INXS: "Beautiful Girl" salvou o meu domingo
Por Thiago Gacciona
Fonte: Marca Livro
Postado em 25 de julho de 2016
É incrível o poder que a música tem de transformar situações banais do dia a dia em memórias inesquecíveis. Anteontem, fui fisgado por esta maravilhosa experiência mais uma vez. Estava no quarto, deitado na cama, ao lado da minha mulher. Ela de pijama e eu com peças velhas de roupa, que, acredito, sejam o melhor tecido para cair no sono. Quanto mais esgarçadas melhor. Lado a lado, conversando, fuçando o celular, esperando a tristeza dos finais de domingo finalmente chegar ao fim.
Não lembro exatamente o porquê, mas resolvi dar uma segunda chance ao INXS e ouvir suas principais canções novamente. Havia feito isso com Alanis Morissette e foi esplendoroso saber que às vezes existe um pouco de brilhantismo no pop das massas. Afinal, ninguém vende milhões de discos por acaso.
Busquei os principais clássicos e toquei um a um durante o cair da noite. "New Sensation", "Suicide Blonde", "Never Tear Us Apart", até que finalmente a explosão mental aconteceu. O prazer indescritível que somente a música é capaz de alcançar. De alma pra alma. De coração pra coração.
As primeiras notas de "Beautiful Girl" soaram e me lembrei que conhecia a melodia. Mais uma daquelas canções que já ouvimos diversas vezes, mas não sabemos de quem são. Prestei atenção. Entretive-me. Percebi a simplicidade que a fazia incrível. Perguntei-me como pude ignorá-los por tanto tempo.
Por alguma razão inexplicável, aqueles poucos minutos levaram-me a uma viagem emocional sem precedentes e recordaram-me como os dias passados ao lado da mulher que amo eram especiais. Como os pequenos detalhes da vida a dois eram perfeitos para entender os motivos de minha paixão. Os abraços calorosos quando vestia um moletom macio. A forma como dançava despreocupada enquanto escolhia a roupa para sair. Cada lágrima que molhava o rosto quando assistíamos a um filme triste. Os jantares comuns em frente à TV. Sua companhia nas idas à feira nas frias manhãs de sábado. O modo frágil como segurava o meu braço nos passeios pela rua. O sono inocente no banco do passageiro durante as viagens casuais. O jeito delicado que se maquiava antes de sairmos para jantar. A silhueta de seu corpo envolto na toalha quando deixava o banho. O andar delicado e a preguiça aparente após o sono tranquilo das tardes livres aos finais de semana.
Recordaram-me também suas qualidades e o quanto ela era especial. Humilde e batalhadora. Forte. Delicada. Independente. Com personalidade própria, ideais justos e opiniões sinceras, que me orgulhavam, faziam-me refletir e me tornavam aos poucos uma pessoa melhor. Minha companheira, amiga e amante. Sensível. Linda. Única.
Ao ouvirmos juntos aquelas notas, dei-me conta que criávamos ali um vínculo insubstituível. Que somente eu e ela teríamos em todo o universo. Fiquei completamente emocionado. Tive vontade de chorar, porém, segurei as lágrimas. Gostaria de dizer o quanto a amava, mas se tentasse fazê-lo cairia em prantos.
Assim que o últimos acordes foram tocados, soube que nunca mais a esqueceria. Seria a música que me lembraria dela pelo resto de minha vida. Que faria eu me recordar com carinho daquela noite para sempre. Que faria eu me dar conta da sorte que tinha por tê-la ao meu lado.
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