Amon Amarth: Um dos grandes concorrentes a show do ano

Resenha - Amon Amarth (Carioca Club, São Paulo, 24/03/2012)

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Por José Antonio Alves
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Prestes a completar três anos desde sua primeira bem-sucedida passagem pelo Brasil, os suecos do Amon Amarth desembarcaram novamente em nosso país para promover seu mais recente álbum, o ótimo "Surtur Rising", lançado em 2011. Usando como temática nas letras a mitologia nórdica, a banda conseguiu demonstrar o motivo de ser considerada uma das mais adoradas do Viking Metal.

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Já era grande a movimentação por volta das 16hs no Carioca Club, local escolhido para a apresentação desta vez e logo uma fila que dobrava esquinas se formou. Considero que a apresentação poderia ocorrer em um local maior, mas considerando o "boom" de shows que estão ocorrendo por aqui (inclusive no mesmo final de semana deste show, caso do Iced Earth), fica difícil para todos acompanharem a maioria dos shows e lotar todas as casas, mas mesmo assim a casa ficou completamente tomada por vigorosos fãs que aguardavam ansiosos o início da apresentação.

Antes de Johan Hegg e cia adentrarem o palco do Carioca Club, ficou a cargo do grupo Ordo Draconis Belli despertar o espírito guerreiro dos ali presentes com demonstrações de combates que empolgaram o público e já são freqüentes em eventos/shows com temática viking em São Paulo.

Era chegada a hora da brutalidade ter início, e bastou alguns poucos acordes de "War Of The Gods", uma das melhores do lançamento mais recente dos suecos, para que aquele espaço se tornasse um verdadeiro campo de batalha! Logo emendando a poderosa "Runes To My Memory", do álbum "With Oden On Our Side", de 2006, recebida com fervor por todos.

"Destroyer Of The Universe" foi simplesmente matadora, os fãs faziam rodas que fariam com que alguns hematomas não se tornassem surpresa, dado o vigor que esta e praticamente todas as músicas da banda transmitem. Contando ainda com um refrão cantado com potência, destaco o trabalho das guitarras que simplesmente foram incríveis.

E se alguém queria respirar um pouco, poderia esquecer. O que viria a seguir era simplesmente a fanstástica "Live Without Regrets", mais uma de "Surtur Rising". Não poderia deixar de citar o quão bom é este álbum, afinal, você ouvir um álbum uma vez na sequencia, sem pular faixas é sinal de coisa realmente boa.

Finalmente para acalmar (se é que podemos usar isto no contexto do Amon Amarth) veio "Thousand Years Of Oppression", bela música que soou com perfeição ao vivo e que com certeza resultou em um momento épico do show. Em "The Pursuit Of Vikings" não deve ter havido uma alma que não bangueou ao ritmo de Johan e seus companheiros, aliás, este frontman demonstra uma presença de palco incrível (sim, um cara de 2 metros e pouco não ter presença é difícil, mas no caso dele, isto se torna apenas um detalhe), que nos leva a ter a sensação de estarmos lutando como verdadeiros vikings acompanhando as canções da banda.

A ventilação da casa não era suficiente naqueles momentos, notavam-se fãs encharcados com o suor daquela que sem dúvidas era mais que uma batalha, era uma celebração onde todos partiam "For Victory or Death"! Em seguida veio uma das que me surpreenderam e que achei que não estaria presente no setlist no Brasil, a faixa "The Hero", presente no álbum "Twilight Of The Thunder God", de 2008.

Aguardei ansiosamente a execução de "Valhalla Awaits Me", essa não só fez muitos acabarem suas vozes com seu excelente refrão, como também se tornou um momento muito especial para todos ali presentes, já que esta é uma letra bem emblemática da banda. As três próximas músicas foram para esquentar de vez o já quentíssimo Carioca Club: "Slaves Of Fear", "Fate Of Norns" e "Bleed For Ancient Gods", sempre com a banda demonstrando simpatia, em especial Johan Hegg, que interagia muito bem com o público.

A belíssima e mais cadenciada "Under The Northern Star" foi outro momento mágico do show que, sem dúvidas, muitos não esquecerão (ou até a próxima passagem da banda por aqui), assim como "Free Will Sacrifice" e "Cry Of The Black Birds", esta última uma daquelas que mesmo com pescoço comprometido, não deixa que sintamos qualquer limitação para seguir seu ritmo furioso. Para encerrar o set regular, "Death In Fire" e "Victorious March" mostraram que os fãs realmente representaram, pois naquele momento todos pareciam estar com a energia do início do show.

Para o bis, a banda reservou duas das mais adoradas músicas da carreira, "Twilight Of The Thunder God" e "Guardians Of Asgaard", que gerou rodas insanas, além de fazer com que todos usassem o pouco que ainda restava de suas vozes para entoar o "Cause We Are!/We're The Guardians/ Guardians Of Assssgaaaaaaaard".

Vinte e quatro de março de 2012 ficará marcado como o dia em que presenciamos um dos sérios concorrentes a grande show do ano, além claro, de um público que não ficou devendo absolutamente nada. Para ficar ainda mais perfeito só gostaria que "Asator" tivesse entrado no set, mas tenho certeza que logo poderemos conferir estes suecos por terras tupiniquins novamente.

Set List - São Paulo:

1. War Of The Gods
2. Runes To My Memory
3. Destroyer Of The Universe
4. Live Without Regrets
5. Thousand Years Of Oppression
6. Pursuit Of Vikings
7. For Victory Or Death
8. The Hero
9. Valhalla Awaits Me
10. Slaves Of Fear
11. Fate Of Norns
12. Bleed For Ancient Gods
13. Under Northern Star
14. Free Will Sacrifice
15. Cry Of The Black Birds
16. Death In Fire
17. Victorious March

Bis:
18. Twilight Of The Thunder God
19. Guardians Of Asgaard

Fotos: Gabriel Souza

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Sobre José Antonio Alves

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