Resenha - Heavy Grande do Sul II (Croco, Porto Alegre, 25/05/2003)

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Por Ricardo Finocchiaro e Paulo Finatto Jr.
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Fotos: Roberto Scliar (www.scliar.org)

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O dia começa nublado em Porto Alegre, a temperatura estava na casa dos treze graus, cena típica do inverno gaúcho, lembrando as paisagens européias e seu ar gélido. Cerca de 250 'headbangers' corajosos encararam o frio e a véspera de segunda-feira para conferir a segunda edição do festival Heavy Grande do Sul, na Croco - antiga casa dos anos 80 - com a presença das bandas Fireway, Magician, Toccata Magna e Scelerata, todas do cenário gaúcho. Para não dizer que tudo ocorreu às mil maravilhas, menos de 24h antes do show, o estúdio responsável pela cessão do equipamento de palco (Estúdio Riff) negou-se a emprestar a aparelhagem alegando que a produção do evento não os havia citado como patrocinador no programa Arrasa Quarteirão da rádio Ipanema, acusação esta que não procede. Quem salvou o evento foi a Vento Norte Sonorização, cedendo todo o equipamento necessário.


Por causa deste imprevisto o primeiro show que deveria ocorrer às 21h acabou se atrasando em uma hora. A banda encarregada de abrir a casa foi a Fireway, que estava fazendo o pré-lançamento de seu excelente CD "Face the Fire" que será distribuído pela gravadora Frontline Rock. Cada integrante da banda bem que poderia ter entrado com uma folha de arruda atrás da orelha, pois foi um azar atrás do outro: guitarra sem som, pedal duplo quebrado, enfim, o grupo não pôde mostrar seu repertório como deveria, tendo de encerrar o show prematuramente com a muito bem recebida cover de "Sabbath Bloody Sabbath". Se serve de prêmio de consolação, a Fireway foi a banda que mais levantou o público na noite, sendo a única a ter recebido o coro de "mais um mais um". A banda, antes dos problemas, ainda conseguiu tocar algumas boas músicas do seu CD, como "Face the Fire", "Alive Again" e "Red Skies".


Dando seqüência, entra a Magician com "Prime Evil" de sua bem sucedida primeira demo "Brief Magic Story", enfileirando novas composições muito bem recebidas pelo público, que recebia o som em ótima qualidade, destaque para a harmonia que o conjunto todo expõe em suas composições. Fizeram os metaleiros vibrarem com as duas covers que apresentaram com exímia precisão "Reach Out for the Light" da ópera metal Avantasia e "Take the Time" do Dream Theater. A banda ainda aproveitou para apresentar duas novas músicas: "Sandstorm" e "Underworld Terror".


Fazendo a terceira apresentação da noite sobe ao palco a Toccata Magna para exibir o seu metal andino que já vem dando o que falar nas discussões sobre metal na cidade. A banda abre ao som de uma belíssima e longa introdução e depois segue detonando "Forbidden Tears" presente em sua demo. A sonoridade original desta banda que inclui instrumentos andinos em suas músicas, e que foi ovacionada no show de abertura do Shaman, fez o público ficar admirando de boca aberta o espetáculo. Para melhorar ainda mais sua performance tocaram a clássica do Iron Maiden "The Evil That Man Do", cantada em coro pelos presentes e a surpresa da noite "Time Will Come" da já citada banda de Andre Matos. Para os que já começam a ser os fãs do Toccata, ainda puderam conferir algumas músicas novas, como "Siren Song", "Wondering Spirit" e "Heaven's Ashes".


A missão de encerrar o festival ficou por conta da Scelerata, que teve seu show prejudicado pelo atraso do início. Mas quem ficou até o fim não se decepcionou, muito pelo contrário, pôde acompanhar o que foi simplesmente o melhor show da noite. o dueto de guitarras é impressionante, baixo de um feeling contagiante, o batera quase comendo seu instrumento de trabalho e o vocal de uma técnica e presença de palco de colocar muito cara grande no chão. Abriram com seu hit "My Paradise", enfileirando uma pedrada atrás da outra e ainda tocando covers de Helloween ("Salvation"), Racer X ("Loud and Clear") e Angra ("Metal Icarus"), além de algumas músicas próprias como "Follow Your Own Path", "Eagle Eyes" e "Rock of Heart".

Foi um excelente festival, com um bom público e com uma certeza: mais uma porta aberta para os metaleiros, que cada vez mais conquistam seu espaço nas casas noturnas de Porto Alegre.




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