Judas Priest: Review e fotos do show de Porto Alegre
Resenha - Judas Priest (Porto Alegre, 12/11/2008)
Por Bruno Pasquini
Postado em 15 de novembro de 2008
Nada melhor do que um dia de relax bem no meio da semana não é mesmo? Talvez seja por isso que existem jogos de futebol, cinema meia-entrada, dia do Zeca, do Juca, do Judas (!) e tantas outras razões para quebrarmos a semana com momentos de descontração. A noite da quarta-feira 12/11/2008 em Porto Alegre contou com uns dos melhores eventos do calendário para tal, simplesmente a apresentação da lenda do Heavy Metal Britânico, os caras do JUDAS PRIEST.
Fotos: Natália M. Porepp
De domingo a quarta-feira o tempo custou a passar, talvez por conta da ansiedade em ver de novo o JUDAS PRIEST em terras brazucas, mas a demora (e olha que não foi pouca, há anos a banda não se apresentava em terras gaúchas) valeu cada minuto. Exatamente às 21h a banda já estava no palco do Teatro Bourbon Coutry e a Intro para a música ‘Down of Creation’ já saía pelos amps, era o pontapé inicial para a sessão de descompressão que viria pela frente. E que início! A música de abertura incendiou a galera, todos eufóricos até o surgimento de Rob Halford "a lenda", emergindo de uma das colunas do palco, surgindo profeticamente, como a própria letra da canção sugeria. Aos que pensavam que uma abertura de show ao som de uma música do injustiçado álbum "Nostradamus" seria mal recebida, sinto contrariá-los, a música rendeu uma ótima abertura à apresentação. Todos curtiram e cantaram junto. Já na seqüência a banda emendou outro petardo, a empolgante ‘Profecy’ outra música de energia contagiante e que rende muito bem ao vivo, mantendo o pessoal espremido contra grade até o final, quando Rob Halford cumprimentou o povo porto-alegrense e anunciou a incrível e tão esperada ‘Metal Gods’. Neste momento a galera se superou, absolutamente TODOS cantaram a plenos pulmões, ficou até difícil ouvir os gritos de Halford em alguns momentos, o que surpreendeu o vocalista. O palco já estava diferente para a continuação do show, muitas mudanças de plano de fundo, abertura de passagens secretas, bandeiras, trono, cedro e luzes, a produção foi um show à parte.
Passada aquela euforia de início de shows, a galera começa a prestar mais atenção nas músicas e pegar um pouco mais leve, mesmo diante de obras como ‘Eat Me Alive’, ‘Devil's Child’ e etc, mas não permaneceram assim por muito tempo, logo Halford achou tudo aquilo muito burocrático e sugeriu que o povo "quebrasse um pouco as leis", ‘Breaking the Law’ foi o combustível que voltou a inflamar a massa. Primorosamente executada, o ponto alto da apresentação ao lado de outro clássico que veio pouco depois, ‘Hell Patrol’, simplesmente sensacionais. Incrível também foi a canção que serviu para dar uma esfriada no clima, ‘Angel’, a dedilhada e melancólica canção arrancou efusivos aplausos da galera, um momento emocionante, difícil de descrever. Ta ok, uma vez controlada a fogueira do local, era hora de manter a chama acesa, para isso a banda escolheu dois clássicos em seqüência ‘The Hellion / Electric Eye’ e o bicho voltou a pegar, muita energia e vigor por parte dos músicos da banda, tiozões que colocam muitos moleques de volta à suas fraldas. Um após outro, clássicos e mais clássicos foram apresentados, sempre mantendo o alto nível do espetáculo, mas ainda faltava alguma coisa, e ela não demorou a chegar, ‘Painkiller’ estava lá. Aquela introdução de bateria é de dar vontade de bater até na mãe (teve uma mãe lá no fundão que correu perigo, tinha um garoto que estava acompanhado da mãe e eu reparei como ele olhou meio estranho pra ela nessa hora). Avassaladora, só assim pra definir essa música.
Mais de 1h30 de show até então e mesmo depois de ‘Painkiller’ o pessoal ainda sentia falta de alguma coisa, muitos clássicos já haviam sido desferidos até aquele momento, mas ainda faltava algo. Resolvido! Ao som de um potente motor aparece ele, Halford em sua Harley sinistra, após algumas poses, caras e bocas envolto a uma bandeira brasileira, mais duas ou três músicas foram tocas até o desfecho ao som de ‘You've Got Another Thing Coming’, pronto, estava completa uma das mais empolgantes apresentações do ano na cidade. Sem tirar de dentro, 18 diretaço! É assim que se tira o stress bem no meio da semana? Não vejo maneira melhor. Quem perdeu essa certamente ficará muito stressado até que alguma apresentação desse nível aconteça de novo na cidade. Enquanto isso tem sempre um jogo do Inter ou do Grêmio passando na TV...
Line-up:
Rob Halford (vocais)
Glenn Tipton (guitarra)
K.K. Downing (guitarra)
Ian Hill (baixo)
Scott Travis (bateria)
Set-list:
01. Intro: Dawn of Creation
02. Prophecy
03. Metal Gods
04. Eat Me Alive
05. Between the Hammer and the Anvil
06. Devil's Child
07. Breaking the Law
08. Hell Patrol
09. Death
10. Dissident Aggressor
11. Angel
12. The Hellion / Electric Eye
13. Rock Hard, Ride Free
14. Sinner
15. Painkiller
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16. Hell Bent for Leather
17. The Green Manalishi (With the Two-Pronged Crown)
18. You've Got Another Thing Coming
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