Blaze Bayley: mostrando potencial sem as amarras do Maiden

Resenha - Blaze Bayley (Bueiro do Rock, Teresina, 01/04/2010)

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Por Igor Soares
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Blaze Bayley, alguns amam, muitos odeiam e uma boa parcela após mais de uma década está aprendendo a gostar... Independentemente de se falar bem ou mal, Blaze é um vocalista que dispensa apresentações.

Fotos: Juscelino Ribeiro Jr

O eterno ex-vocalista do Iron Maiden desembarcou no Brasil para mais uma turnê, dessa vez para divulgar o recém lançado "Promise and Terror", sexto disco de sua carreira solo. A chegada ao país parece ter sido um pouco confusa e conturbada, após horas e horas em meio a atrasos nos aeroportos brasileiros, Blaze chegou à capital do Piauí vindo praticamente do avião direto para o palco do Bueiro do Rock, que antes da banda britânica ainda viu o ótimo show dos teresinenses do Hevora, que aqueceu o público na noite chuvosa da capital do Piauí com seu Heavy Metal literalmente destruidor, apresentando músicas como “Disciples of Hevora”, “Damned from the River”, “The Disaster” e “Wings Aflame”.

Após uma longa espera, eis que surgem Blaze Bayley, os guitarristas Nico Bermudez e Jay Walsh, o baixista David Bermudez e o baterista Claudio que substitui Lawrence Paterson afastado da turnê devido a problemas de saúde. A matadora “Madness And Sorrow” abriu o show com seus riffs rápidos e diretos e logo nos primeiros versos foi emocionante ouvir ao vivo a inconfundível voz de Blaze Bayley, que agora sem as amarras que o limitavam no Iron Maiden, pode mostrar o real potencial de sua voz. A ótima e cativante “Voices From The Past” continuou a fantástica sequência alternada de músicas dos dois últimos discos de Blaze, “City Of Bones”, “Blackmailer”, “Faceless” e “Smile Back At Death” mostraram ao público que certamente valeria a pena ter enfrentado a forte chuva daquela noite e deixado de viajar no tradicional feriado da “Semana Santa”.

Confesso que fiquei um pouco decepcionado por Blaze não tocar mais músicas do álbum “Blood & Belief” nesta turnê, mas a faixa título estava no set e foi oferecida “a todos que possuem uma banda e dão seu sangue por ela.” Logo depois, foi a vez de relembrar as antigas “The Launch” e “The Brave” ambas do primeiro álbum Silicon Messiah lançado em 2000.

“As vezes na vida você tem que se arriscar para chegar onde você pensa que deveria estar... dê seu primeiro passo para dentro do desconhecido... Dê um salto de fé!” Os versos da faixa “Leap of Faith” do album Tenth Dimenson de 2003 talvez resumam as escolhas feitas por Blaze após sua saída do Maiden e o quanto ele lutou e continua lutando pra superar todos os problemas pessoais e decepções de sua carreira, a interpretação nesta música foi carregada de emoção e mostrou ao público um lado de Bayley que muitos não conheciam. Na sequência mais uma dobradinha dos dois últimos discos, a forte “Letting Go Of The World” e “Waiting For My Life To Begin”, a primeira com um recado claro para aqueles que ainda falam mal de Bayley sem ao menos conhecê-lo “Reject me, they don't know who or what I am... I don't care who they are”.

Quem acompanha a carreira solo de Blaze, sabe que ele sempre manteve uma postura absolutamente digna após sua saída do Iron Maiden, e sempre fez questão de agradecer a chance que teve ao lado dos ex-companheiros, sem jamais criticá-los, ao contrário de um outro ex-vocalista da Donzela. Talvez por isso, seja bem mais legal poder ver e ouvir este cara cantando músicas como “Lord Of The Flies” e “Futureal” que quase fizeram vir abaixo o local do show, tamanha foi a histeria e loucura que tomou conta do pequeno, porém barulhento público no Bueiro do Rock. O mais legal desta parte do show, foi ver a galera gritando “Blaze, Blaze, Blaze!!!” ao invés do óbvio coro com o nome da antiga banda de Bayley, nesse momento percebi um sorriso sincero e emocionado do vocalista que agradeceu o carinho dos fãs e na sequência mandou ver com mais duas músicas do disco “The Man Who Would Not Die” a faixa título e a pesadíssima “Robot”.

O show já poderia acabar ali, era clara a satisfação do público, todos se cumprimentavam e sorriam mostrando a alegria de ter visto um grande show! Mas pra fechar com chave de ouro, Blaze ainda mandou ver mais uma do Iron Maiden, “Man On The Edge” que foi cantada em uníssono por todos os presentes. Fantástico!

No set, ainda podíamos ver “Kill And Destroy” que infelizmente não foi tocada, talvez devido ao atraso do início do show, e a necessidade de rumar em direção à Fortaleza que receberia o Messiah na noite seguinte. Mesmo com os problemas e o visível cansaço, Blaze e os demais membros da banda sem estrelismos, fizeram questão de cumprimentar todos os fãs, um a um, tirar fotos e autografar CDs e DVDs.

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Sobre Igor Soares

Brasiliense de nascimento e piauiense de coração, Igor é Geógrafo e Desenvolvedor Web. Acessa o Whiplash.Net desde os primórdios e o Iron Maiden, sua banda favorita, é uma das razões dele ter se tornado colaborador do site.

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