Amon Amarth: Celebração a um estilo apaixonante de música
Resenha - Amon Amarth (Citibank Hall, São Paulo, 10/05/2009)
Por Thiago Fuganti
Postado em 21 de maio de 2009
O Amon Amarth, umas das mais queridas e aguardadas bandas de Death Metal Melódico - ou Viking Metal se assim você preferir -, se apresentou em São Paulo no último domingo, fechando a invasão Sueca que assolou o Brasil nesse primeiro semestre de 2009 ( a relembrar: In Flames, Opeth, Arch Enemy e Amon Amarth).
Fotos: Alexandre Cardoso
Quem foi não presenciou apenas um show de metal, mas sim uma verdadeira celebração a este estilo apaixonante de música!
Eram cerca de 20h00 e o Citibank Hall estava lotado de bangers não só da capital paulista, mas de muitas outras cidades do país, aguardando ansiosamente pelos suecos. Ao som da intro, a banda entra no palco, furtivamente, e começa o ataque com "Twilight Of The Thunder God" música que faz parte do último disco. Foi o suficiente pra público e banda entrarem em uma espécie de êxtase coletivo, e a noite estava apenas começando.
Antes da próxima, "Free will Sacrifice", o vocalista Johan Hegg soltou em português um "Boa noite São Paulo! Como Vai?" Sendo prontamente respondido em coro pelo público. E por falar em público, este deu um show a parte, cantando a plenos pulmões todos os refrões, e acompanhando com os tradicionais "ô ô ô" a maioria dos riffs de guitarra. A banda estava visivelmente surpresa com a recepção pra lá de calorosa dos fãs brasileiros. O vocalista Johan Hegg que o diga, pois passou o show inteiro sorrindo, meio que incrédulo com o que via.
O show seguiu com "Asator", "Versus the World" , "Varyags of Miklagaard" e "Guardians of Asgaard"e a temperatura do local beirou o insuportável. No palco várias cervejas para a banda, e em um momento cômico, todos, incluindo o baterista, se juntam para um brinde.
Ver um show do Amon Amarth é uma experiência única, os suecos sabem dominar o palco como poucas bandas, preenchendo todo o espaço – vale ressaltar que não usaram amplificadores no fundo do palco, deixando assim um espaço extra pra se posicionarem em ambos os lados da bateria – e girando suas cabeças em perfeita sincronia, de um modo insano!
O set-list abrangeu todas as fases da banda e com certeza agradou a todos.
As próximas foram "The Last With Pagan Blood" ,"Live for the kill" "Fate of Norns" e "Masters of War", e tiveram uma execução perfeita por parte da banda, que praticamente emendava as músicas, uma na outra, durante todo o show. Também pudera, pois tocaram 19 músicas ao todo.
"Ride for Vengeance", "Where Silent Gods Stand Guard", a clássica "Runes To My Memory" , "Death In Fire" e "Valhalla Awaits Me" dão seqüência ao show, e após "Victorius March" a banda toda sai do palco, indicando que o show já estava pra terminar.
Uma nova intro com sons de corvos indicou que a banda estava voltando para o BIS, o que não demorou a acontecer. Os suecos retornam ao palco tocando "Cry of The Black Birds" e encerram com o hino "The Pursuit Of Vikings", que foi o ponto alto da noite! Todos cantando seu riff em uníssono, e no refrão banda e público se fundem, fazendo com que o espetáculo atingisse seu ápice.
Eis que era chegada a hora de se despedir, e parece que a banda não estava muito a vontade de sair, pois ficaram saudando o público e jogando tudo o que podiam para a galera, baquetas, palhetas, munhequeiras e até as folhas com o set-list.
Todos saem, com exceção de Johan Hegg, que fica no palco sem saber o que fazer, enrolado em uma bandeira do Brasil, olhando o público. Passam alguns instantes e ele sai, levando consigo a bandeira.
Com certeza esses Vikings levaram nossa bandeira como recordação e pensaram: "Mais um terra conquistada! Não vemos a hora de retornar". E se depender do público que lotou o Citibank Hall, poderão retornar quantas vezes quiserem!
1 - Twilight Of The Thunder God
2 - Free will sacrifice
3 - Asator
4 - Versus the World
5 - Varyags of Miklagaard
6 - Guardians of Asgaard
7 - The Last With Pagan Blood
8 - Live for the kill
9 - Fate of Norns
10 - Masters of War
11 - Ride for Vengeance
12 - Where Silent Gods Stand Guard
13 - Runes To My Memory
14 - Death In Fire
15 - Valhalla Awaits Me
16 - Victorius March
Bis
18 - Cry of The Black Birds
19 - The Pursuit Of Vikings















Outras resenhas de Amon Amarth (Citibank Hall, São Paulo, 10/05/2009)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Regis Tadeu explica por que show final do Sepultura foi para um lugar menor
Disco novo do Anthrax tem música que mistura Slayer e Metallica da era "Load"
As bandas que mais inspiraram o lado pesado do Queen, segundo Brian May
Metallica anuncia mais 12 datas da tour M72 para 2027
O grande problema do show de Roger Waters, segundo Ed Motta
Como a opinião de James Hetfield sobre Lars Ulrich mudou ao longo dos anos
Gessinger desfaz a comparação que persegue os Engenheiros do Hawaii há 40 anos
Ouça música que Keith Richards gravou para trilha de "Grand Theft Auto VI"
Dave Grohl não acreditava no potencial de "Smells Like Teen Spirit"
Falling in Reverse lança "Joseph", com Corey Taylor (Slipknot) e Serj Tankian (SOAD)
O filme dos anos 30 que inspirou a música mais tocada pelo Iron Maiden ao vivo
A canção da Legião Urbana sobre a qual Dado Villa-Lobos errou em seu livro
O cantor de power metal que aprendeu a cantar metal com Mariah Carey
Baixo de James LoMenzo apresenta falha durante intro de "Peace Sells" em show do Megadeth
Rob Halford explica o que o fez regravar vocais de ao vivo do Judas Priest em estúdio
A banda considerada como salvação do rock que Regis Tadeu não aprova
O melhor álbum ao vivo da história segundo Lars Ulrich (Metallica)
A fria relação do Ultraje a Rigor com as outras bandas da cena, segundo Roger Moreira

Amon Amarth e King Diamond virão ao Bangers Open Air? Site mexicano diz que sim
Amon Amarth disponibiliza mais uma música nova, "Eight Legs of Thunder"
De Europe a Entombed, 15 das melhores bandas da Suécia, de acordo com a Metal Hammer
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



