Onde vende a régua para medir se uma música é boa ou ruim?
Por Mateus Ribeiro
Postado em 09 de setembro de 2026
Dias atrás, estava navegando pela internet e me deparei com um conteúdo que não aprecio: opinião de crítico musical. O material trazia as faixas de uma determinada banda que o profissional considerava boas.
Não cliquei no vídeo, uma vez que, há tempos, resolvi deixar de lado o que considero desinteressante. Mesmo assim, uma dúvida pairou na minha cabeça: quem ou o que determina o que é bom ou ruim no mundo da música?

A resposta para essa pergunta (que eu mesmo criei) provavelmente não existe. Música não é uma ciência exata, e não há uma fórmula capaz de determinar, de maneira objetiva, se uma composição é boa ou ruim. O mesmo vale para bandas e artistas, ou para as famigeradas enquetes que visam definir o que é "supervalorizado" ou "subestimado".
Deve-se levar em consideração que preferências são totalmente pessoais, o que "talvez" explique como uns amam a simplicidade do punk, enquanto outros são apaixonados pela complexidade presente no metal progressivo. E não há nenhuma regra que proíba gostar desses dois estilos.
A emoção também desempenha um papel importante nessa história. Uma canção não precisa necessariamente ser uma obra de arte para despertar lembranças no coração e na memória de um ser humano.
Talvez aquela faixa que um crítico acha ruim possa ser a que você ouvia quando era criança e estava todo feliz a caminho da escola. Pode ser a canção que te lembre do primeiro amor, ou do atual. Também pode ser uma música associada a alguém que já morreu e que, por alguns minutos, permite ao ouvinte reencontrar uma pessoa que não está mais aqui.
Por mais que um crítico musical ou "influencer" se ache gabaritado(a) para indicar o que é bom ou ruim, no fim das contas, suas opiniões, quando comparadas às emoções que uma música traz, não têm valor algum. Sem exageros.
Opinião pessoal não é verdade absoluta. Você pode não gostar de uma determinada canção, considerá-la mal composta ou simplesmente desagradável aos seus ouvidos. Isso é perfeitamente legítimo. O que não parece fazer muito sentido é acreditar que a sua percepção seja capaz de definir o valor que aquela música terá na vida de milhões de outras pessoas.
Dito isso, fica a pergunta: onde vende a régua para medir se uma música é boa ou ruim? Se você souber a resposta, não me conte, pois não preciso desse instrumento. Como sou alguém que dá mais valor à emoção que uma obra artística me proporciona, prefiro ouvir meu coração do que dar palco para os professores, doutores e mestres da rede mundial de computadores.
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