Rotting Christ: Competente, dá seu recado em Santa Catarina

Resenha - Rotting Christ (Curupira Rock Club, Guaramirim, 19/05/2006)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Clóvis Eduardo
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

Aproximadamente 500 pessoas amontoaram-se para assistir a um show que realmente valia a pena o ingresso. O Rotting Christ fez uma apresentação muito boa no apertado Curupira Rock Club, um dos mais tradicionais locais para eventos underground de Santa Catarina. Dizer que os fãs ficaram contentes em ver os ídolos talvez seja uma outra questão a ser analisada, pois a alguns metros do palco, mal dava para ver os integrantes da banda. Alguns ainda questionavam-se ao final se realmente havia um guitarrista novo na banda.

672 acessosRotting Christ: civilizações antigas e seus rituais5000 acessosBayley, Wilson e Cherone: grandes erros na história de grandes bandas

Em se tratando de espetáculo de metal, esta banda vinda da Grécia, deu um banho. Já com oito discos nas costas e aproveitando para divulgar a recém lançada coletânea, “Passage To Arcturo + Non Serviam”, o grupo liderado pelo carismático Sakis Tolis, no vocal e guitarra, tocou cerca de 20 canções de todas as fazes da banda. Desde o primeiro álbum, “Thy Mightu Contract”, de 1993 até o último álbum de inéditas, “Sanctus Diavolus”, de 2004.

O início da apresentação foi dado por duas bandas de Black Metal, vindas de Curitiba (PR). A “Impetus Maleficum” e a “Evilwar”. A primeira tem um som mais ríspido e rápido, com destaque para a forte participação do vocalista “Militibus Profanus”, com indumentária para lá de interessante. O show desta banda, apesar de curto, foi muito intenso. A “Evilwar” foi recebida com ansiedade pelo público, reflexo da boa aceitação do cd "Bleeding In The Shades Of Baphomet". O andamento das canções do show foram alternadas, mas deram conta de deixar os fãs aquecidos para o espetáculo europeu.

A empolgação de ver o show da atração da noite era tanta que o empurra-empurra à frente do palco começou a criar alguns conflitos isolados. Realmente a casa é pequena para receber um público mediano e que sempre gosta de abrir rodas ou colar no palco. Mas quando o quarteto formado pelo líder Sakis, Andreas Lagios (baixo), Themis Tolis (bateria) e o convidado George Bokos (guitarra), entraram em cena, a situação ficou mais tranqüila. O show foi aberto com “Fifth Illusion” e o Curupira ouvia a cada verso ao microfone e palhetada de guitarra como se fosse a coisa mais maravilhosa que pudesse acontecer. Sem teclados e com alguns samplers, a banda era mais crua e contagiante.

Realmente, em Santa Catarina é grande a concentração de admiradores de Black Metal e propriamente do Rotting Christ. Acusada hoje de mudar o direcionamento musical para uma vertente mais gótica, o quarteto tratou de mandar uma seqüência de músicas altamente velozes e pesadas.

Na seqüência, “Archon”, do álbum “Tryarchy Of The Lost Lovers” (de 1996), foi executada com grande competência. Apesar do amontoado de gente e do palco ser muito baixo, prejudicando a visualização dos integrantes da banda, (apenas por alguns segundos via-se o rosto de Sakis) o som estava muito bom.

Integrado nesta turnê, George Bokos veio da excelente banda Nightfall acompanhar o Rotting Christ. Ele mandou muito bem nos pesados riffs do grupo e nos solos e duetos com Sakis. Andreas no baixo mostrou sua típica competência nos momentos mais sombrios das músicas, enquanto Themis, irmão do vocalista, trazia muita rapidez na bateria. Em entrosamento o grupo está, e sempre esteve muito bem.

O show prosseguiu com grandes clássicos da banda. A mais requisitada foi “Non Servian”, a qual a banda não deixou de fora. Outras que agradaram muito foram canções novas, “Visions Of A Blind”, “Athanati Este”, mas foram as duas únicas. O restante foi de clássicos antigos que enchiam os ouvidos dos presentes. O show foi encerrado por três composições mais ao estilo metal tradicional, “Under The Name Of A Legion”, do álbum “Genesis” e duas grandes composições do disco “A Dead Poem”, de 1997 –“Sorrowfull Farrewell” e Among Two Storms”.

Após a apresentação, os músicos permaneceram no palco distribuindo autógrafos e conversando com os fãs. Aí sim era possível um entendimento de quem era quem na banda. No entanto, a felicidade era grande em poder conferir músicos consagrados mundialmente em uma apresentação ousada na cidade de Guaramirim. Lotação esgotada em uma noite de muita violência sonora nos tímpanos catarinenses.

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

672 acessosRotting Christ: civilizações antigas e seus rituais238 acessosRotting Christ e Necromantia: lançando EP juntos0 acessosTodas as matérias e notícias sobre "Rotting Christ"

IdiomaIdioma
Bandas que já cantaram em sua língua natal

Rotting ChristRotting Christ
Polêmicas com Mustaine e político norte-americano

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de Shows0 acessosTodas as matérias sobre "Rotting Christ"

VocalistasVocalistas
Três grandes erros na história de três grandes bandas

GibsonGibson
As dez melhores composições épicas do rock

Guns N RosesGuns N' Roses
O "Chinese Democracy" que você nunca viu

5000 acessosSlash: A lição aprendida após espalhar que Paul Stanley era gay5000 acessosCorey Taylor: sonhando com sexo grupal com Lita Ford e Doro Pesch5000 acessosRoqueiros conservadores: a direita do rock na revista Veja5000 acessosComes e bebes: exposição fotográfica mostra exigências de músicos5000 acessosMarilyn Manson: é do cantor o vídeo mais assustador5000 acessosKing Diamond: 7 coisas que você não sabia sobre "Abigail"

Sobre Clóvis Eduardo

Clóvis Eduardo Cuco é catarinense, jornalista e metaleiro.

Mais matérias de Clóvis Eduardo no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online