Evanescence: O resto do grupo está lá pra acompanhar a cantora
Resenha - Evanescence (Riocentro, Rio de Janeiro, 22/04/2007)
Por Rodrigo Simas
Postado em 28 de abril de 2007
Nota: 7 ![]()
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Era grande a ansiedade dos quase 17.000 mil fãs que encheram o Riocentro na noite de domingo (segunda era feriado no Rio). Amy Lee e seus companheiros de Evanescence eram aguardados desde o lançamento de seu primeiro CD, o multi-platinado "Fallen", quando a banda ainda tinha Ben Moody como guitarrista. Depois de muitos clipes na MTV, vários singles nas rádios e uma exposição grande em todos tipos de mídia, chegou a vez dos brasileiros (no caso, dos cariocas) conferirem o grupo de perto.
Fotos: Marcelo Rossi
Com pouco mais de meia hora de atraso, "Cemetery Gates" (do Pantera – como uma homenagem ao falecido Dimebag Darrel, a música é uma introdução antes de todos últimos shows do Evanescence) ecoa nos auto-falantes e o Evanescence entra em cena, com Amy Lee sempre à frente da banda. Fato que tem um motivo óbvio e já fica claro na primeira música: o resto do grupo está muito mais pra acompanhar a cantora do que pra qualquer outra coisa.
O som não estava alto suficiente para um lugar como o Riocentro, que é aberto, e praticamente se ouvia só a voz de Amy e a bateria de Rocky Gray. Desde o início com "Sweet Sacrifice", passando pelo sucesso "Going Under" (com uma recepção estrondosa do público) e a balada "Lithium" (a primeira com o piano), a vocalista comanda o show e segura a onda em todos os momentos, conseguindo reproduzir com perfeição as difíceis melodias gravadas em estúdio. Ponto pra ela, que ainda tem uma presença de palco – mesmo que meio batida – empolgante e honesta. Ela pareceu feliz com a recepção da platéia e várias vezes não poupou elogios para o Brasil e para o Rio de Janeiro em particular.
O problema mesmo é o resto da banda. Porque dois guitarristas? O som das guitarras estava muito ruim e não se ouviu nenhum solo decente de nenhum deles. As músicas se parecem bastante entre si e o trabalho das guitarras só deixa isso mais evidente. Ainda mais ao vivo. O baixo, para completar, estava completamente inaudível. Pareciam figurantes batendo a cabeça de maneira forçada, tocando riffs e mais riffs que não saíam do mesmo lugar.
A produção de palco foi simples, mas eficiente. O palco, decorado com alguns detalhes do encarte do último CD "The Open Door" e o logo da banda no fundo, dava o clima certo para a apresentação. Mesmo com um problema nas luzes na já citada "Lithium", o resto do show seguiu sem maiores problemas e com uma boa resposta do público, principalmente nos maiores sucessos, como "Call Me When You’re Sober". Bases pré-gravadas deram o toque grandioso de algumas músicas, como em "Lacrymosa" (que fecha o show antes do bis), que em CD tem uma orquestra real. Se não tem o mesmo impacto que em estúdio, o pequeno "playback" quebra o galho ao vivo.
No Bis, Amy e banda voltam para tocar mais duas músicas: "My Immortal" (cantada pela maioria esmagadora do público presente) e a mais obscura "Your Star" (uma escolha estranha pra fechar o show, mesmo sendo uma das melhores faixas de "The Open Door"). Com aproximadamente 1h20 de show (um show bastante curto, principalmente se levarmos em conta que a banda nunca havia tocado no Brasil e a grande quantidade de pessoas presentes), o Evanescence deixou o palco do Riocentro. Para os fãs, provavelmente um show memorável. Para quem só estava lá para ver um show de rock, provavelmente apenas mais um show.
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