Joe Lynn Turner: "Precisávamos de um Blackmore!"
Resenha - Joe Lynn Turner (Souza Lima, São Paulo, 29/07/2009)
Por Carlos Prado
Postado em 13 de agosto de 2009
As cerca de 40 pessoas que estiveram presentes na noite chuvosa da quarta-feira, dia 29, no Souza Lima Music Hall, nos Jardins, em São Paulo, para a apresentação do worshow do vocalista Joe Lynn Turner tiveram uma experiência inédita e com certeza se sentiram privilegiados. Era como se o ex-Deep Purple, Rainbow e Malmsteen estivesse na sala de estar de cada um, dando um concerto particular e ensinando muitas técnicas de voz.
Para quem conhecia apenas a carreira musical do cantor, sua cordialidade, bom humor e carisma também chamaram muita atenção. Durante aproximadamente uma hora ele respondeu a todas as perguntas do público e alguns jornalistas (a coletiva exclusiva de imprensa foi realizada à tarde) e ainda disparou cinco sucessos e mais uma música do recente álbum "House of Dreams", de seu projeto Sunstorm.
Joe Lynn Turner - Mais Novidades
Durante o bate-papo, Joe comentou sobre a convivência com Ritchie Blackmore, que segundo ele, foi um grande parceiro, apesar do egocentrismo. Perguntado sobre um possível retorno do Rainbow (banda criada por Blackmore), Joe brincou: "Não, mas pergunta para a mulher dele". Ele explicou ainda como foi o trabalho com o filho de Blackmore, Jürgen, projeto intitulado Over The Rainbow. "Precisávamos ter um Blackmore se quiséssemos resgatar o Rainbow, daí pensei, por que não o próprio filho do Blackmore", explicou.
Atendeu a todos sempre sorridente e agradecendo muito a Deus por estar muito bem fisicamente e ainda com a voz potente.
Perguntado sobre como sobreviveu ao lado do guitarrista sueco Yngwie Malmsteen (eles gravaram o LP "Odissey"), conhecido pela habilidade, mas também pelo seu enorme ego, Turner disse que em primeiro lugar Malmsteen é um talentoso músico, e que para sobreviver a pessoas assim, tem que ser psicólogo. Devemos encará-las calmamente e de forma inteligente. Primeiro também sou guitarrista e sei a pressão que sofrem, mas quem deveria ter o ego enorme é o vocalista", ironizou. E completou, "se me mordem eu te mordo de volta", comparando-se a um cão furioso. Ele lembrou ainda que na época fez uma camiseta que dizia "Fui torturado por Malmsteen", mas ressalta, "ele é brilhante, tem o c* virado para lua".
Quanto aos recentes atritos com David Coverdale (Whitesnake), Joe Lynn Turner não quis gerar polêmica. "Não me compliquem", disse ele, que elogiou muito a parceria com outro grande nome do rock, o baixista e vocalista, Glenn Hughes.
Respondeu também várias perguntas sobre preferências de discos, influências, e técnicas de voz. Disse que atualmente não faz mais aquecimentos antes das apresentações. "Fiz aquecimento durante 25 anos, não faço mais e graças à Deus minha voz está melhor do que nunca", comentou.
Contou ainda um pouco sobre a história de tocar recentemente no Iraque para as tropas americanas com o "Big Noize", banda formada por nada mais nada menos que o guitarrista Carlos Cavazo (Quiet Riot), baterista Vinny Appice (Dio/Black Sabbath), baixista Phil Soussan (Ozzy Osbourne/Billy Idol) e o tecladista Gary Corbett (Cinderella/Lou Gramm), que tocam canções clássicas de cada membro do grupo e suas respectivas bandas. Segundo Joe a "maior banda de covers do mundo". Ele explicou que fez isso apenas pelas tropas militares que estão em território iraquiano. "Odeio a guerra, odeio Bush, fizemos isso pois os soldados precisam de entretenimento num lugar onde se vê tudo que é ruim", concluiu.
Na apresentação, que foi um pocket show com seis músicas, Joe Lynn Turner mostrou toda a técnica de sua inconfundível e potente voz acompanhado por uma banda competente formada por Andy Robbins (baixo - Holy Soldier), Garry King (bateria - Jeff Beck, Paul McCartney, Psychedelic Furs), Beto Peres (guitarra), Andres Montoya (guitarra) e Marssal (teclados). Segundo o vocalista uma "banda do mundo", pois conta com integrantes, da Inglaterra, Brasil, México e EUA.
O som estava muito bem regulado e nem a sala da apresentação (um pouco pequena) atrapalhou a performance do cantor. O que deixou a desejar foi o show com apenas poucas músicas, em virtude do longo bate-papo com a platéia e do curto espaço de tempo, que por sinal foi curto mesmo.
Set List
1. King of Dreams (Deep Purple)
2. Death alley driver (Rainbow)
3. Divided (Sunstorm, último trabalho de Joe Lynn Turner)
4. I Surrender (Rainbow)
5. Street of Dreams (Rainbow)
6. Burn (Deep Purple)
Texto: Carlos Prado
Fotos: Elaine Concuruto
(ambos nas fotos ao lado de Turner)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Iron Maiden anuncia reta final da "Run for Your Lives" e confirma que não fará shows em 2027
Download Festival anuncia novas atrações e divisão de dias para a edição 2026
Mikael Åkerfeldt (Opeth) não conseguiria nem ser amigo de quem gosta de Offspring
João Gordo explica o trabalho do Solidariedade Vegan: "Fazemos o que os cristãos deveriam fazer"
Rock and Roll Hall of Fame anuncia indicados para edição 2026
Sepultura lança "The Place", primeira balada da carreira, com presença de vocal limpo
A maior dificuldade de Edu Ardanuy ao tocar Angra e Shaman na homenagem a Andre Matos
AC/DC - um show para os fãs que nunca tiveram chance
"Burning Ambition", a música que dá título ao documentário de 50 anos do Iron Maiden
Loudwire lista 45 nomes que mereciam uma vaga no Rock and Roll Hall of Fame
Bruce Dickinson, do Iron Maiden, já desceu a mamona do Rock and Roll Hall of Fame
Indireta? Fabio Lione fala em "ninho de cobras" e "banda de palhaços" após show do AC/DC
O pior solo de guitarra do Angra de todos os tempos, segundo Rafael Bittencourt
Mamonas Assassinas: a história das fotos dos músicos mortos, feitas para tabloide
Gastão Moreira diz que Phil Anselmo é um ótimo vocalista - apesar de ser um idiota
O megahit de Raul Seixas que ele não conseguia tocar introdução na guitarra
O dia que Renato Russo recusou convite de Cazuza para parceria musical e explicou motivo
Site britânico exalta álbum de estreia d'Os Mutantes como "uma obra-prima"



My Chemical Romance performa um dos shows mais aguardados por seus fãs
Avenged Sevenfold reafirma em São Paulo porquê é a banda preferida entre os fãs
III Festival Metal Beer, no Chile, contou com Destruction e Death To All
Dark Tranquillity - show extremamente técnico e homenagem a Tomas Lindberg marcam retorno
Cynic e Imperial Triumphant - a obra de arte musical do Cynic encanta São Paulo
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil
A primeira noite do Rock in Rio com AC/DC e Scorpions em 1985



