Grave Digger: um dos melhores shows do ano em São Paulo

Resenha - Grave Digger (Carioca Club, São Paulo, 21/11/2009)

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Por Diego Camara
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Em uma tarde chuvosa em São Paulo, uma grande fila estava feita às 17 horas na frente do Carioca Club em Pinheiros para a apresentação do Grave Digger, um dos maiores expoentes do metal alemão da década de 80.

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Apesar do péssimo clima e de uma espera interminável – pois a abertura dos portões, marcada para as 16 horas, apenas aconteceu mais de uma hora depois, graças principalmente ao cancelamento dos shows de abertura do Dr. Sin e do Hellish War – tudo correu bem.

Em torno das 18 horas o Rexor, banda paulistana de heavy metal old school, entrou no palco para aquecer o público. Em uma apresentação pequena de 30 minutos, o grupo conseguiu empolgar uma pequena parte da platéia e mostrar seu trabalho com 6 ótimas músicas.

O Grave Digger entrou no palco apenas 40 minutos depois da apresentação do Rexor, quando o tecladista entrou no palco com suas vestes ao som de “The Gallows Pole”, levando o público à loucura. Logo após entraram no palco os outros componentes do grupo, liderados por Chris Boltendahl, tocando “Ballad of a Hangman”.

Ao final da música, o vocalista agradeceu a presença de todo o público que, apesar da casa não estar lotada, estava em grande número. A segunda música tocada foi “The Round Table (Forever)” do álbum “Excalibur” de 1999, onde o público cantou junto e prosseguiu a mesma animação da canção de abertura.

A banda estava bastante empolgada e mostrou uma precisão fantástica a cada nota, superando qualquer problema ou dificuldades do local. As músicas “Son of Evil”, “Hell of Disillusion”, “Wedding Day” e “Lionheart” também não deixaram nada a desejar, a plateia cantou junto e apoiou o grupo amplamente em cada uma das canções. Destaque para o ótimo solo de Axel Ritt em “Hell of Disillusion”. O guitarrista, que apesar de estar a pouco tempo no comando das guitarras do Digger, mostrou toda sua experiência e técnica não deixando a desejar nada para os seus antecessores. Chris Boltendahl interagiu fortemente com o público, enchendo os fãs de agradecimentos.

O grupo então tocou “Silent Revolution”, música presente no álbum “Liberty or Death” de 2007. O público cantou junto o refrão, bastante empolgado. Após a música, o vocalista apresentou a banda e todos os integrantes foram recebidos com aplausos.

A música seguinte foi “Excalibur”, um dos grandes clássicos da banda do final da década de 90. A platéia cantou junto durante a música inteira e quase alguns fãs pularam no palco tamanha excitação. A música seguinte, “Valhalla” do “Rheingold” também foi recebida pelo público com a mesma vontade.

A voz de Chris Boltendahl continua fantástica apesar da passagem dos anos, e isso fica ainda mais claro com a energia que ele trouxe ao palco. Sua apresentação em “The Last Supper”, música que fala sobre a história de Jesus Cristo, e em “Headbanging Man”, clássico da década de 80 do Digger, foi realmente digna de aplausos de toda a platéia.

Então veio “Dark of the Sun” do bastante conhecido “Tunes of War”. Chris brincou com a platéia com o nome da música repetidas vezes. A música seguinte foi “Knight of the Cross”, onde Stefan Arnold mostrou toda sua técnica na bateria, aliado aos gritos da platéia e ao vocal de Chris em uma das melhores músicas da noite.

“Rebellion (The Clans are Marching)” teve um dos momentos mais inusitados da noite. Enquanto Chris Boltendahl apresentava a música, o público começou a cantar ela sozinha, deixando o vocalista para trás. Os músicos se entreolharam por alguns instantes sem saber direito o que fazer, e então começaram a música.

O vocalista agradeceu a platéia e o grupo se retirou para trás do palco. Mal o Grave Digger deixou o palco a platéia já começou os gritos pela banda, que voltou em tempo recorde para tocar a música “Morgane Le Fay”, música do álbum “Excalibur” e a primeira do bis.

Chris então perguntou para a platéia se eles estavam cansados e recebeu um sonoro “Não!” como resposta. A música seguinte do bis foi “Prey”, presente também no novo álbum do grupo. A platéia cantou junto, mostrando que conhece bem também as músicas mais recentes do grupo e não somente as mais antigas.

O fechamento do show foi com a poderosa “Heavy Metal Breakdown”, outro clássico do álbum de 1984. O público foi levado ao delírio com um fantástico solo de guitarra e as performances dignas do vocalista do Digger que fecharam um dos shows que, apesar de todos os problemas e dificuldades envolvendo a organização, o clima e o cancelamento de bandas de abertura, foi um dos melhores e mais empolgantes do ano.

Setlist:
Intro: The Gallows Pole
1. Ballad of a Hangman
2. The Round Table (Forever)
3. Son of Evil
4. Hell of Disillusion
5. Wedding Day
6. Lionheart
7. Silent Revolution
8. Excalibur
9. Valhalla
10. Stormrider
11. The Last Supper
12. Headbanging Man
13. The Dark of the Sun
14. Knights of the Cross
15. Rebellion (The Clans are Marching)

Bis:
16. Morgane Le Fay
17. Pray
18. Heavy Metal Breakdown

Grave Digger é:
Chris Boltendahl – Vocal
Jens Becker – Baixo
Stefan Arnold – Bateria
Hans Peter “H.P.” Katzenburg – Teclado
Axel Ritt – Guitarra

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Sobre Diego Camara

Nascido em São Paulo em 1987, Diego Camara é jornalista, radialista e blogueiro. Seu amor pelo metal e rock começou há 6 anos. Um amante da nova geração, é um grande fã de Arjen Lucassen, Andre Matos e bandas como Nightwish, Hammerfall, Sonata Arctica, Edguy e Kamelot. Também não deixa de ter amor pelos clássicos, como Helloween, Gamma Ray e Iron Maiden e do Rock de bandas como Oasis, Queen e Kings of Leon. Atualmente seus textos podem ser lidos no blog OCrepusculo.com sobre assuntos diversos, além de planos para criação de um projeto totalmente voltado aos blogs de Rock e Metal.

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