Maiden: DVD em fevereiro, entrevista com batera de Bruce
Por Thiago Coutinho
Fonte: MaidenFans.com
Postado em 01 de novembro de 2005
Rumores dão conta de que o IRON MAIDEN adiou o lançamento do DVD "Death On The Road" para o dia 8 de fevereiro de 2006. Aparentemente, a fim de compensar o atraso, a banda estaria trabalhando em um terceiro disco, que viria em uma edição especial do DVD.
Em outras novidades, o fansite Bruce Dickinson and Then Some Page conversou com o ex-baterista da banda solo de Bruce Dickinson, DAVE INGRAHAM. Ele gravou os álbuns "Balls To Picasso", "Accident, of Birth", "The Chemical Wedding" e "Scream for Me, Brazil". Clique aqui para ler o bate-papo na íntegra ou confira os principais excertos logo abaixo:
BDTSP — Quais suas canções prediletas e suas menos favoritas da carreira solo de Bruce?
Ingraham — Bem, acho que ‘Freak’ é uma faixa fodida. E ‘Trumpets of Jericho’ também detonava. Adorava começar o show com esta faixa na segunda turnê que fizemos, a adrenalina vinha a mil mesmo. Também adorava tocar ‘Laughing in the Hiding Bush’, ela tinha uma veia funk. ‘Tears of the Dragon’ também era demais. Mas a minha favorita mesmo era ‘Chemical Wedding’. Essa arrebentava! Eu adorava tocar essas faixas mais lentas.
Agora, as menos favoritas? Com todo respeito, cara, mas ‘Shoot All The Clows’. Sei lá, mas encaremos os fatos: ela é muito estúpida! E sempre achei que ‘Tattoed Millionaire’ era muito chata, também.
BDTSP — Por que você não foi chamado para tocar nas duas faixas inéditas da coletânea de sucessos e no último trabalho de Bruce, ‘Tyranny of Souls’?
Ingraham — O Roy [N. do R.: guitarrista, produtor e braço direito do vocalista] disse-me que o Bruce entraria em estúdio em breve e que eu deveria ligar para ele. Mas, honestamente, eu preferi ir adiante. Até porque, eu já tinha alguns shows agendados com o Young Dubliners [N. do R.: banda que Ingraham ingressou assim que Bruce deu um tempo com sua carreira solo]. E outra: eu nunca me considerei um baterista de heavy metal, nunca foi o meu forte. Eu me diverti demais em todas as turnês com o Bruce, mas eu me sentia mais como um peixe fora d’água. Acho que me saí bem nos shows, mas sabia que havia alguém por aí especializado em metal, e cheguei a um ponto em que estava pronto para passar o cargo a este alguém.
BDTSP — Como foi trabalhar com o Bruce?
Ingraham — Ele é demais. Estava sempre zoando e rindo por onde passava. Ele realmente pode ser grosseiro com algumas pessoas, mas comigo sempre foi muito educado, e obviamente sempre apreciei isso. Lembro-me quando finalizamos as gravações do ‘Accident of Birth’, ele veio até mim e disse que eu havia feito um excelente trabalho na bateria. Ele não precisava fazer isso, mas estava sendo apenas um cara legal.
BDTSP — Que memórias ou anedotas interessantes você se lembra das gravações e turnês com Bruce?
Ingraham — Cara, nem sei por onde começar. Toda aquela experiência foi demais. Talvez a mais excitante de toda a minha vida. Mas se eu começasse a contar todas as histórias, essa entrevista continuaria por dias a fio! Por exemplo, quando fomos para o Brasil gravar o álbum ao vivo, fiquei tão doente que pensei que fosse morrer. Ou quando o Bruce, durante um show na Espanha, pulou na platéia para descer porrada em um cara. Muita coisa mesmo...
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