Resenha - Tributo Viper & Angra (LedSlay, São Paulo, 05/05/2001)
Por Rodrigo Vinhas Fogaça
Postado em 05 de maio de 2001
Eventos como esse devem ser exaltados, pois a atitude de homenagear o metal nacional com o metal nacional é muito legal, fortalecendo bastante a cena. Esse tributo ao Viper e ao Angra contou com bandas que estão se destacando na cena underground do metal nacional, sendo elas: Destra, Damage, Sagga, Henceforth, Victoria, Krusader, Delpht e Fates Prophecy.
Quem abriu a noite foi a banda paulistana Destra, que foi presenteada com os maiores clássicos das bandas homenageadas: "Carry On" e "Living For The Night". Resultado: ganharam o público. Apesar da falha apresentada pelo guitarrista no solo de Carry On, a banda saiu-se muito bem, tocando ainda "Holy Land" e "The Shaman", além de duas músicas próprias do seu álbum Seas Of Doubts. Destaque para o tecladista, que tocou com bastante energia e técnica.
Por volta das 21:00 entrou no palco o Damage, do Rio Grande do Sul, que é muito influenciado pelo Angra (principalmente pela fase do Holy Land). A banda tocou "Nightmares", além de "Paradise", "Make Believe" e "Never Understand". Foi uma boa apresentação, tendo destaque o vocalista Antônio Moraes, que é muito bom...
A terceira banda a apresentar-se foi o Sagga, tocando "At Least A Chance" (Viper/Theatre), "Evil Warning", "Time" e "Streets Of Tomorrow" (essa com participação de Ricardo Confessori) e o clássico do Viper "A Cry From The Edge". Apesar de problemas com o "ampli" de guitarra o saldo foi positivo, destacando-se o baterista Gabriel, que "desceu o braço", e o tecladista José Antônio, que tocou tudo na mão sem usar "samplers", arranjando muito bem as músicas...
Na seqüência o Henceforth entrou no palco apresentando seu novo vocalista Frank Harris, tocando uma música própria nova e "Heavy Rock", do Viper, e mesmo tocando apenas duas músicas, novamente o som teve problemas na guitarra e o guitarrista Hugo Mariutti teve que trocar de amplificador no meio da segunda música. Além disso, o vocalista, apesar de ter cantado muito bem, foi hostilizado por meia dúzia de pessoas do público e respondeu.
A próxima banda a pisar no palco foi a Victoria, que na minha opinião foi a mais técnica da noite; destaque a todos da banda, em especial ao tecladista Fábio Laguna, que recentemente lançou seu disco solo All Nigh Party At Gallamauaka's Land. A banda tocou "Wings Of Reality", com um arranjo muito legal, "Stand Away", que foi uma pedreira pro vocalista Jean Nastrini, que segurou muito bem, "Z.I.T.O." e a clássica "Carolina IV", com participação de Ricardo Confessori e Fábio Elsas (Henceforth) na percussão, além de todas as orquestrações e timbres, tudo muito perfeito e bem executado.
Depois apresentou-se o Krusader, uma banda veterana vinda de Jundiaí; tocaram "Nothing To Say" com os irmãos Mariutti e "Soldiers Of Sunrise", esta também com a presença de Yves Passarell, além de "Prelude To Oblivion" e "Moonlight" (única composição de A. Matos no Viper). Devido ao grande número de participações especiais e qualidade, foi a banda mais ovacionada pelo público, destacando-se André Almeida na bateria.
Após a apresentação do Krusader o Shaman subiu ao palco pra fazer uma jam de brincadeira, tocando "For Whom The Bell Tolls", do Metallica, com Hugo nos vocais e André na bateria, o que foi muito legal.
A penúltima banda a subir no palco foi a paulistana Delpht, que tocou "Freedom Call" com Confessori na bateria; depois tocaram "Lisbon" e "Wings Of The Evil", além de uma música de seu álbum de estréia, Screams Of The Ice. O baixista Daniel Bonnani foi o destaque da banda.
Pra fechar o evento subiu ao palco o Fates Prophecy. Tocou "Brave New World" do Iron, "The Wippe", do Soldiers Of Sunrise (que vão gravar para o cd-tributo), "To Live Again" e "Rebel Maniac". Pra fechar o evento tocaram "Flight Of Icarus", do Maiden.
Concluindo, o show foi ótimo. Tomara que a nação Heavy Metal do país continue apoiando mais eventos como esse, para que o Brasil se torne um país cada vez mais forte no metal. Parabéns à produção, que não deixou nem um pouco a desejar.
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