Good Charlotte diz que surpreenderá o Brasil
Fonte: Terra Música
Postado em 24 de novembro de 2005
Renato Beolchi/Redação Terra
No próximo sábado, dia 26 de novembro, o quarteto norte-americano Good Charlotte desembarca no Brasil com seu emocore radiofônico e olhos pintados com rímel para shows em São Paulo e Rio de Janeiro. "Não estamos receosos. Sabemos o que esperar do Brasil e dos fãs brasileiros.", afirmou o baixista Paul Thomas em entrevista exclusiva ao portal Terra. "São os brasileiros que vão se surpreender com nosso show. Ao vivo nós somos diferentes do CD", profetiza.
O caminho do emocore - uma mistura mal definida entre o chamado hardcore melódico e letras positivistas que falam de amor, corações partidos e despedidas - já havia sido aberto no Brasil com bandas como o extinto trio Blink 182 e a paulistana CPM 22. Em setembro os canadenses do Simple Plan estiveram por aqui e asseguraram que o novo "rótulo" tem, de fato, milhares de seguidores no País.
É baseado nisso que Thomas, baixista do Good Charlotte, garante o sucesso da apresentação de sua banda no Brasil. O grupo será uma das atrações do Claro Q É Rock, festival que contará ainda com Nine Inch Nails, Sonic Youth e Iggy And The Stooges. "Nós mantemos contatos com fãs brasileiros através de cartas e e-mail. Tocar num festival com bandas famosas de outros estilos não nos assusta. Sabemos que o Brasil aceita a diversidade musical".
Mas Thomas quer manter o elemento surpresa e não dá muitas dicas sobre o repertório do show. Mas afirma que a banda estuda a possibilidade de incluir alguma canção inédita. "Ainda não decidimos se tocaremos no Brasil mas já temos cançõe sinéditas para um disco que vamos gravar em janeiro na California". A banda já lançou os discos Good Charlotte (2000), The Young and The Hopeless (2002) e The Chronicles Of Like And Death (2004).
Para Thomas, o caráter social do Good Charlotte deve conquistar pelo menos a simpatia de quem não é fã do estilo. "Nós nos apresentamos na versão japonesa do Live 8 em julho, e no começo do ano participamos de vátrios festivais para arrecadar fundos para as vítimas do Tsnumami. Esse lado social da banda fez com que conquístássemos mais respeito".
Se a efetividade do lado beneficente do Good Charlotte é produto direto do sucesso da banda, o quarteto procura não se afastar do "underground". Thomas afirma que procura sempre manter contato com bandas independentes de rock levando demos para gravadoras e rádios. E para um estilo musical derivado do politizado punk rock, o músico não vê fronteiras e limites definidos. "A música é uma linguagem universal", filosofa.
Mas quando o assunto é a polítca interna e externa dos EUA, Thomas despista e evita comentários sobre o presidente George W. Bush. "Nós somos roqueiros. Vivemos de música. Nós entendemos de pessoas e não de política".
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