Therion: Noite inesquecível para fãs de música pesada em SP
Resenha - Therion (Teatro Abril, São Paulo, 05/06/2012)
Por Marcelo Hunter
Postado em 20 de junho de 2012
Havia uma grande expectativa em torno desta apresentação do THERION. Afinal, seria a comemoração de 25 anos de carreira da banda. Para celebrar a data, tocariam, na íntegra, um de seus melhores albuns, "The Secret of the Runes". O local também chamava a atenção. O imponente Teatro Abril, acostumado a receber espetáculos da Broadway, abriria as portas, pela primeira vez, a um evento de metal. Portanto, havia motivos mais do que suficientes para ir ao show, certo? A julgar pelo número de pessoas presentes, errado.
A verdade é que esse concerto não poderia ter acontecido em pior hora. Cerca de um mês antes, a produtora do evento esteve envolvida no fiasco do Metal Open Air. Pouco depois da tragédia do MOA, a mesma produtora antecipou em cerca de uma hora o show do GRAVE DIGGER em São Paulo, fazendo com que muitos fãs perdessem a apresentação dos caras. Outro fator que pode ter espantado o público foi o fato de terem escolhido um terça-feira para a realização do evento. Para piorar, caía uma chuva torrencial na cidade. Felizmente, a banda parecia estar alheia a esses problemas...
...O show
O HELLLIGHT, banda paulista de Doom Metal, abriu o espetáculo. Apesar do curto set realizaram uma apresentação competente, empolgando os fãs do gênero presentes no local. Esse foi o segundo show do THERION que teve o HELLLIGHT como banda de abertura, e, desta vez, o convite partiu da própria atração principal. Sem dúvida, um grande reconhecimento para o trabalho dos caras.
Finalmente, os acordes de "O Fortuna", de Carl Orff, foram ouvidos, enquanto os integrantes do THERION entravam no palco. O que se viu, a partir daí, foi uma daquelas experiências para ficar na memória. Conforme prometido, executaram o album "Secret of the Runes" na íntegra. Já na primeira música, "Ginnungagap", ninguém mais estava sentado (ok, o lugar é bonito e tudo, mas ver show de metal sentado, definitivamente, não rola). Em seguida tocaram aquela que talvez seja uma das mais belas músicas de todo o repertório do THERION, "Midgard". O concerto prosseguiu com execuções perfeitas para um de seus albuns mais emblemáticos. Destaque para a perfeita interação entre público e banda.
A segunda parte do show foi marcada por clássicos como "Wine of Aluqah", "Lemuria" e "Dark Venus Persephone". Os arranjos vocais mereceriam um texto a parte, tamanha sua qualidade. Lori Lewis, Snowy Shaw (além de extremamete técnico, o cara é muito carismático) e Thomas Vikströn estavam perfeitamente entrosados. A nova integrante e filha de Vikströn, Linnes Vikströn, parece não estar à altura de sua antecessora, Katarina Lilja, cuja voz e presença de palco combinavam de maneira mais harmoniosa com a voz de Lori Lewis.
Ainda houve espaço para um medley com algumas músicas de início de carreira apresentadas por Johnsson (numa de suas poucas intervenções) como "a época em que ainda estávamos buscando nosso estilo". Johnsson ainda brincou dizendo que agradecia as cinco pessoas que conheciam as músicas.
Mais uma rápida parada e a banda retornou para um encore triunfante com "The Rise of Sodom and Gomorrah" e "To Mega Therion". Fechando em grande estilo uma noite inesquecível para os fãs de música pesada. Claro que o concerto podia ter se extendido por, pelo menos, umas quatro horas, mas aí seria pedir demais. Quem venha o próximo show.
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