Michael Schenker Group: "Are You Ready To Rock?"

Resenha - Michael Schenker Group (Stones Music Bar, São Paulo, 26/07/2009)

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Por Lucas Mosca
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“Tomara que ele não esteja bêbado, senão fod**!”, comentavam muitos rockers no Stones Music Bar, que ontem recebeu um show digno do nome da casa. O alvo dos comentários não era da família Jagger, porém integrou duas das maiores bandas de hard rock de todos os tempos, o Scorpions e o UFO.

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Ao contrário do grupo alemão do qual fez parte de 1972 a 1973, com uma breve passagem por 1979, Michael Schenker nunca havia se apresentado no Brasil. E os fãs do renomado guitarrista e compositor estavam ansiosos por vê-lo - sóbrio, de preferência, pois parte de suas encrencas pessoais e principalmente profissionais, com ele às vezes mal conseguindo tocar seu instrumento, devem-se ao alcoolismo, contra o qual esse alemão combate, com diversas recaídas, a vida inteira.

Desta vez, as pessoas que compareceram à casa de shows situada na Zona Leste de São Paulo, nessa noite fria e chuvosa de 26 de julho, deram sorte. Schenker estava de cara limpa (especula-se que ele esteja novamente em tratamento), e o público pode presenciar um grande espetáculo, com o alemão em ótima forma. O costumeiro atraso das apresentações em solo brasileiro – pra variar - se fez presente: a banda demorou por volta de 1h15 minutos, subindo ao palco às 21h15.

Todos a postos e “Ride” abre a apresentação. “Mas cadê a voz de Gary Barden?”, questionavam as pessoas ao redor. O microfone foi ligado por volta de 15 segundos após o vocalista começar a cantar. Um dos muitos erros, sendo esse o mais grosseiro, da equipe técnica ao longo da noite: o baixo de Elliott Rubinson se manteve quase que inaudível, apagado – bem como o músico - e as guitarras do astro principal e de seu parceiro, Wayne Findlay, em vários momentos, sofreram alterações no volume. Quem se salvou foi o magnífico baterista Chris Slade (ex-AC/DC, Uriah Heep, Manfred Mann's Earth Band, etc.) que teve uma performance avassaladora, para dizer o mínimo.

“Cry For The Nations”, “Let Sleeping Dogs Lie” e “Armed And Ready”, faixas dos primeiros trabalhos do Michael Schenker Group, esquentaram a galera, que voltou ao passado e, em seguida, cantou a plenos pulmões a grudenta “Ready To Rock”, canção do segundo LP dos caras (MSG: 1981). Ver Schenker e Barden novamente juntos já valeu o ingresso, isso sem contar a competência de outra lenda segurando tudo atrás deles, o visceral batera Chris Slade.

Após duas músicas novas (“I Want You” e “Night To Remember”), veio a instrumental “Into The Arena”, que fez os fãs delirarem com as levadas insanas de Slade e os solos monumentais, repletos de feeling e precisão, de Schenker. Uma genuína aula de heavy metal!


Quem esperava ouvir algum clássico do Scorpions ficou só na vontade. Em compensação, após o embalo de “On And On”, dois mega hits do UFO incendiaram a pista: “Rock Bottom”, com quase 10 minutos de duração (e com os tradicionais improvisos na veia do clássico ao vivo Strangers In The Night), e, para fechar, o bis, com a estupenda “Doctor Doctor”, com todo mundo "cantando" a famosa introdução de Schenker na guitarra. O guitarrista saiu ovacionado, e parecia ter curtido cada momento da apresentação, com a galera mandando ver no "Olê Olê Olê Olê, Schenker, Schenker..."

O ponto fraco do show, como já descrito, foi a falta de profissionalismo do pessoal do som (o rapaz da mesa parecia que tinha ido tomar um barril de chopp e não voltou mais...por diversas vezes "sobrava" grave no palco) e a brega “Dance Lady Gypsy”, que poderia ter sido facilmente substituída por um clássico venenoso do Scorpions.

A galera que compareceu pode presenciar um belo concerto de rock clássico, executado por quem entende do assunto e que, de acordo com a exibição desse domingo, ainda tem muito o que dizer através de suas seis infernais cordas, no caso de Schenker.

A NIGHT TO REMEMBER!

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