Sebastian Bach: apresentação em São Leopoldo supera a do RIR
Resenha - Sebastian Bach (Sociedade Orpheu, São Leopoldo, RS, 21/09/2013)
Por RUDSON XAULIN
Postado em 27 de setembro de 2013
A cidade de São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, recebeu no dia 21 um show para ficar na sua história. Era a passagem de SEBASTIAN BACH e sua banda pela cidade, ao qual vai ficar para sempre na memória daqueles que compareceram a Sociedade Orpheu. A noite era fria e a organização pecou bastante quando tardou a abrir as portas do local da apresentação. Não bastasse ter que ficar no frio e sujeito a chuva que não dava trégua no estado, a organização ainda dividiu o publico em duas filas, que só perto da porta se ouvia a instrução de quem já tinha ingresso entrava por um lado, e quem não tinha, pelo outro. Além de abrirem a segunda parte da já pequenina porta de entrada, somente após ouvirem os gritos da multidão, que ainda na rua, perdia o primeiro show da noite, da banda MAÇÃ DE PEDRA, lamentável.
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A segunda banda a se apresentar foi a HIPERCUBO, que teve muito pouco tempo para mostrar seu som, um hardão pegado, mas ganhou o publico em apenas quatro canções. O destaque ficou claro em um cover do GUNS N’ ROSES, que era IT’S SO EASY, mas a banda mostrou fôlego e energia na apresentação, triste dizer que eles deviam ter mais tempo e não tiveram, pois com certeza eles tinham coisas a mostrar. E aqui fica a dica...
Foi estranho ver os próprios integrantes da banda de SEBASTIAN BACH subirem ao palco para afinarem e ajustarem seus instrumentos, como se fizessem uma passagem de som ali, com todo o publico já dentro do local. Com exceção de BACH, todos os membros da banda estavam no palco bem antes da apresentação para conferirem seus respectivos materiais de trabalho.
SEBASTIAN BACH subiu ao palco como era esperado: Girando o microfone feito um maluco, balançando a cabeleira e não parando quieto por um minuto sequer. Clássicos do SKID ROW não poderiam ficar de fora, afinal foram eternizados na voz de SEBASTIAN BACH, mas a banda da muito destaque as novas canções, excelentes por sinal, e boa parte do publico sabe e gosta muito dos novos trabalhos do vocalista. SEBASTIAN BACH tinha a difícil missão de pincelar uma apresentação mais feliz do que a apresentada no ROCK IN RIO 2013, afinal ele e sua banda foram trucidados nas redes sociais devido à má apresentação, mas quem nunca teve um dia ruim?
O repertório contou com clássicos absolutos, como SLAVE TO THE GRIND, HERE I AM e a dançante BIG GUNS. SEBASTIAN BACH brincou com o público o tempo todo, está sempre sorrindo com seus músicos e até puxou para cima do palco um apertado fotografo que estava esmagado no meio da multidão. Sem contar ainda suas engraçadas tentativas de comunicação em nossa língua, mesmo sendo engraçado, o legal é que ele tenta e o publico adora ver e ouvir esse tipo de coisa. Tivemos espaços para as "novatas" como a ríspida KICKING & SCREAMING e a faixa gravada ao lado de AXL ROSE, (LOVE IS) A BITCHSLAP.
SEBASTIAN BACH se esforça muito para manter o fôlego, canta o mais alto que pode e por muitas vezes não atingiu as notas que o consagrou a frente do SKID ROW, mas não fez feio e deixou à apresentação do ROCK IN RIO para trás. Uma pena que no maior festival de música do mundo ele não conseguiu dar tudo o que tem e ainda enfrentou diversos problemas técnicos, mas aos poucos, mais uma vez, ele vai dando a volta por cima.
Pode-se ouvir os gritos de "TIÃO" muitas vezes durante a noite, para o apelido que o povo brasileiro deu ao querido vocalista, e ele adora, da risada e se diverte. SEBASTIAN BACH usa bastante o auxilio de JOHNNY CHROMATIC para os backing vocals e para finalizar alguns berros em diversas canções, e o guitarrista se sai muito bem. Outro guitarrista, recrutado a pouco para o time, DEVIN BRONSON, fez bonito e solou muito na fria noite no sul do país, esquentou o publico e incendiou o palco sempre que pode. Outro membro da banda que é pura explosão é o carismático baixista JASON CHRISTOPHER, na banda há muito tempo e grande amigo de BACH, ele é um dos responsáveis pelos backing vocalis e talvez o músico que mais se movimente no palco, perdendo apenas para o frontman. JASON interage muito com o publico e ainda faz pose para fotos!
O baterisa BOBBY JARZOMBEK mostra um belo trabalho quando AMERICAN METALHEAD ecoa sempre, além de uma grande figura, o baterista já trabalhou com muita gente de calibre apurado e sua contribuição na banda de BACH é fundamental para o funcionamento do grupo. Ainda tivemos PIECE OF ME, um tipo de hard que nunca perde a raiz e indispensável. SEBASTIAN BACH disse, em português enrolado, que teria uma música para o público, e pediu que todos cantassem com ele, era claro e obvio que viria IN A DARKENED ROOM, com luzes azul e tudo, lembrando muito o clipe da referida canção.
O grande momento do show, possivelmente foi em 18 AND LIFE, todo mundo foi ao delírio, não havia ninguém parado e esta música possivelmente é um marco na historia do rock n’ roll. Ouvir 18 AND LIFE ao vivo é sempre uma experiência de nostalgia com uma pitada de adrenalina. Espaço também para STUCK INSIDE e TUNNELVISION, uma das melhores faixas do ultimo trabalho solo de SEBASTIAN BACH. Delírio geral também quando os acordes de MONKEY BUSINESS foram ouvidos e quando tivemos a introdução de I REMEMBER YOU no violão, êxtase e excitação dominaram a noite. Era a derradeira perfeita para um bom show do frontman, e uma canção que nunca pode ficar de fora.
Para encerrar, clássico assim como o vocalista, sua indicação e referencia a tatuagem que ele tem no antebraço, dava o tom da última música que seguiria no set, era a vez de YOUTH GONE WILD e com ela tudo veio abaixo. Foi mais um grande momento do show e mais um grande show de SEBASTIAN BACH que chegava ao fim. Possivelmente não vai existir reclamações dos presentes, quem foi ver uma lenda, saiu de lá com histórias pra contar. Mesmo SEBASTIAN BACH mais velho e barrigudinho, ele ainda é SEBASTIAN BACH e sabe como poucos administrar com tanta maestria um bom show de rock n’ roll.
SEBASTIAN BACH – vocal
JOHNNY CHROMATIC e DEVIN BRONSON – guitarras
JASON CHRISTOPHER – baixo
BOBBY JARZOMBEK – bateria
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