Resenha - Vader e Marduk (Ópera 1, Curitiba, 23/03/2008)

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Por Clóvis Eduardo
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Domingo de páscoa, dia de relaxar com a família, os amigos, e relembrar dos costumes cristãos como a celebração do renascimento de Jesus. Só que para a turma metaleira de Curitiba (PR), o dia 23 de março não teve nenhum significado especial sobre a fé e a religião.

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Fotos: Makila Crowley

Cerca de 300 pessoas participaram da noite mais barulhenta que Curitiba ouviu nos últimos anos. Nada menos que seis bandas, dentre elas, Vader (Polônia), e Marduk (Suécia), levaram mais de seis horas de alegria e Death/Black Metal para os fãs.

A expectativa era grande em Curitiba, já que pela segunda vez, o Vader se apresentava em terras paranaenses. Em 2005, junto com o W.A.S.P. a banda fez o show em apenas 40 minutos de duração, o que deixou o público com um sentimento adverso. Neste ano, os poloneses novamente foram vítimas de pouco tempo para o show, cerca de 50 minutos. No entanto, e até que merecidamente, a espontaneidade do quarteto comandado por Piotr “Peter” Wiwczarek no vocal e guitarra, fez com que a galera curtisse uma verdadeira aula de Death Metal.

Marcin “Novy” Nowak impressiona pela técnica no baixo, assim como também impressiona a velocidade nos riffs e solos de Maurycy “Mauser” Stefanowicz. Junto com Peter, os dois guitarristas formam uma verdadeira parede sonora, recheada de riffs pesados e solos rasgantes.

O set-list foi muito parecido com o apresentado no DVD “And Blood Was Shed In Warsaw”, que tem as mais explosivas músicas do Vader como: “Shadows Fear”, “Back To The Blind”, “Helleluyah (God is Dead)” e “Sothis”, todas executadas com maestria. O show foi sem sombra de dúvidas “foda”, já que o som pesado e furioso da banda estava alto e ideal para estremecer a estrutura do Ópera 1. Grande parte disso se deve à técnica e velocidade que Darek “Daray” Brzozowski despeja na bateria. Show curto mas ao mesmo tempo matador.



Faltavam então os suecos do Marduk, que com brutalidade, souberam aproveitar o êxtase deixado pelo Vader e, novamente, fazer Curitiba balançar a cabeleira. O destaque da apresentação ficou novamente por conta do peso e da velocidade e técnica dos músicos. Dentre as canções executadas, “The Levelling Dust”, “Batism By Fire”, “Beyond The Grace Of God” e “With Satan And Victorious Weapons”. Até a extensa “Imago Mortis” entrou no set, com seu andamento mais cadenciado ao longo dos oito minutos de duração.

O grande Daniel “Mortuus” Rosten provou que deve seguir adiante no que faz, pois é dono de um vocal extremamente forte e competente. Apesar disso, muitos ainda preferem criar polêmica quanto ao antigo vocalista do Marduk, Erik “Legion” Hagstedt, que está fora da banda desde 2003. O que Mortuus tem de diferencial é o carisma. Apesar de fazer parte de uma banda de Black Metal, ele se movimenta bastante, chama o público a todo o momento e ainda berra pra cacete!

O melhor mesmo do Marduk é que o grupo é coeso. O guitarrista Morgan "Evil" Steinmeyer Håkansson e o baixista Magnus "Devo" Andersson comandam as cordas, mas o som dos instrumentos nas primeiras duas músicas estava um pouco confuso, apesar da grande variedade nos arranjos. Completa a equipe Lars Broddesson na bateria, cheio de técnica, velocidade e sincronia com as baquetas e bumbos. Com o som também bastante limpo e audível a banda fez o papel que deveria, divertindo o público por cerca de 1h30min, tendo ainda disposição para conversas com os malucos que permaneceram depois do show.

Antes do show do Vader e Marduk, quatro bandas abriram: Amen Corner (Black Metal – PR), Misdeed (Black Metal - SC), Sodamned (Death Metal – SC) e Legion of Hate (Death/Black Metal – PR) fizeram bem o papel de esquentar o público. Mais um atestado de que o metal brasileiro ainda dá muitas alegrias aos fãs, com performances incríveis, mesmo ao dividir o palco com as gringas.

Agradecimentos: Jeison Sales e organização do show; Makila Crowley.

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Sobre Clóvis Eduardo

Clóvis Eduardo Cuco é catarinense, jornalista e metaleiro.

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