Nine Inch Nails e Jane's Addiction: resenha de show em NY

Resenha - Nine Inch Nails e Jane's Addiction (Nikon Jones Beach, New York, 07/06/2009)

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Por Daniel Vaughan, Fonte: Metal Blog MTV
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A sensação desse verão americano e europeu é a turnê NINJA Tour formada pela dupla Nine Inch Nails e Jane' s Addiction. Sendo que a perna norte-americana já está terminando e o show dessa noite (domingo, dia 07) marcou a antepenúltima apresentação deles em New York.

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Texto de Marcelo Garcia e Fabia Fuzeti (Gasolina Filmes)

A abertura no Nikon Jones Beach Theatre, uma espécie de arena a céu aberto, ficou por conta do Street Sweeper Social Club, a outra banda do guitarrista Tom Morello (atual Rage Against The Machine e ex-Audioslave). O grupo se apresentou de dia para um público disperso que ainda estava chegando ao local. Apesar da escassez de fãs, foi uma boa apresentação.

NIN

Na sequência foi a vez do NIN abrindo com "Somewhat Damaged", do álbum "Fragile", seguida de "Terrible Lie". Sem nenhuma saudação, Trent Reznor emendou "Heresy" e "March of the Pigs", do aclamado "Downward Spiral" - mantendo o ritmo de uma apresentação extremamente raivosa. A raiva sonora só foi quebrada pela "quase" pop "I'm Afraid Of Americans", uma parceria de Reznor com David Bowie.

O guitarrista Robin Finck também foi um show a parte destilando riffs dissonantes e matando as saudades nessa volta ao NIN, depois de um período com Axl Rose, entre 2001 e 2007.

Apesar de ser chamada também de Wave Goodbye Tour, o show não esteve a altura de uma despedida, com cenário bem básico e sem nenhum atrativo visual.

Foi uma apresentação nervosa, mas modesta, considerando que é a turnê de despedida. Sim, porque tudo indica que o chefão Trent Reznor resolveu enterrar a banda depois de 20 anos, para se embrenhar em novos projetos mais experimentais.

Depois de 17 músicas, o NIN deixa o palco encerrando a apresentação com a emocionante "Hurt", que arrancou muitos aplausos da platéia.

Jane's Addiction

Em menos de meia-hora, entrou no palco o Jane's Addiction e, para minha surpresa, já deixou claro que era mesmo a estrela da noite. Reunidos com a formação original, em um palco completamente diferente e com muitos atrativos de luz e vídeo, chamaram a atenção. Principalmente, o carismático vocalista Perry Farrell vestido de maquinista de trem dos anos 20!

Eles abriram o show com "Three Days", uma viajante paisagem sonora com várias nuances e tonalidades do grande álbum "Ritual de Lo Habitual", de 1990.

E a abertura dava a ideia da apresentação: embalando o público numa atmosfera de muita fumaça. (entendam como quiserem...)

Na sequência foi a vez do trio matador "Whores", "Ain't No Wrong" e "Pigs In Zen".

Depois, mais um épico, "Then She Did", com seus mais de 8 minutos de viajem embalada por muita fumaça (de novo). Outro destaque foi o clássico "The Mountain Song", cantada pelo público fervorosamente.

Farrell apresentou a banda e deu continuidade usando um telão com imagens pescadas de diversos filmes, como Natural Born Killers (Oliver Stone) e outras imagens sugestivas para embalar os fãs. Quando terminou comentou com a platéia que era muito bom sentir que todos estavam conectados com ele e com os "espíritos da fumaça e da dança".

Depois da benção, foi a hora da canção mais famosa, "Been Caught Stealing". O cantor comentou que é uma musica muito boa para essa época de crise mundial e que "é para você pegar algo e falar que paga depois". Claro que ele arrancou muitos risos da galera.

Perto do final tocaram "Summertime Rolls" e "Stop". Farrell evocou a chuva com a frase "and the water will run"... E não deu outra, adivinhem quem cai do céu? Simplesmente Inacreditável!!

Com a platéia molhada e boquiaberta encerram com "Jane Says", deixando um gostinho de quero mais. Uma noite de verão memorável.

Veja as fotos no link abaixo.
http://www.mtv.com.br/metalblog




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Sobre Daniel Vaughan

Daniel Vaughan é jornalista, guitarrista, adora vinil e boa música.

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