David Gilmour: o guitarrista que emociona
Por Ricardo Bellucci
Postado em 19 de abril de 2018
Morre Phil Campbell, guitarrista que integrou o Motörhead por mais de 30 anos
David Gilmour é um dos gênios criativos do Pink Floyd, ao lado de Roger Waters. Seus solos de guitarra, superelaborados, melódicos, esbanjam técnica refinada, bom gosto. Para muitos guitarristas, David é capaz de emocionar mais com uma única nota do que outros são capazes de fazer com toda a escala musical.
O guitarrista Marcos De Ros analisa muito bem essa capacidade de emocionar que Gilmour possui através da veia dramática dos seus solos:
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Acredito que além da sua técnica altamente refinada, e da sua imensa capacidade em emocionar através da sua música, boa parte do sucesso do seu trabalho possa ser creditado, também, a um estilo minucioso de trabalho.
Seu solo mais famoso, em Comfortably Numb, por exemplo, foi criado após o guitarrista gravar inúmeros trechos de solos isolados, ouvindo os mesmos várias vezes, por horas a fio, para compor e elaborar "o solo final" de Comfortably Numb. Um trabalho verdadeiramente meticuloso, quase como que de um relojoeiro, a compor com extrema paciência, as nota sobre nota. Realmente um grande trabalho de arte.
Outro traço interessante de Gilmour em seus shows solo, notadamente nos mais introspectivos, os acústicos, é a sua preocupação em termos visuais, explorando sempre a simplicidade como elemento de composição dos seus cenários, revelando, na minha opinião, sua visão a cerca da música, onde o fundamental é a capacidade da música tocar o coração das pessoas, ficando o aspecto visual como elemento de complementação dessa emoção. Isso não quer dizer que o guitarrista menospreze a estruturação de um ótimo cenário com luzes, imagens, não, apenas creio que esses elementos todos façam parte da carga emocional que ele pretende passar através da sua música. Podemos observar bem essa marca da simplicidade no show realizado em 2001, em Junho, no The Royal Festival Hall:
Para fechar, coloco abaixo uma excelente animação, uma obra de arte, intitulada Somewhere, de Liu Song, mesclada com o som de Gilmour, pelo canal ThinkFloyd61, onde a música de Gilmour combina de forma única com o curta de animação:
Longa Vida ao Rock!
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