Whitesnake e Judas Priest: apresentações de arrepiar em SP

Resenha - Whitesnake e Judas Priest (Arena Anhembi, SP, 10/09/2011)

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Por Otávio Augusto Juliano
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Duas apresentações de arrepiar em São Paulo! Só assim mesmo para definir a passagem dessas duas lendas britânicas pela Arena Anhembi, na capital paulista. O tempo nublado parecia que não ia ajudar e havia uma previsão de chuva para a noite de sábado, mas São Pedro mais uma vez cooperou e mostrou seu apreço por boas apresentações de Metal! Nada de chuva.

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Fotos por M. Rossi e Rafael Koch Rossi (T4F)

Se em 2005 o WHITESNAKE também abriu para o JUDAS PRIEST e o show foi marcado para uma sexta-feira de trânsito infernal em São Paulo, o que fez com que muitos e inclusive este redator chegassem ao Anhembi com o show do WHITESNAKE em andamento (cheguei apenas para as duas últimas músicas), dessa vez tudo estava correndo bem. Devidamente credenciado com antecedência e tranqüilo para esperar a primeira apresentação da noite, foi possível acompanhar o show inteiro do WHITESNAKE e “quitar” a dívida que tinha comigo mesmo, por ter perdido praticamente todo o show de 2005.


Quando a música “My Generation”, do THE WHO, começou a tocar alguns poucos minutos depois das 20hs, todos os presentes já sabiam que estava para se iniciar o show do WHITESNAKE.
Com “Best Years” e “Give Me All You Love Tonight”, Coverdale e cia deram as caras no palco da Arena Anhembi, para empolgar o público presente, que os acompanhou cantando e batendo palmas.

Antes da terceira canção da noite, Coverdale saudou os fãs com um arranhado “boa noite” em português e foi a vez da introdução de teclado da música “Love Ain't No Stranger” literalmente deixar este redator arrepiado! Emocionante. Foram ainda muitos outros grandes momentos, como a tão esperada balada “Is This Love”, principalmente pelas muitas mulheres presentes, além da canção que dá título ao disco mais recente da banda, “Forevermore”, dedicada por Coverdale aos fãs da banda.

Acompanhado de músicos incríveis, o vocalista ainda arrisca seus agudos e mostra que está em plena forma, movimentando-se bastante no palco. Ainda que em alguns momentos sua voz tenha se mostrado levemente rouca, o show não deixou a desejar. Reb e Doug mostraram o quanto são fantásticos e o baterista Brian Tichy também “roubou a cena” em um solo espetacular, com direito a batidas com os punhos e baquetas voando – vale conferir um vídeo na Internet.

Embora fosse esperado, por não ser a atração principal e ser a banda convidada para a abertura do show do JUDAS PRIEST, é uma pena que a apresentação do WHITESNAKE tenha sido curta. Com covers do DEPP PURPLE, incluindo um trecho de “Soldier Of Fortune” a capella e a dobradinha “Burn/Stormbringer”, o grupo deixou o palco depois de 1 hora e 15 minutos, às 21:25h.

Era hora de esperar por JUDAS PRIEST e rapidamente todo o cenário foi montado, com uma enorme bandeira com o nome da turnê atual (“Epitaph”) cobrindo o palco. Meu relógio marcava 22:10h, quando a bandeira foi retirada e a rápida “Rapid Fire” começou a ser executada, seguida daquela canção cujo título define com justiça os músicos do JUDAS PRIEST: “Metal Gods” (Deuses do Metal).

Ao fim da dobradinha inicial, Halford cumprimentou o público, avisou que o JUDAS PRIEST estava de volta ao Brasil e ainda por cima com tudo que os fãs tinham direito: palco montado com correntes, fumaça, jatos de fogo; telão com as capas de alguns dos álbuns da banda; jogo de luzes sensacional; e com Halford trajando suas inúmeras jaquetas e capas, de acordo com a canção que ia sendo tocada. Sem contar, é claro, com um ingrediente primordial: a ótima qualidade do som.

Este redator acompanhou o show ao lado de uma família inteira fã do grupo: pai, mãe, filho e filha. Todos trajando camisetas do JUDAS PRIEST e com a maioria das músicas na ponta da língua, o que prova que o legado da banda atravessa gerações e é capaz de empolgar tanto os mais jovens quanto os senhores de 50/60 anos de idade que eram adolescentes metaleiros em 1974, quando o JUDAS PRIEST lançava sei primeiro álbum, “Rocka Rolla”.

Com a recente saída do guitarrista K.K. Downing, havia ainda a expectativa de como se sairia o substituto, Rick Faulkner. Com a metade da idade da maioria dos integrantes da banda, Rick mostrou estar totalmente adaptado à sua nova vida ao lado do JUDAS PRIEST, movimentando-se o tempo todo, pedindo aplausos e tocando com habilidade sua guitarra. Se alguém ainda tinha alguma dúvida quanto à sua performance com o grupo, acredito que o show do Anhembi neste sábado trouxe a resposta que faltava.

Halford, mesmo com seus 60 anos recém completados, parece não envelhecer e provou que comanda o show do PRIEST como ninguém. Já tinha lido que o vocalista estava se saindo muito bem nessa anunciada turnê de despedida da banda, mas fiquei impressionado com sua apresentação neste sábado. Esse senhor, mais conhecido como “Metal God”, é espetacular e merece todos os elogios por sua enorme contribuição ao Heavy Metal.

O set list contemplou praticamente toda a carreira do grupo, dos antigos álbuns dos anos 70 até o último disco lançado, “Nostradamus”, que foi representado no show pela excelente “Prophecy”, quando Halford encarnou o próprio profeta no palco.

Em 2 horas e 15 minutos de show, o JUDAS PRIEST foi impecável. E surpreendeu a todos com dois retornos ao palco, valendo destacar que a apresentação foi além do que previa o set list distribuído na sala de imprensa – não havia a previsão de que “You've Got Another Thing Comin'” e “Living After Midnight” seriam tocadas, de acordo com a lista de músicas que foi entregue aos jornalistas.

Se antes de tocar “Hell Bent For Leather”, Halford, como tradicionalmente faz, entrou no palco dirigindo uma moto, ficou bonito de ver essa mesma moto coberta com a bandeira do Brasil ao final da apresentação, como uma bela homenagem aos brasileiros. Talvez tenha passado despercebido por muitos fãs presentes, mas o guitarrista Rick também prestou sua homenagem ao país e tocou um pequeno trecho do hino nacional durante seu solo em “You've Got Another Thing Comin'”.

Só ficou faltando mesmo Halford cantar “Breaking The Law”, que acabou sendo cantada somente pelo público, como já aconteceu em tantas outras oportunidades.

A turnê “Epitaph” foi anunciada como a despedida da banda dos palcos e ainda que se questione se isso é realmente verdade, na dúvida, felizes daqueles que estiveram na Arena Anhembi para acompanhar, quem sabe, a última aparição desse ícone do Metal no Brasil.

Só me resta dizer: obrigado WHITESNAKE e JUDAS PRIEST por mais esses shows inesquecíveis!

Agradecimentos a Guilherme Oliveira (T4F) pela atenção e credenciamento. Fotos gentilmente cedidas pela Time For Fun.


WHITESNAKE

Banda:

David Coverdale - Vocal
Doug Aldrich - Guitarra
Reb Beach - Guitarra
Michael Devin - Baixo
Brian Tichy – Bateria
Brian Ruedy – Teclado

Set List:

Best Years
Give Me All Your Love Tonight
Love Ain't No Stranger
Is This Love
Steal Your Heart Away
Forevermore
Guitar Duel
Love Will Set You Free
Drum Solo
Here I Go Again
Still Of The Night
Soldier of Fortune (DEEP PURPLE)
Burn / Stormbringer (DEEP PURPLE)

JUDAS PRIEST

Banda:

Rob Halford - Vocal
Glenn Tipton - Guitarra
Richie Faulkner - Guitarra
Ian Hill - Baixo
Scott Travis - Bateria

Set List:

Rapid Fire
Metal Gods
Heading Out to the Highway
Judas Rising
Starbreaker
Victim of Changes
Never Satisfied
Diamonds & Rust(JOAN BAEZ)
Prophecy
Night Crawler
Turbo Lover
Beyond the Realms of Death
The Sentinel
Blood Red Skies
The Green Manalishi (With the Two Pronged Crown) (FLEETWOOD MAC)
Breaking the Law
Painkiller

BIS 1
The Hellion/Electric Eye
Hell Bent for Leather
You've Got Another Thing Comin'

BIS 2
Living After Midnight

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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