Shaman: Apresentação perfeita e surpresas no Via Funchal
Resenha - Shaman (Via Funchal, São Paulo, 14/09/2002)
Por Rodrigo Vinhas
Postado em 14 de setembro de 2002
Por volta das 22:00 hs, os manauenses do Glory Opera sobem ao palco para dar o seu recado. Destaque para o vocalista Humberto Sobrinho (não é a toa que ele foi um dos finalistas para a escolha dos novos integrantes do Angra) que teve uma presença muito boa, e pra cozinha precisa do baixista Emerson Dácio e do baterista Helmut Quacken. Mandaram algumas músicas do seu álbum de estréia, o "Rising Moangá". As músicas misturavam a influencia regional com a velocidade do metal melódico e de alguns climas progressivos. Levantaram a galera com os covers de "Of Sins and Shadows" do Symphony X e March "Of Time" do Helloween. Enfim um ótimo aquecimento. Uma banda muito promissora, e um grande exemplo, pois eles vem de Manaus e as dificuldades pra chegar até o sudeste não devem ter sido poucas, o que prova que o Heavy Metal e a música não têm fronteiras.
Por volta das 23:00 hs, começa a intro do álbum Ritual, "Ancient Winds", que dava um clima perfeito para o grande show da noite. André Matos, Hugo Mariutti, Luís Mariutti, Ricardo Confessori e o tecladista convidado Fábio Ribeiro começam detonando o novo clássico da banda, "Here I Am", fazendo que o Via Funchal (que estava praticamente lotado) viesse abaixo.
Seguiram com as não menos empolgantes "Distant Thunder", "Time Will Come" e a bela "For Tomorrow", que contou com um efeito especial muito legal; no fim dessa música André Matos levantou a mão e algo como se fosse uma chama surge, dando o clima de RITUAL ao show.
Depois dessas duas, voltaram aos tempos do Angra e tocaram os clássicos "Wings of Reality" e "Lisbon". Nessa última o Via Funchal cantou um Parabéns pro aniversariante André Matos, que se mostrou muito emocionado com a homenagem e o carinho do público.
Após as duas do Angra seguiram com "Blind Spell", e o show chega a um dos seus pontos altos. Durante a execução dessa música, a bateria de Ricardo Confessori é levantada numa altura de aproximadamente 10 metros. Ricardo fica bem perto de uma esquadrilha de metal que formava a letra "A" do logo do Shaman, embaixo da bateria, cai um pano com o rosto do índio que está na capa do álbum. A banda deu um show e cresceu 1000% em termos de produção em relação ao que foi o Angra. Os efeitos pirotécnicos e a iluminação estavam perfeitos.
Seguiram com o peso e as levadas progressivas de "Over Your Head", depois mandaram a balada "Fairy Tale", o clássico "Nothing to Say" do Angra e ainda empolgaram o público com a energia de "Pride" e a originalidade de "Ritual".
A banda fez algumas surpresas, tocando o cover de "Burn" do Deep Purple além da já esperada "Living for the Night", onde novamente André Matos emocionou-se, e o público cantou o refrão dessa música várias vezes. Depois mandaram o eterno clássico "Carry On".
Fizeram um cover inusitado para "Paranoid" do Black Sabbath com André Matos na bateria, Ricardo Confessori na guitarra e Hugo Mariutti nos vocais, que ficou muito legal. Depois Luis "Lemmy" Mariutti assumiu os vocais e o show chegou ao seu momento mais divertido com "Ace of Spades" do Motorhead e pra fechar, com cada um em seu devido instrumento, o clássico dos clássicos: "Painkiller" do Judas Priest!
Enfim, uma apresentação perfeita, que só provou o profissionalismo, a qualidade da banda e o quanto os músicos são talentosos. Esperamos ver muitos shows da banda que é o orgulho do Brasil.
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