Twisted Sister: calor, energia e um show inesquecível em SP

Resenha - Twisted Sister (Via Funchal, São Paulo, 14/11/2009)

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Por Fernão Silveira
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A noite de sábado, 14 de novembro de 2009, foi de descobertas para quem teve o privilégio de comparecer à Via Funchal para o primeiro show do TWISTER SISTER na América Latina. O público que lotou a abafada casa paulistana descobriu, da melhor maneira possível, que a bravata do frontman Dee Snider na coletiva do dia anterior – "Ninguém é melhor do que nós ao vivo!" – tem de ser considerada seriamente. E o quinteto descobriu, também de um jeito muito especial, que todas aquelas histórias contadas pelos rock stars a respeito do público brasileiro são muito verdadeiras. O resultado de tantas descobertas? Uma noite que nenhum dos presentes à Via Funchal vai esquecer tão cedo.
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Em 90 minutos de um show irretocável, Dee Snider, Jay Jay French, Eddie Ojeda, Mark "The Animal" Mendoza e A.J. Pero desfilaram uma coluna de clássicos do melhor hard rock oitentista. E a manjada – mas inigualável – "We’re not Gonna Take It" nem foi o momento de maior delírio da noite (difícil escolher um só...). Até a inédita "30", música presente no CD comemorativo de 25 anos do clássico álbum "Stay Hungry", foi recebida pela galera como se fizesse parte do repertório há mais de 20 anos. O resultado de tudo isso? Um TWISTED SISTER encantado, energizado, visivelmente impressionado com a vibração de um público que literalmente fez parte do espetáculo.

Mas a noite de diversão roqueira começou mais cedo. Quem abriu o espetáculo foi o MASSACRATION, revelando, assim, a "grande surpresa" que vinha sendo anunciada para o show. Em plena divulgação de seu mais novo trabalho – o álbum "Good Blood Headbangers" -, os heróis do metal-baboseira nacional trataram de entreter a casa com muita gozação e petardos como "Metal is the Law" e "Metal Bucetation". Para terminar, o sempre irreverente frontman Detonator fez um pedido: "Pessoal, está chegando aí uma banda que está começando agora... Vamos dar uma força para eles!" Sim, era ao TWISTED SISTER que ele se referia.

Os relógios marcavam 22h30 quando o quinteto americano invadiu o palco aos acordes de "What You Don't Know (Sure Can Hurt You)". Aquele começo, puxado por um Dee Snider ligado nos 220v, já antecipava o que estava por vir na noite quente (literalmente) e selvagem da Via Funchal. "The Kids Are Back" e "Stay Hungry" fecharam com perfeição o primeiro ato do inesquecível encontro entre a banda e seus apaixonados fãs.

Ao anunciar "Horror-Teria (Captain Howdy)", Snider falou sobre a inspiração que essa música proporcionou para a sua primeira aventura no cinema. Mas inspiração mesmo ocorreu na sequência matadora de "Shoot’Em Down" e "We’re Not Gonna Take It" (não, eles não guardaram o curinga para o fim...). Se é que dava para esquentar ainda mais o recinto, Dee Snider e companhia conseguiram.

Àquela altura da noite, o TWISTED SISTER já havia percebido que estava vivendo um momento único. Os closes no telão do rosto pesadamente maquiado de Dee Snider só confirmavam a satisfação explícita do frontman diante de tanta energia e cumplicidade da platéia. A cada momento de interação com o público, elogios, risadas e declarações de arrependimento por tanta demora para o primeiro show do grupo no Brasil. E o clima era de tanto alto astral que Jay Jay French, de câmera na mão, até assumiu o microfone para fazer um pedido inusitado: "Hoje, a minha filha completa 16 anos... Ela está na Europa e eu queria pedir para vocês cantarem ‘Parabéns a Você’ para ela. O nome dela é Samantha.... Vocês podem fazer isso, certo?" É claro que sim, Jay Jay! E o papai orgulhoso prometeu postar no YouTube o parabéns cantado por quase 6 mil vozes brasileiras para a ilustre aniversariante da noite – que belo presente, por sinal.

Diante de tanta intimidade, o grupo se sentiu bem à vontade para mostrar músicas menos conhecidas de seu repertório, como "The Fire Still Burns" e a já mencionada "30". Aos primeiros acordes de "The Price", Dee Snider transbordou de satisfação ao ver e ouvir o público cantando sozinho a contagiante baladinha. "Vocês são tão bons que nem precisam de banda!", elogiou ele, que na sequência emendou "Burn in Hell" e "I Wanna Rock" – com direito a mais um espetáculo à parte da galera, que gritou "Rock!" de todas a maneiras solicitadas pelo cantor.

A volta para o primeiro bis foi ao som de "Come Out And Play", pesada e contagiante. A banda saiu do palco mais uma vez, mas só para ouvir o público cantar "Olê, olê, olê, olê/Twisted Sister" – Snider ficou tão apaixonado pelo refrão que fez questão de ouvir os versos entoados com os nomes de todos os integrantes do grupo. "Under the Blade" e "SMF" fecharam uma noite simplesmente perfeita.

"Diabos! Já nos apresentamos em todos os cantos do mundo, mas nunca tivemos uma resposta do público tão boa quanto esta. Saum Paulo, you kick fucking ass!", disparou Dee Snider, que prometeu voltar ao Brasil "em algum momento do próximo inverno". "Todos os músicos dizem para todos os públicos, em todos os shows, que eles são os melhores do mundo. Em 99% dos casos, isso é besteira. Mas eu juro por Deus: vocês são a melhor galera do mundo", completou Jay Jay French.

Agora, resta torcer para a promessa de Dee Snider se concretizar.

TWISTED SISTER – São Paulo (Via Fuchal) – 14/11/2009

What You Don't Know Sure Can Hurt You
The Kids Are Back
Stay Hungry
Horror-Teria (Captain Howdy)
Shoot’Em Down
We’re Not Gonna Take It
The Fire Still Burns
You Can’t Stop Rock N’Roll
30
The Price
Burn in Hell
I Wanna Rock
(Bis)
Come Out and Play
Under the Blade
SMF

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Sobre Fernão Silveira

Paulistano, são-paulino, nascido nos "loucos anos 70" (1979 ainda é década de 70, certo?) e jornalista. Sua profissão já o levou a cobrir momentos antológicos da história da humanidade, como o título paulista do São Caetano, a conquista da Copa do Brasil pelo Santo André, a visita de Paris Hilton a São Paulo e shows de bandas como Judas Priest, Whitesnake, W.A.S.P., Megadeth, Slayer, Scorpions, Slipknot, Sepultura e por aí vai. Ainda tem muito gás para o nobre ofício jornalístico, mas acha que não vai muito mais longe depois de ter entrevistado Blackie Lawless, Glenn Tipton, Rogério Ceni e, claro, Paris Hilton.

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