Blaze Bayley: celebração ao Heavy Metal em Campinas
Resenha - Blaze Bayley (Sebastian Bar, Campinas, 20/01/2011)
Por Luciano Correa
Postado em 23 de janeiro de 2011
Quem compareceu ao show do BLAZE BAYLEY, nesta noite de quinta-feira, pode testemunhar uma verdadeira celebração ao heavy metal. O frontman presenteou os fãs com muita energia, disposição e, acima de tudo, muito carisma. Em sua segunda passagem pela cidade de Campinas, o ex-vocalista do IRON MAIDEN, acompanhado de sua banda formada por Nico Bermudez (guitarra), David Bermudez (baixo), Jay Walsh (guitarra) e Cláudio Tirincanti (bateria), mostrou que há tempos deixou de viver na sombra de sua ex-banda.
O palco escolhido para o show foi o Sebastian Bar, local relativamente novo na cidade (está prestes a completar 1 ano de existência) e que vem se consolidando como uma boa opção para os rockeiros da região. O bar possui uma estrutra legal, dividido em dois ambientes: no primeiro, dispõem-se mesas com cadeiras e um balcão, além de uma TV LCD grande e muitos quadros decorativos de "monstros" e "deuses" do rock; já o segundo é composto pelos banheiros, um outro balcão, uma pista ampla e um palco pequeno, porém bem estruturado. O sistema de som é bem distribuído, apesar de falhar algumas vezes. O destaque vai para o sistema de luz, cujos canhões possuem led's coloridos, dispensando a necessidade de vários equipamentos desse tipo.
A abertura ficou por conta da banda campineira de thrash metal, KAMALA, que já está há oito anos na estrada e possui dois álbuns lançados. Com pouco mais de trinta minutos de show e um set list composto por nove músicas, a banda mostrou toda sua competência deixando a plateia muito satisfeita e pronta para o principal show da noite.
Por volta da meia-noite, Blaze e sua trupe chegaram ao local, passaram pelos fãs, cumprimentando-os, e foram direto para o camarim. Poucos minutos depois subiram ao palco para dar início a uma noite memorável. A música de refrão marcante "Blackmailer" (do penúltimo álbum "The Man Who Would Not Die") foi a primeira a ser tocada e a sequência seguinte foi para ninguém ficar parado: "Smile Black and Death" (também do penúltimo álbum), com seus quase oito minutos; "Faceless" (do novo álbum "Promisse & Terror"), com sua velocidade e melodia empolgante; "Waiting For My Life To Begin", com sua "pegada" rápida; e "Voices From The Past" (ambas do "The Man Who Would Not Die"), além "City of Bones" (do "Promisse & Terror"), outra música bem trabalhada.
Aos gritos de "Olê, olê, olê, Bleizê, Bleizê", Blaze interagiu com o público, emocionado com o carinho dos fãs, agradecendo a cada um que havia comprado o ingresso para ver a banda. Feito isso, foi emendada uma sequência de músicas que começou com a semi-acústica "Surrounded by Sadness", uma espécie de introdução para "The Trace of Things That Have No Words", passando por "Letting Go Of The Word" e fechando com a "Confortable in Darkness" (todas do "Promisse & Terror"). Naturalmente, todas foram cantadas em coro pelos presentes.
Após um discurso sobre viver a realidade, Blaze deu a deixa do que viria a seguir, e para a felicidade de muitos, "Futureal" (do álbum "Virtual XI" do Iron Maiden) foi tocada, fazendo com que "o local viesse abaixo". A banda estava muito bem introsada e mesmo ao executar uma música da "Donzela de Ferro", não deixou a peteca cair. Os guitarristas Nico e Jay executaram perfeitamente todas as partes de guitarra, inclusive os solos, onde em alguns momentos os faziam juntos e em outros se revezavam. O baixista David tocou com muita empolgação e contagiou boa parte do público, acompanhado do baterista Cláudio, que levou todas as músicas com muita energia. Os fãs cantaram a música com muita vontade, mostrando que a passagem de Blaze pelo Maiden merece respeito.
A segunda parte do show começou com a poderosa e rápida "The Launch" (do álbum "Silicon Messiah", o primeiro da carreira solo), seguida pela marcante "Blood and Belief" (do álbum de mesmo nome). Mais uma da "Donzela de Ferro" foi tocada e, dessa vez, era a "The Clansman" (também do "Virtual XI"), uma música muito trabalhada com seus praticamente nove minutos e que possui o marcante grito "Freedom". "The Brave" (álbum "Silicon Messiah"), "Madness and Sorrow" ("Promisse & Terror"), com sua intro de guitarra furiosa, a rápida "The Man Who Would Not Die" e a pauleira "Robot" (ambas de "The Man Who Would Not Die") completaram o set-list.
Os gritos dos fãs pediam "Samurai" (do "The Man Who Would Not Die") com muita intensidade. Blaze, depois de conversar mais um pouco com o público - pois fez isso o tempo todo, ora agradecendo os fãs, ora criticando certas mídias -, mostrou que é uma pessoa muito humilde, que valoriza seus fãs e atendeu ao pedido. A "casa foi incendiada" mais do que em qualquer outra música, comprovando que os fãs reconhecem o trabalho de Blaze, o respeitam e, acima de tudo, o valorizam.
Para fechar o show, surpreendendo a todos, foi tocada "10th Dimension" (do álbum de mesmo nome). Antes de finalizarem o show com, provavelmente, o maior clássico da carreira de Blaze, "Man On The Edge" (álbum "X-Factor" do Iron Maiden), o "Messiah" anunciou que, ao terminá-la, não iria para o camarim, pois ficaria no palco para tirar fotos e dar autógrafos aos fãs que quisessem, mostrando ainda mais sua grandeza e humildade. A banda tocou o clássico do Maiden que consumiu todas as energias não só do público, mas também de Blaze e cia., coroando a noite em que o Heavy Metal reinou mais uma vez.
Set List:
1- Blackmailer
2- Smile Black and Death
3- Faceless
4- Waiting For My Life To Begin
5- Voices From The Past
6- City Of Bones
7- Surrounded By Sadness
8- The Trace Of Things That Have No Words
9- Letting Go Of The World
10- Confortable In Darkness
11- Futureal (Iron Maiden cover)
12- The Launch
13- Blood and Belief
14- The Clansman (Iron Maiden cover)
15- The Brave
16- Madness and Sorrow
17- The Man Who Would Not Die
18- Robot
19- Samurai
20- 10th Dimension
21- Man On The Edge (Iron Maiden cover)









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