Blaze Bayley: Review e fotos da apresentação no Manifesto

Resenha - Blaze Bayley (Manifesto Bar, São Paulo, 11/01/2009)

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Por Alexandre Cardoso
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A segunda turnê brasileira da banda de Blaze Bayley (ex-vocalista do Iron Maiden) era muito aguardada por seus leais fãs, que tiveram que esperar um bom tempo por isso, ainda mais por conta do adiamento dessa turnê no ano passado, devido aos problemas de saúde da esposa de Blaze, que infelizmente faleceu no último mês de setembro.

Em ano que promete ser repleto de atrações para todo tipo de headbanger, o show de Blaze no Manifesto Bar foi um ótimo começo para essa temporada. Mesmo acontecendo num Domingo, o público compareceu em bom número para curtir o heavy metal de qualidade apresentado pelo vocalista inglês e seus asseclas, além da abertura do Seventh Seal.

A banda paulista fez um set curto e muito parecido com o que apresentou quando abriu o show do Circle II Circle no ano passado. No entanto, no show do Manifesto a banda pareceu mais à vontade e fez uma grande apresentação, tocando músicas dos seus dois álbuns, "Premonition" e "Days of Insanity". Destaco a performance do vocalista Ricardo Peres e do guitarrista Leandro Figliolia que, assim como os outros músicos, foram muito bem recebidos pelo público. Ao final do show, era evidente a satisfação no rosto de cada integrante da banda.

Já eram quase 22 horas quando Blaze subiu ao palco, ao lado dos guitarristas Jay Walsh e Nico Bermudez, do baixista David Bermudez e do batera Larry Paterson, detonando um som pesado e veloz, característico da carreira solo do ex-Maiden. Vale dizer que muitos dos que não tinham qualquer afinidade pelo vocalista na época em que ele cantou no Iron Maiden, hoje são fãs do cara, até porque ficou evidente, com o passar dos anos, que o som da banda de Steve Harris não era o mais adequado para a voz de Bayley. Ele reencontrou seu estilo verdadeiro assim que montou sua banda solo e lançou "Silicon Messiah", em 2000.

Foram quase duas horas de muito metal, num show que surpreendeu muita gente, sendo melhor do que a última passagem do vocalista por aqui, em 2002. Mas o que mais chamou a atenção nessa noite foram os fãs: eles estavam ali pelo Blaze, conheciam todas as músicas do set-list e cantaram junto o tempo todo, algo que eu não via há muito tempo. Havia um cara na pista que não parou um minuto, e a cada música, ele parecia não acreditar no que estava vendo... alucinado! Esse tipo de reação, para o artista, faz valer todo o trabalho do cara no estúdio, horas de avião e noites mal dormidas.

Foram tocadas músicas de todos os álbuns de Blaze: "Silicon Messiah", "Tenth Dimension", "Blood and Belief" e do mais recente "The Man Who Would Not Die". Verdadeiras pauladas ao vivo, mesmo com o som do Manifesto não colaborando em alguns momentos. Claro que músicas do Iron Maiden na fase Blaze foram tocadas, como "The Clansman", "Futureal", "Sign of the Cross", "Edge of Darkness" (que, segundo Blaze, nunca havia sido tocada ao vivo nem pelo Maiden) e "Man on the Edge".

E aqueles que esperavam por uma chance de tirar uma foto ao lado do vocalista e pegar um autógrafo ficaram muito contentes, pois logo após o show terminar, Blaze atendeu todos os fãs no andar superior do Manifesto, com a paciência que lhe é característica. Seus companheiros de banda também ficaram por ali e foram muito simpáticos com quem quer que fosse falar com eles.

Os únicos poréns da noite foram o atraso para a abertura da casa (marcada para as 18 horas e que só aconteceu às 20 horas) e para os seguranças truculentos de cima do palco. Em show de artista internacional, no Manifesto Bar, não tem como evitar as subidas dos fãs para dar aquele abraço no seu ídolo. Não pode ser putaria, ter neguinho subindo toda hora, o que não foi o caso no show do Blaze, mas houve um momento que deixou o público preocupado, quando um fã subiu ao palco para abraçar o vocalista e foi pronta e brutalmente empurrado pelo segurança de volta ao público: o problema é que o cara caiu de cabeça no chão. Ele ficou bem "grogue" por uns 5 minutos...até o Blaze fez um sinal perguntando se o cara estava bem. Não preciso nem dizer que o segurança foi hostilizado após essa atitude lamentável. Falta preparo para esse tipo de profissional, em especial os que trabalham em shows de rock e metal.

Mas no final das contas, tivemos a primeira grande noite de shows internacionais em São Paulo, com bandas que mostraram a que vieram, demonstraram humildade e fizeram valer a pena o dinheiro pago pelo ingresso. Todos os méritos para o Seventh Seal, que fez um show competente e mostrou que merece mais atenção do público brasileiro, e também para Blaze, que lavou as almas de seus fãs e mostrou ser um cara de muita fibra, pois não é qualquer um que consegue manter sua cabeça erguida após tantos problemas como os que ele enfrentou no ano passado.



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