Paul Di'Anno: um show emocionante no Manifesto Bar

Resenha - Paul Di'Anno (Manifesto Rock Bar, São Paulo, 02/09/2010)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Vinícius Castelli
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Tinha tudo para ser uma noite especial. E foi! Paul Di’Anno, vocalista original do lendário grupo Iron Maiden comemorou os 30 anos do disco de estreia da banda na capital paulista. Esta pode ter sido a última chance de desfrutar do vozeirão do cantor britânico, já que ele anunciou, inclusive no show que não fará mais apresentações.

48 acessosHeavy Metal: os 10 melhores riffs dos anos noventa5000 acessosTwisted Sister: segundo Dee, "ser pobre e famoso é uma merda"

Di’Anno subiu ao palco do Manifesto à meia-noite acompanhado pelo grupo gaúcho Scelerata. Com sorriso estampado no rosto, o vocalista fez o sinal da cruz e deu o ar da graça enquanto a banda desfilava Ides of March, do segundo disco da Donzela de Ferro.

A voz do músico tomou conta do local com o clássico Wratchild e os fãs foram ao delírio. Prowler, composição que abre o disco aniversariante, veio na sequência, seguida pela poderosa Marshal Lockjaw, canção que pertence ao álbum Murder One, da carreira solo do músico.

Comunicativo, bem humorado e brincalhão, Di’Anno conversou o tempo todo com o público: “Sinto falta de vocês, São Paulo é a minha cidade”, disse. Fã do Corinthians, o músico que viveu vários anos em São Paulo brincou em português, “Corinthians, aniversário Timão. Desculpa, bambis”, fazendo referência aos torcedores são-paulinos em meio a gargalhadas.

O vocalista tirou então, outra pérola do bolso. Murders in the Rue Morgue mostrou do que são feitas as raízes de sua antiga banda: pura energia. Mesmo com o calor que fazia, os fãs se amontoavam na frente do palco para ficar o mais perto possível de seu ídolo.

Visivelmente cansado e com sérios problemas no joelho, Di’Anno dedicou a belíssima Strange World para Maria, sua esposa. Fielmente interpretada pela banda de apoio, a canção serviu como um mergulho para o cantor. Enquanto cantava com os olhos fechados, parecia até ter voltado na época em que tocava junto ao Iron Maiden.

Com riffs poderosos, The Beast Arises, dedicada a sua ex-mulher, também de seu álbum solo Murder One, reforçou o poder de fogo da fase solo do cantor.

Di’Anno humildemente agradeceu a todos que admiram sua música e reforçou dizendo que cada vez que alguém comprou um de seus álbuns, fez com que seus filhos pudessem ir à escola. Não deixou de lado comentário sobre sua ex-banda, “Esse Final Frontier – novo do grupo –, me deixa muito chateado”, revelando sua opinião de que esse não é nem de perto o Iron Maiden que ele deixou para trás.

Ainda houve espaço para outra do álbum Killers, a poderosa Genghis Khan.

Di’Anno anunciou então “uma das mais belas canções escritas por Steve Harris”. Era hora de Remember Tomorrow, também do primeiro disco do Iron Maiden. Di’Anno entonou a canção como se fosse para uma multidão.

O músico ainda encaixou no setlist a versão que fez para Faith Healer, de Alex Harvey, gravada pelo vocalista no álbum solo Menace to Society.

A trinca Charlotte the Harlot, Killers e Phantom of the Opera nos fez lembrar de quão fortes são os discos de 1980 e 1981. A canção Iron Maiden quase colocou o lugar abaixo. Também não era para menos. Escutar o hino da banda, na voz de seu criador é para tirar qualquer fã do eixo.

O vocalista não cansou de dizer o quanto ama São Paulo e que a cidade é sua segunda casa. Mergulhado no clima intimista, Di’Anno soltou o clássico Running Free. Até a instrumental Transylvania recheou o show Di’Anno e serviu de pausa para o cantor descansar o joelho cansado.

Di’Anno sempre afirmou com orgulho suas raízes na música punk, voltou ao palco e cantou Blitzkrieg Bop, dos Ramones. Já havia passado quase duas horas de show, quando ele sacou Sanctuary, do Iron Maiden para encerrar a calorosa apresentação.

Entre falas e risos, deu para relembrar momentos do disco ao vivo Maiden Japan, gravado pelo Iron Maiden ainda com Di’Anno nos vocais.

Deu para imaginar também do que a banda era capaz há 30 anos. São canções poderosas e discos que não envelhecem, de um Iron Maiden distante e talvez quase esquecido pelo próprio Iron Maiden de hoje. Mas não pelos fãs, tampouco por Di’Anno.

Fotos: Ronaldo Chavenco
Set List:
1. The Ides of March
2. Wrathchild
3. Prowler
4. Marshal Lockjaw
5. Murders in the Rue Morgue
6. Mad Man in the Attic
7. Strange World
8. The Beast Arises
9. Children of Madness
10. Genghis Khan
11. Remember Tomorrow
12. Faith Healer
13. A Song for You
14. Charlotte the Harlot
15. Killers
16. Phantom of the Opera
17. Iron Maiden
18. Running Free
19. Transylvania
20. Blitzkrieg Bop
21. Sanctuary

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Outras resenhas de Paul Di'Anno (Manifesto Rock Bar, São Paulo, 02/09/2010)

5000 acessosResenha - Paul Di'Anno (Manifesto Rock Bar, São Paulo, 02/09/2010)

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

Iron MaidenIron Maiden
Show do Ghost é melhor, diz reportagem

48 acessosHeavy Metal: os 10 melhores riffs dos anos noventa431 acessosIron Maiden: Iron Maiden Ex Libris aborda as letras da donzela412 acessosThunderstick: ex-batera do Samson e Iron Maiden lançará novo disco0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Iron Maiden"

Coisa de NerdCoisa de Nerd
Os 5 games mais "Trues"

Iron MaidenIron Maiden
Não é Eddie quem aparece na capa do "The Final Frontier"

Iron MaidenIron Maiden
As guitarras de Dennis Stratton e Janick Gers

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de Shows0 acessosTodas as matérias sobre "Paul D'ianno"0 acessosTodas as matérias sobre "Iron Maiden"

Twisted SisterTwisted Sister
Dee Snider: "Ser pobre e famoso é uma merda"

DioDio
Escolhendo suas músicas de Heavy Metal/Rock favoritas

SlipknotSlipknot
Joey Jordison diz que foi demitido por telegrama cantado

5000 acessosMetal Brasileiro: 10 bandas recomendáveis fora o Sepultura5000 acessosIron Maiden: banda cai no riso em show nos EUA de 20085000 acessosGuitarristas: Os 10 maiores dos anos 80 segundo a revista Fuzz5000 acessosCourtney Love narra intimidades com Cobain5000 acessosBillboard: discos de rock/metal que atingiram o topo nos anos 20005000 acessosCorey Taylor: "O rock não está morto. A velha guarda está morta"

Sobre Vinícius Castelli

Autor sem foto e/ou descrição cadastrados. Caso seja o autor e tenha dez ou mais matérias publicadas no Whiplash.Net, entre em contato enviando sua descrição e link de uma foto.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online