Baixista do New York Dolls vira tema de documentário
Fonte: IG - Último Segundo
Postado em 01 de novembro de 2005
LOS ANGELES (Billboard) - Há pouca coisa neste homem de 55 anos e cabelos ralos que dê pistas dos dias de Arthur "Killer" Kane como o baixista do New York Dolls, o lendário grupo de rock dos anos 1970.
Até ele descrever o dia em que se tornou mórmon: "A única coisa com a qual poderia comparar é com uma viagem", diz Kane no documentário sobre sua vida. "Uma viagem de LSD vinda do Senhor."
Dirigido pelo cineasta estreante Greg Whitely, o documentário "New York Doll" começa de onde a banda de punk rock parou, há 30 anos, quando se desfez. O vocalista David Johanson passou a se apresentar como Buster Poindexter em shows e também atuou em filmes.
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"Provavelmente todos os dias da vida dele, Arthur diria 'O que é possível eu fazer para apressar o momento quando o New York Dolls reinará no mundo do rock'n'roll?"', diz Whitely, companheiro de igreja que conheceu Kane como um inspirado tocador de gaita no templo.
"O maior arrependimento da vida dele era que a banda teve essa oportunidade e a desperdiçou com drogas e brigas internas."
Quinze anos depois de se tornar mórmon, o desejo de Kane se realizou: o cantor Morrisey, ex-presidente do fã-clube do New York Dolls, pediu que o grupo se reunisse em dois shows no Meltdown Festival de 2004, em Londres.
As filmagens de "New York Doll" começaram como um favor para Kane, que, assim que soube da chance de voltar aos palcos, pediu que Whitely lhe desse uma carona até a loja de penhores que mantinha seus instrumentos.
"Senti que esse projeto poderia ser uma recordação que Arthur poderia dividir com os amigos, porque ninguém acreditaria que ele iria fazer esse show em Londres", afirma Whitely. "Mas logo em seguida aconteceram essas reviravoltas com ele e percebi que isso podia ser algo bem maior."
O filme contrasta imagens antigas dos integrantes da banda com sapatos de plataforma, lábios vermelhos e olhos pintados com os rostos mais leves e com as marcas do tempo de Kane, Johansen e Syvain Sylvain reunidos.
Entrevistas com Morrissey, Mick Jones (do Clash), Bob Geldof e Chrissie Hynde (do Pretenders) destacam a influência do grupo na história do rock, mas é a relação tempestuosa de Kane com Johansen que se torna o centro do filme.
Nervoso por ter de rever Johansen depois de tantos anos, Kane é acalmado por um bispo numa cena: "Arthur, seja um bom santo do último dia, faça seu trabalho e tudo ficará bem."
Minutos depois da apresentação emocionante do grupo reunido no Royal Festival Hall de Londres, Johansen agarra Kane, lhe dá um beijo na boca e diz: "Eu te amo tanto. Você me faz tão feliz".
Muitas das pessoas que verão o filme sabem que Kane morreu em julho de 2004, mas Whitely se recusa a discutir como o filme retrata o falecimento, preferindo que os detalhes "atinjam a audiência exatamente do mesmo modo que nos atingiu enquanto estávamos fazendo o filme".
Distribuído pela First Independent Pictures, o filme estréia nos EUA em 4 de novembro.
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