The Breeders toca Pixies para 3 mil pessoas em Curitiba
Fonte: UOL Música
Postado em 06 de maio de 2003
CURITIBA (Reuters) - As irmãs Kim e Kelly Deal, da banda norte-americana The Breeders, lotaram a Ópera de Arame no último dia do Pop Festival no sábado, em Curitiba, e surpreenderam cerca de 3 mil pessoas ao tocar o hit "Gigantic", do Pixies.
A música, do ex-grupo da baixista e guitarrista Kim Deal, foi o auge do show. Kim era uma das favoritas do Pixies e parte da fama do Breeders se deve ao fato dela ter participado da banda que foi um dos ícones dos anos 1980. Em entrevistas recentes, ela havia dito que não tocaria nada do extinto grupo.
Do Breeders, as faixas "Cannonball" e "Divine Hammer", do álbum "Last Splash", de 1993, foram alguns dos clássicos tocados pelas irmãs, que trocaram algumas palavras com o público e fumaram um cigarro atrás do outro.
Do disco mais recente, "Title TK", de 2002, o grupo apresentou "Full on Idle", "Huffer" e a balada "Off You", que Kim Deal tocou sozinha com um violão.
O festival teve início na noite de sexta-feira e apresentou no total 20 bandas, sendo três delas internacionais: Rubin Steiner (França), Stereo Total (França) e Breeders (EUA).
A grande surpresa da sexta-feira foi o Rubin Steiner, que com uma mistura de dance, jazz e música eletrônica colocou todo mundo para dançar, usando trombone, contrabaixo e flauta.
O VJ da banda também ganhou bastante destaque, com imagens projetadas nos telões de túneis em velocidade, multidões em movimento e coreografias cômicas de japoneses, tudo em compasso com a música.
Na sequência entrou o duo Stereo Total, mas a animação do público não foi a mesma e muita gente foi embora antes do final do show. Na sexta-feira, apenas 1.600 conferiram o festival, segundo a assessoria de imprensa do evento.
Entre os grupos nacionais, os pernambucanos Nação Zumbi e Otto justificaram a fama, mas foram prejudicados por problemas no som. A apresentação de Otto ficou pela metade e a Nação Zumbi teve que voltar ao palco após vários minutos de interrupção. O retorno foi bem recebido e, pela primeira vez, o teatro inteiro -- lotado à espera das Breeders -- cantou juntou com uma banda, entonando hinos como "Mangue Town", "Da Lama ao Caos" e "Meu Maracatu pesa uma Tonelada".
QUEBRA-QUEBRA E FRALDAS
O grupo Cachorro Grande, de Porto Alegre, conseguiu chamar atenção entre as 15 bandas independentes ao provocar, no sábado, uma quebradeira geral dos instrumentos no final do show. Os organizadores tentaram impedir a "performance", inspirada no lendário The Who, e tudo acabou com uma troca de sopapos no palco e urros de satisfação na platéia.
Os curitibanos do Faichecleres também promoveram um quebra-quebra, mas em menor escala, chamando mais a atenção por tocarem apenas de fralda numa noite gélida.
Os conterrâneos do Catalépticos fizeram um psychobillie punk com o baixista Gustavão colocando a galera para dançar com furiosas batidas em seu contrabaixo acústico em forma de caixão. A platéia ensaiou um longo pogo, tudo vigiado de perto por seguranças.
O Tara Code, de Recife, apresentou um hip hop com fortes influências de Portishead, mas teve problemas com o laptop que fazia as bases da apresentação.
Os outros grupos nacionais que se apresentaram foram os paulistas do Vurla, Monokini e Suite Number Five, os gaúchos do Bidê ou Balde e Walverdes, os curitibanos do Bad Folks, ESS, Criaturas e Primal, os goiânios do MQN e os mineiros do Valv.
Os shows começaram com atrasos nos dois dias -- a demora foi de duas horas no sábado -- e o frio pegou de surpresa muito dos não-curitibanos que viajaram à capital paranaense para o festival.
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