Matérias Mais Lidas

Iron Maiden: debilitado, Paul Di'Anno depende de vaquinha virtual para fazer cirurgiaIron Maiden
Debilitado, Paul Di'Anno depende de vaquinha virtual para fazer cirurgia

Timo Tolkki: Ex-Stratovarius abraça teorias conspiratórias negacionistas sobre Covid19Timo Tolkki
Ex-Stratovarius abraça teorias conspiratórias negacionistas sobre Covid19

Rodolfo Abrantes: O sonho da minha mãe era eu voltar aos RaimundosRodolfo Abrantes
"O sonho da minha mãe era eu voltar aos Raimundos"

Snowy Shaw: ex-King Diamond se oferece para substituir Marko Hietala no NightwishSnowy Shaw
Ex-King Diamond se oferece para substituir Marko Hietala no Nightwish

Nirvana: Kurt Cobain cuspiu no piano de Elton John pensando ser de Axl Rose.Nirvana
Kurt Cobain cuspiu no piano de Elton John pensando ser de Axl Rose.

Carlinhos Brown: ele diz que provocou garrafadas no Rock in Rio 2001 e explica razãoCarlinhos Brown
Ele diz que provocou garrafadas no Rock in Rio 2001 e explica razão

Soul Station: projeto de Paul Stanley com guitarrista brasileiro lança músicaSoul Station
Projeto de Paul Stanley com guitarrista brasileiro lança música

AC/DC: Axl Rose sempre sugeria músicas esquecidas para shows (mas em cima da hora)AC/DC
Axl Rose sempre sugeria músicas esquecidas para shows (mas em cima da hora)

Mercyful Fate: A decepção da banda com a arte original de MelissaMercyful Fate
A decepção da banda com a arte original de Melissa

Metallica: TikToker que calou haters na guitarra agora tem patrocínio da Sully GuitarsMetallica
TikToker que calou haters na guitarra agora tem patrocínio da Sully Guitars

Guns N' Roses: Bumblefoot revela quais músicas mais gostava de tocar ao vivoGuns N' Roses
Bumblefoot revela quais músicas mais gostava de tocar ao vivo

Yngwie Malmsteen: aos 10 anos ele fazia solos de Blackmore e enganava os amigosYngwie Malmsteen
Aos 10 anos ele fazia solos de Blackmore e enganava os amigos

Kurt Cobain: ele não curtia Led Zeppelin e Aerosmith devido às letras machistasKurt Cobain
Ele não curtia Led Zeppelin e Aerosmith devido às letras machistas

Nirvana: por que Something in the Way foi a mais difícil de gravar em NevermindNirvana
Por que "Something in the Way" foi a mais difícil de gravar em "Nevermind"

Max Cavalera: O único presidente bom do Brasil foi mortoMax Cavalera
"O único presidente bom do Brasil foi morto"


Matérias Recomendadas

Tico Santa Cruz: um comovente texto sobre suicídio de ChampignonTico Santa Cruz
Um comovente texto sobre suicídio de Champignon

Momentos bizarros: histórias de Ozzy, Stones, Who e outrosMomentos bizarros
Histórias de Ozzy, Stones, Who e outros

Mayhem: banda levou restos humanos para o palco em 2011Mayhem
Banda levou restos humanos para o palco em 2011

Kiss - Perguntas e Respostas
Kiss - Perguntas e Respostas

Linkin Park: Chester Bennington abre o jogo sobre seu vícioLinkin Park
Chester Bennington abre o jogo sobre seu vício

Stamp
Tunecore

Maquinária: "Patton parece uma pintura surreal de terno!"

Resenha - Maquinária Festival 2009 (Chácara do Jockey, São Paulo, 07/11/2009)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Roger Lopes
Enviar Correções  

O dilema que fustigou corações e mentes na ensolarada tarde de sábado, provavelmente faria um certo senhor Willian debruçar-se angustiado sobre seu "to be or not to be". Coincidências ou incoerências à parte, atrações dispostas em cantos diferentes do ringue levaram diversos fãs a nocaute. Ser ou não ser, Maquinaria ou Planeta Terra, eis a questão. De um lado a miscelânea de metal, psicodelismo, jazz, hardcore e funk, oriunda dos californianos DEFTONES, JANE’S ADDICTION e FAITH NO MORE. Do outro, o legado indie lisérgico oitentista do britânico Primal Scream e o noise experimental dos novaiorquinos cult "Sonic Youth", amparados pela encarnação punk do deus iguana, Mr Iggy "I Wanna Be Your Dog" Pop.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Enquanto os esperançosos procuram infrutiferamente por algum poder não manifesto que os permita estar em locais distintos ao mesmo tempo, os mais céticos realizam sua opção da forma mais lógica possível. No melhor estilo "Duas Caras", coroa você vive, cara você morre. Lado riscado para cima, Maquinaria Festival. "Alea jacta est". Uma gargalhada sinistra parece ecoar num famoso centro de diversões do outro lado da cidade.

Os portões da Chácara do Jóquei quando se abrem mais se assemelham aos de Hades. NAÇÃO ZUMBI e SEPULTURA começam a atrair não apenas os mortos-vivos, mas também os vivos com aparência de mortos. Na sequência, DEFTONES arregimenta uma jovem legião de rainhas e condenados trajados em mantos negros. "Change (In the House of Flies)", hino vampiresco que compõe a trilha sonora de "Queen of the Damned", sequência cinematográfica da notória entrevista ao personagem sanguessuga de Anne Rice, é regida sob um sol digno de país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza. "Santa ironia", diria aquele famoso garoto prodígio.

Grandes poderes trazem enorme responsabilidade. Opa! Espera um pouco. Isso é de outra história. Não importa, poder e responsabilidade não faltam aos mutantes do JANE’S ADDICTION. Com um figurino de fazer inveja até ao Major Tom e outras actions figures camaleônicas, o Senhor Perry Lollapalooza Farrel, juntamente com os outros três fantásticos, Capitão Navarro, Super Avery e Poderoso Perkins sobem ao palco já com o olhar sereno da lua e das estrelas.

Os acordes iniciais de "Up the Beach" aliados à performance de Mr. Farrel deixam os mortais presentes em transe. "Whores", "Ain’t No Right" e" Three Days" sustentam a catarse coletiva, arrebatada pelas rajadas histriônicas de "Mountain Song". "Then She Dids" joga novamente os incautos à mercê do Banshee prateado que flutua de um lado ao outro do palco. David Navarro impenetrável em sua carapaça de gelo transforma as notas de sua guitarra em energia cósmica.

É quase covardia quando as duas pinups gueixas adentram seminuas para unir forças aos invasores alienígenas. Os incrédulos que ainda ousavam resistir se rendem de vez à abdução. É a deixa para o aguardado momento, "Been Caught Stealing" acende o pavio para a explosiva "Ocean Size". Se há algum assassino por natureza na platéia, "Ted, Just Admit It…" é um convite para que os Mickeys e Mallorys Knox da vida se contorçam sob o refrão "sex is violent".

Formas etéreas se dissipam em meio a neblina. Um silêncio hipnótico se faz presente como se o tempo parasse. Parece heresia pedir para que as estranhas criaturas voltem. Mas os deuses estão magnânimos e eles retornam com "Stop!", que ao contrário do imperativo em língua portuguesa não deixa ninguém ficar parado. Uma garota ameaça chorar se não tocarem "Jane Says". A música vem e a menina debulha-se em lágrimas. Vai entender. Antes de partir em nova missão rumo ao desconhecido e onde nenhum homem jamais esteve os humanóides ainda oferecem "Chip Away", deixando os terráqueos em estado catatônico. Começa a chover.

E antes da bonança a realidade se desfaz de vez. Como personagens recém saídos de coloridas páginas de gibis surgem os heróis. No dia mais mais claro ou na noite mais densa, Mike Patton parece uma pintura surreal de terno vermelho e guarda-chuva em mãos. A liga conhecida como FAITH NO MORE faz justiça às expectativas. A versão de "Reunited" do Peaches and Herb dá início ao show que ficaria eternamente impresso na memória. As trovoadas seguem com "From Out of Nowhere", "Be Aggressive", "Caffeine", "Evidence" e "Surprise You’re Dead!".

Tentando parecer reais os reluzentes personagens animados procuram interagir fora do mundo da ficção com uma inusitada mistura de língua portuguesa com onomatopéias. Expressões como "nós secos, vocês molhados", "pourra", "couralho", "cacete" e "palmeiras" deixa claro que estão aqui como mensageiros de algo grandioso. E a mensagem vem na forma de belas canções como "Easy" dos Commodores, e aquela cujo nome já diz tudo, "Epic", além das clássicas "Midlife Crisis" e "King For a Day" e a peculiarmente batizada "Caralho Voador".

O clímax da história não poderia ser outro senão o retorno triunfal por duas vezes desta extraordinária liga de cavalheiros, com o gentleman Mike Patton saltando das páginas da aventura para o meio da multidão, berrando o que se tornaria seu tradicional grito de guerra durante o espetáculo. "Porra, Caralho".


Outras resenhas de Maquinária Festival 2009 (Chácara do Jockey, São Paulo, 07/11/2009)

Maquinária: apresentação de gala que deixará saudadesMaquinária
Apresentação de gala que deixará saudades

Maquinaria: o sucesso da segunda edição já estava na caraMaquinaria
O sucesso da segunda edição já estava na cara


Baladas de Sangue
Receba novidades de Rock e Heavy Metal por Whats App


Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Faith No More: a melhor música de cada álbum de estúdioFaith No More
A melhor música de cada álbum de estúdio

Faith No More: as 20 melhores músicas da banda, de acordo com a KerrangFaith No More
As 20 melhores músicas da banda, de acordo com a Kerrang


Nu-Metal: 10 trabalhos que definem as raízes do gêneroNu-Metal
10 trabalhos que definem as raízes do gênero

Rock In Rio 1991: em vídeo, como rock/metal eram retratados na mídiaRock In Rio 1991
Em vídeo, como rock/metal eram retratados na mídia


Megadeth: a canção que Dave Mustaine menos gostaMegadeth
A canção que Dave Mustaine menos gosta

Milhões: Os eventos com maior público da história da músicaMilhões
Os eventos com maior público da história da música


Sobre Roger Lopes

O nascimento ilustrou literalmente a expressão 'foi um parto'. A pouca intimidade do menino com os padrões de beleza vigentes não apenas naquela época, mas em toda a história da humanidade, fez com que o pai, um lorde de notória reputação, segurasse o o jato rompante que forçava caminho a fim de devolver o auspicioso jantar ainda não digerido. Apesar da indescritível feiúra que acometia a criatura, esta denotava um ar aristocrático e de empáfia jamais visto no meio civilizado, insurgindo na tradicional família uma dúvida atroz: Jogamos essa coisa na privada e damos descarga ou vendemos para um circo? Nem um nem outro. Graças a um inexplicável apelo fraternal a coisa cresceu, estudou Jornalismo, formou uma banda de rock com fins lucrativos que até hoje não ganhou um único centavo e graças aos deuses não se multiplicou. Eventualmente escreve resenhas nerds relacionadas ao mundo do entretenimento e das artes.

Mais informações sobre Roger Lopes

Mais matérias de Roger Lopes no Whiplash.Net.