Nazareth: Som visceral e vibrante em Ilha Comprida

Resenha - Nazareth (Ilha Comprida, São Paulo, 04/02/2012)

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Por Sergio Ricardo Arantes Cavalcanti
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Uma noite muito quente, reflexo de um dia quase "infernal", perfeito para o show de uma das bandas mais importantes da história do rock mundial. Uma aposta do prefeito da cidade de Ilha Comprida, amante de um bom rock'n'roll, que resolveu trazer um show internacional, e literalmente pesado, para o Vale do Ribeira.

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Será que vai dar certo? Teremos público? Não seria melhor trazer um Chiclete com Banana pelo preço? Bom, a resposta estava na nossa frente minutos antes de começar o antológico show: 25 mil pessoas, isso mesmo, um mar de gente que impressionou os próprios integrantes, acostumados a fazer shows em locais fechados para público com no máximo 5 mil pessoas.

Era nítida a alegria nas faces dos músicos, principalmente na disposição do vocalista Dan McCafferty e o baixista Pete Agnew, integrantes originais da banda, destacando que a voz do Dan continua “intacta” e no mesmo tom rouco dos primeiros discos da banda, uma coisa incrível se levarmos em conta que estes senhores deveriam, ao lado de Ozzy Osbourne, serem estudados pela ciência, já que viveram e usaram tudo o que “não” é permitido ou políticamente correto.

O show começa com Big Dog’s Gona Howl, música do mais recente álbum da banda: Big Dogz de 2011. A reação do público é imediata com cabeças sacudindo à batida quase hipnótica deste hit, reação esta que durou as duas horas de show que a banda incansavelmente apresentou, cantando sucessos históricos como Razmanaz, Hair of Dog, incluindo a melosa, mas linda, Where Are You Now (minha esposa adora), e as maravilhosas Dream on e Love Hurts, mesclando ainda mais duas músicas do recente álbum Big Dogz: Radio e When Jesus Come To Save The World Again, excelentes por sinal.

O som visceral da banda, continua vibrante e parece um bom puro malte escocês (talvez seja em função da água que a banda bebeu desde pequenos), envelhecido,com aquele sabor marcante e descendo suave, mostrando que o tempo pode dificultar um pouco os movimentos mas a alma continua intacta e ela quem faz esses jovens senhores a mostrarem o que há de melhor no rock’n’roll. Uma aula para a nova geração que, pelo que pude observar, está sendo renovada a altura. É como disse Nicko McBrain, baterista do Iron Maiden: “Nós voltam 10 anos depois para tocar em algum lugar e o público parece que é o mesmo, não envelhece”.

LONG LIVE ROCK’N’ROLL, LONG LIVE NAZARETH

Em tempo: Não anotei e nem teria como anotar o set list mas, não respeitando a ordem, desculpem se estiver faltando alguma canção, ficou basicamente este:

Dream On, Love Leads To Madness, Sunshine, Love Hurts, Razamanaz, Turn On You Receiver, Whiskey Drinking Woman, Hair of Dog, Big Dog’s Gonna Howl, Radio, When Jesus Come To Save The World Again, Where are You Now, This Flight Tonight, Love Leads to Madness , Broken Down Angel (essa encerrou o show) e algumas outras coisas a mais.

Crédito das fotos: Paulo Cesar Tobal e Carlos Matheus Menezes. Mais imagens podem ser vistas no link abaixo:

http://computadorvoador.blogspot.com/2012/02/mega-show-nazar...

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