Queensryche: mais uma marcante e ótima apresentação em SP

Resenha - Queensryche (HSBC Brasil, São Paulo, 14/04/2012)

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Por Otávio Augusto Juliano
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Com a quantidade enorme de shows sendo realizados no país, era inevitável que uma hora ou outra duas atrações fossem agendadas para o mesmo dia. E este fato tem ocorrido, como aconteceu no dia da apresentação dos americanos do QUEENSRYCHE. Um pouco mais cedo SEBASTIAN BACH tocou em São Paulo, no Carioca Club.

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Fotos: Leandro Anheli

Devido a essa coincidência de agendas, para este redator a missão foi bastante difícil: sair de um show e correr para o outro a tempo de cobrir ambos os eventos. Deu certo, mas infelizmente cheguei com o show do convidado especial da noite, o FATES WARNING, já em andamento e quase no fim.

Contemporâneos do QUEENSRYCHE, a banda também está na ativa desde o começo da década de oitenta e é uma das pioneiras do Metal Progressivo. Pela primeira vez no Brasil, a banda trouxe como convidado o ex-baterista do DREAM THEATER, Mike Portnoy, e tocou por aproximadamente 1 hora para os fãs que compareceram ao HSBC Brasil.

A casa não ficou totalmente cheia, mas o público era muito bom. A qualidade de som do HSBC Brasil também estava impecável, o que pôde ser confirmado não só nas músicas que acompanhei do FATES WARNING, como também quando a atração principal da noite subiu ao palco.

Às 23:25h, as luzes se apagaram e uma grande bandeira com o nome QUEENSRYCHE desceu no fundo do palco. Pronto, era a hora do show. E nada melhor do que começar com “Get Started”, seguida de “Damaged” e de “I Don´t Believe In Love”, a essa altura já com o público bastante participativo e acompanhando o vocalista Geoff Tate nas canções.

Em sua turnê de comemoração do trigésimo aniversário da banda, que teve seu primeiro EP lançado em 1982, o QUEENSRYCHE voltou ao país e mostrou porque é uma das referências de Metal Progressivo. A formação atual conta com praticamente todos os músicos originais, com exceção do guitarrista Parker Lundgren, que faz parte da trupe desde 2009.

Como a turnê é de comemoração, para a alegria dos fãs o QUEENSRYCHE focou sua apresentação nas principais músicas da banda e não nos últimos álbuns lançados. Geoff foi muito simpático com o público e durante toda a apresentação manteve-se com o semblante de alguém realmente feliz em tocar mais uma vez por aqui. Fez brincadeiras, interagiu, movimentou-se muito e, é claro, foi excelente ao comandar os clássicos do QUEENSRYCHE.

Para quem nunca tinha visto a banda ao vivo, como este redator, realmente sua voz impressiona. Até quando Geoff falava com a plateia era impressionante, pois sua voz se parece muito com a de um locutor de rádio ou algo parecido. Aos 53 anos, Tate certamente cuidou e cuida muito do seu bem mais precioso – sua voz.

Os demais músicos não ficam atrás. Todos extremamente concentrados na execução das músicas e em perfeita sintonia. Tive o privilégio de ficar bem à frente do guitarrista Michael Wilton e pude apreciá-lo tocar de perto, como em “Walk In The Shadows”, música com uma cadência muito interessante e uma das que mais agitou o público antes das canções finais. Nessa canção, assim como na anterior, “The Lady Wore Black”, os fãs presentes auxiliaram Geoff cantando o refrão das músicas com muita intensidade.

Antes de Michael introduzir “Silent Lucidity”, Geoff aproveitou para elogiar o show do FATES WARNING e deu outra aula ao cantar os versos dessa balada mundialmente conhecida. Com “Take Hold The Flame”, do disco “The Warning”, de 1984, o QUEENSRYCHE se retirou do palco, para um rápido intervalo.

Faltando poucos minutos para uma hora da madrugada, a volta se deu com a trinca matadora final: “Jet City Woman”, com suas marcantes linhas de baixo e riffs de guitarra; “Empire”, que dá nome ao álbum homônimo de 1990; e a dobradinha “Eyes Of A Stranger/Anarchy-X”, ambas do disco conceitual responsável pelo sucesso comercial do QUEENSRYCHE, “Operation: Mindcrime”.

Com palhetas e baquetas arremessadas ao público, os músicos se retiraram do palco, dessa vez definitivamente, para encerramento do show. Geoff ainda retornou rapidamente com uma taça de vinho na mão para agradecer novamente a presença dos fãs em mais uma marcante e ótima apresentação do QUEENSRYCHE em São Paulo.

A banda agora retorna aos Estados Unidos e segue sua turnê no final de abril, passando por diversas cidades americanas.

Agradecimentos a Heloisa Vidal e Adriano Coelho (Free Pass Entretenimento) pelo credenciamento e pela atenção.

Banda:
Geoff Tate – vocal
Michael Wilton – guitarra
Parker Lundgren – guitarra
Eddie Jackson – baixo
Scott Rockenfield – bateria

Set List:
1. Get Started
2. Damaged
3. I Don't Believe in Love
4. Hit the Black
5. I’m American
6. At 30,000 ft.
7. Desert Dance
8. Real World
9. NM 156
10. Screaming in Digital
11. The Lady Wore Black
12. Walk in the Shadows
13. The Right Side of My Mind
14. Silent Lucidity
15. Take Hold of the Flame
---------------------------------------
16. Jet City Woman
17. Empire
18. Eyes of a Stranger / Anarchy-X

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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