Hughes fala sobre projeto com Tony Iommi
Por Thiago Coutinho
Fonte: Brave Words
Postado em 24 de novembro de 2004
Em recente artigo assinado por Martin Popoff, do site canadense Brave Words and Bloody Knuckles, GLEN HUGHES (ex-Deep Purple, Trapeze, Black Sabbath) falou sobre diversos assuntos, entre eles o álbum em parceria com Tony Iommi, "The 1996 DEP Sessions" e de seus vindouros trabalhos. Veja os principais excertos logo abaixo ou clique aqui e leia o artigo, em inglês, na íntegra:
A parceria com Tony Iommi — "Tony e eu nos reunimos em 1996 para começarmos a escrever algo. Ele ainda estava no Sabbath, sem Ozzy, obviamente. Acho que o Iommi havia saído, ou algo assim. E eu pensei que naquele momento eu e Tony iríamos escrever alguma coisa, provavelmente não sob o nome Black Sabbath, ainda que ele quisesse fazer algo neste estilo. Mas eu acho que se fossemos fazer um álbum do Black Sabbath, provavelmente teríamos utilizado um material diferente. Mas Tony e eu não queríamos fazer um sucessor do ‘Seventh Star’ [N. do T.: álbum que os dois gravaram juntos com o Black Sabbath nos idos dos anos 80]. Nós estávamos apenas escrevendo músicas. E nós provavelmente teríamos escrito mais umas trinta faixas. Quando estamos juntos escrevemos muito material. Logo que as oito faixas estavam prontas, em seu estúdio caseiro, foi quando voltei à América para dar início ao meu próximo trabalho solo, e cerca de seis meses mais tarde, rolou a reunião do Black Sabbath com Ozzy. Essas oito faixas foram escritas sem um foco. Quero dizer, elas são realmente diferentes, como você pode ouvir. São mais ‘luminosas’, mais pesadas, e mais melódicas, é tudo, é diferente.
Tony tem muitos lados. Mas ele é o mestre dos riffs, o cara dos riffs pesados, mas também um compositor muito, muito talentoso de diversos modos que as pessoas não sabem. Não é algo que as pessoas digam que é muito longe do que Tony Iommi faz, eles não entenderão. Ainda é ele. Mas nós gostamos da direção que adotamos. E lembre-se: isso rolou há oito anos".
Os teclados de Don Airey e Geoff Nicholls — "Geoff Nicholls e Don Airey não estão lá, eles foram tirados. A contribuição deles neste bootleg é muito pequena. Há pequenas partes de teclado lá, se você puder ouvi-las como um todo. Tony queria... você sabe, Tony, Glen e um baterista, era disso que precisávamos neste álbum. É como um grande som, nós três. Don é um grande tecladista, nós todos o amamos. Mas eu acho que desta vez era algo mais Iommi, nós adicionamos mais guitarras, provavelmente mais guitarras rítmicas. Tire os teclados e coloque mais guitarras rítmicas, foi isso".
Novo trabalho solo ao vivo — "Ele saiu há um mês. Foi gravado no dia 11 de janeiro deste ano em Los Angeles, com Chad Smith na bateria [N. do T.: baterista do Red Hot Chili Peppers], meu melhor amigo, J.J. Marsh, na guitarra, George Nastos na outra guitarra e Ed Roth nos teclados. É claramente uma retrospectiva dos meus anos no Trapeze, no Deep Purple e meus trabalhos solos. Nós o fizemos em apenas uma tarde com alguns amigos na platéia e mais alguns convidados. E capturamos tudo com as câmeras e colocamos no DVD. Obviamente posso dizer — e você pode ouvir isso —, mas as pessoas têm dito que foi uma grande performance minha e da banda. E Chad Smith fez o jogo crescer, porque ele é um cara muito musical, ele é aquele tipo de baterista energético, uma usina elétrica. Eu preciso disso na bateria, eu realmente preciso de um cara forte na bateria.
Chad e eu vamos ao México para tocarmos um pouco. Nós vamos ao Cabo; nós juntamos ao Sammy [Hagar, vocalista do Van Halen e proprietário do clube Cabo Wabo, na Cidade do México]. Nós tocamos em alguns shows, tocamos juntos aqui e ali e sempre que Chad pode toca comigo. Vamos tocar alguns dias na Europa no ano que vem. Eu e Chad nos vemos muito. Nós saímos por aí juntos, saímos em férias juntos, nossas esposas são muito amigas. Nós fazemos muitas coisas juntos, e agora ele está trabalhando no Chili Peppers. Ele é o baterista perfeito para a banda Glen Hughes".
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