Kiko Loureiro: sabendo aproveitar oportunidades
Por Herick Sales
Fonte: Herick Sales Guitar
Postado em 15 de outubro de 2015
Tempos atrás estava numa loja de música, e num daqueles papos loucos com opiniões adversas, foi falado sobre sucesso na música, e um comentário grudou na minha mente: é importante estar preparado para as oportunidades. Tudo isso junto do alvoroço da escolha do novo guitarrista do Megadeth, a possível entrada do brasileiro Kiko Loureiro, e então, dias depois é confirmado: o nosso brasileiro é o novo guitarrista de uma das maiores bandas do mundo.
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Você tem o direito de achar boa escolha ou não, mas duvidar da competência do mesmo, é um pouco de recalque. Mas então, vejo pela seguinte ótica: veja o tamanho da oportunidade, e se ele não fosse um cara preparado? Você pode dizer: "Ah , mas aí Mustaine nem olharia para ele". Claro que não. Mas o preparo que estou falando veio de anos, e não de um par de semanas.
Qualquer lida meia boca na história do Kiko Loureiro revela sem problemas que desde novo ele teve contato com a música, estudou bastante, fez aulas com Mozart Mello, ouviu música brasileira e estudou a mesma para acrescentar nuances diferentes, estudou o estilo de guitarristas virtuoses como Randy Roads, Jason Becker, passou pela escola clássica de guitarra, ouvindo caras como Jimmy Page, Brian May, incorporou elementos de rock progressivo de bandas como Yes e Queensryche, e refinou ao máximo sua técnica tornando-a praticamente impecável. Faz parte do Angra, no qual gravou bons discos, e nas reviravoltas e problemas que eclodiram na banda, deu foco em sua carreira solo e aproveitou para fazer mais seu nome no exterior com isso, gravando seus discos com grandes músicos internacionais (olha a visão aqui!), conseguindo patrocínio de marcas estrangeiras como Laney, e recentemente, a Ibanez, até que veio a oportunidade para fazer teste para entrar no Megadeth.
Ache ou não que a química vai dar certo, goste você ou não do Megadeth, essa é a oportunidade da vida do cara, comparado a um empregado de uma grande empresa ir galgando cargos mais altos, até chegar à vice-presidência.
Mas veja só: Kiko não tem 20, nem 30 anos. Ele tem 42 anos, e entrou no Angra com 17. Logo, são 25 anos de carreira musical, buscando melhoras, resultados, aprendendo com erros, estudando, até chegar essa oportunidade, que abrirá portas mil para a carreira dele lá fora.
Agora vou trazer para nossa realidade temporária, algo um pouco mais humilde (eu gostaria muito de receber um convite para entrar no Anthrax, mas por enquanto acho que não rola…).
Conheço gente que comenta que estuda, treina, mas não tem com quem tocar, pessoal para fazer banda, com mesmos gostos, e desanima para estudar (estudar para que, se não estou "usando" agora?). Eu sei que desanima, mas… e se de repente, uma banda local boa te ver tocando, e te convida para fazer um teste, ou uma gravação? Ou um amigo de trabalho descobre que você toca, te chama pra fazer um som, mas você está "enferrujado" ? Subindo um degrauzinho a mais: você gostaria de ser conhecido, ao menos na sua região, ser uma certa "referência" , etc, mas… qual seu trabalho na área? Você tem um bom marketing pessoal? Você se divulga? Possui um trabalho com qualidade, para ser referência, e para que as pessoas te divulguem também?
Se Fulano ou Sicrano tem melhores condições, mais dinheiro pra investir, ou já "cresceu" no meio musical, não interessa: se ele não tiver talento, ele não finca sua marca. E uma grande conquista, duradoura, não vem de um dia para noite. É sempre fruto de dedicação, trabalho, e um somatório de pequenas vitórias, que aos olhos da maioria, pode parecer uma grande vitória repentina.
Não se iluda. Salvo golpes de sorte incríveis, nada vem de uma hora para outra, sem foco e dedicação, e talvez uma pequena vitória nesse dia, para ter um futuro diferente dentro da sua área, seja pegar sua guitarra com dedicação essa noite, e fazer a diferença para si mesmo.
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