curto desde música clássica até o Heavy Metal. Música brasileira não é meu forte, mas sei apreciar um som de qualidade. A música me ajuda a sobreviver neste mundo, e ele ainda vale a pena por causa dela!

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