Resenha - Black Label Society (Vivo Rio, Rio de Janeiro, 24/11/2012)

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Por João Paulo Linhares Gonçalves
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Depois de um dia muito quente no Rio de Janeiro, ventos fortes trouxeram uma mudança de clima para a noite de um sábado que prometia um grande show do Black Label Society, banda capitaneada por Zakk Wylde, ex-guitarrista da banda de Ozzy Osbourne e que chegou a trabalhar um tempo com os Guns N' Roses. Quando cheguei ao Vivo Rio, caía uma fina chuva, sinal da frente fria que avançou pelo nosso território. O público do lado de fora era pequeno, um pouco maior do lado de dentro. Até a hora do show, a casa encheria mais, porém não chegaria a lotar - somente os medalhões do rock estão conseguindo lotar os shows aqui no Rio de Janeiro (muitas vezes nem esses - o Kiss não conseguiu).

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Olhei para o palco e percebi que havia uma bateria armada na frente, indicando uma banda de abertura, uma surpresa pois não li em nenhum lugar que haveria abertura. Boa surpresa, é sempre uma boa ideia termos bandas de abertura com chance de mostrar seu trabalho e animar o público. Ontem foi a chance do Tamuya Thrash Tribe, uma banca carioca que trouxe uma proposta de letras falando sobre índios, portugueses, nossa história sendo contada - bem legal que uma banda brasileira resolva falar da nossa história e não da história de vikings lá da casa do cacete... Musicalmente, o som da banda me lembrou o Carcass, aquele vocal típico, som mais pro arrastado, muito peso. A banda está no começo, agradou o público e conseguiu boa divulgação para o seu trabalho.

Por volta de 22:30, após arrumação do palco pelos roadies, fechamento de cortina e apagar das luzes, começa a introdução para o show, simplesmente o tema do filme "2001 - Uma Odisseia no Espaço", seguido de uma sirene e boom!, a cortina se abre e a banda já está atacando a primeira canção, "Godspped HellBound", um petardo pesadíssimo com toneladas de influência do Black Sabbath, retirado do último álbum da banda, "Order Of The Black", para delírio da plateia que pula, vibra e ergue seus braços fazendo os chifrinhos típicos do heavy metal. "Destruction Overdrive" e "Bored To Tears" vem a seguir e mantém o show em alta rotação e com peso atordoante.

Da última turnê que a banda fez ano passado por aqui pelo Brasil, a banda trouxe apenas uma novidade no seu line-up: a mudança de baterista - saiu Mike Froedge e entrou Chad Szeliga, que mandou bem nas baquetas. Nick Catanese e John DeServio continuam firmes e fortes e já são muito queridos do público, que os aplaude bastante ao serem apresentados. O setlist mudou para esta turnê, trazendo de volta algumas de minhas preferidas, como "Bleed For Me", que abre o disco "1919 Eternal", e a lentinha "In This River", do álbum "Mafia" e que acabou virando uma bela homenagem ao guitarrista Dimebag Darrel, do Pantera, que era grande amigo de Zakk (muitos rumores sugerem uma reunião do Pantera com Zakk na guitarra, coisa que a banda vem desmentindo constantemente) - nesta canção, levada por Zakk no piano, Nick Catanese assume o solo. Pouco antes, Zakk apresenta os membros da banda em clima de amizade e respeito. Dos álbuns mais antigos, Zakk trouxe outra que gosto muito, "Berserkers", e nesta brilha o baixo de John DeServio.

Claro que durante todo o show Zakk sola muito, entre uma música e outra, e também no seu momento sozinho no palco, onde vai de um canto a outro solando muito. Após o solo de Zakk, temos a parte final do show, sem muitas paradas para descanso e sem que a banda deixe o palco; eles emendam as duas mais conhecidas do último disco: "Parade Of The Dead" e a ótima "Overlord", esta última recebida muito bem pelo público. Em "The Blessed Hellride", Zakk e Nick usam guitarras de dois braços (veja nas fotos). E o final guarda as músicas mais conhecidas da banda, "Suicide Messiah", "Concrete Jungle" e "Stillborn". Final de show, toda a plateia em êxtase, aplausos para a banda e da banda para o público, que vibrou, cantou e pulou junto o tempo todo - a plateia carioca está de parabéns!!

Eis o set list do show:
(introdução gravada com o tema de "2001 - Uma Odisseia no Espaço")
"Godspeed HellBound"
"Destruction Overdrive"
"Bored To Tears"
"Berserkers"
"Bleed For Me"
"The Rose Petalled Garden"
"In This River" (com pequeno solo de piano na introdução)
"Forever Down"
Solo de guitarra de Zakk
"Parade Of The Dead"
"Overlord"
"The Blessed Hellride"
"Suicide Messiah"
"Concrete Jungle"
"Stillborn"

Vídeo que fiz de "In This River":

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Confira mais fotos do show na blog Ripando a História do Rock.

http://ripandohistoriarock.blogspot.com.br. Até o próximo show!!

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Sobre João Paulo Linhares Gonçalves

Roqueiro convicto, de carteirinha, desde os treze anos de idade. Já tive diversas bandas preferidas: de Iron Maiden, Metallica e Black Sabbath a The Who, Pink Floyd e Rolling Stones. O heavy metal sempre me atraiu muito, mas o rock praticado nos anos 60 e 70 é fascinante e estou sempre escutando. De vez em quando, dou chance ao punk, rock alternativo, blues, até ao jazz e MPB, pra variar.

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