Mic Michaeli revela fatos bizarros do Europe
Por Adalto Gueded
Postado em 30 de janeiro de 2006
Em entrevista à revista sueca OKEJ, Mic Michaeli, tecladista do EUROPE, contou alguns fatos bizarros sobre a banda; confira alguns trechos abaixo.
"Nós estávamos no Japão quando John Norum lançou seu primeiro álbum solo, em 1987. Joey levou o som para o banheiro e escutou o LP. Ele saiu um bocado pálido, e disse... magnífico! Porque 'Jonta' (apelido de Norum) nos deixou".
"Quando Kee Marcello entrou na banda, ele misturou-se perfeitamente a nós, mas só no início. Sempre ouve uma tensão entre Joey e os dois guitarristas que passaram pelo Europe, porém com Norum, a banda conseguia se sair muito bem e Joey acabava ficando inspirado. Já com Kee não ocorria o mesmo, pois ele queria escrever e produzir, já que nosso empresário na época (Thomas Erdtman), tinha prometido isto a ele, sem que nós soubéssemos. E com ele não havia a mesma criatividade que rolava com Jonta. Kee ficava decepcionado quando observava que ninguém o suportava quando cantava. A partir daí surgiu um conflito entre Joey e Kee e o começo do fim do Europe".
"Thomas Erdtman (ex-empresário) era na verdade um vendedor de carro! Mas pesando os pós e contras, ele realmente fez muito por nós, pois trabalhou um longo período atrás de uma banda com que pudesse fazer sucesso e nos descobriu. Porém ao longo dos anos o dinheiro foi nos queimando. Não tínhamos controle das finanças, contávamos com apenas vinte anos e queríamos ser astros do rock, não contabilistas. Ele >(Thomas) dava o tratamento VIP a Joey por ser o mais importante da banda e esquecia o restante do Europe".
"Quando participamos da campanha Swedish Metal Aid, com outras bandas suecas, nos sentimos um pouco constrangidos, pois a canção não era realmente boa, embora tivesse sido escrita por Joey. John Norum achava que aquilo era patético e gay, pois a campanha era muito mais uma jogada de marketing do mercado sueco musical. Ele até tentou se esconder no clipe, do qual por sinal só participou devido a exigências de nossa gravadora."
"Tivemos muitas groupies durante os anos oitenta, especialmente Joey e John Norum que ficavam com as melhores e mais novas. Jonta era amado por todas e ele sempre fazia o que queria com elas. Elas já apareciam de lingerie para eles, nem usavam roupas, e imploravam por sexo. Mas apesar disso, ninguém competia com Ian Haugland, era o que mais 'pegava', independente da beleza das groupies, chegou a sair com dezenove num show! Eram tantas que houve uma época em que ele até sangrava ao urinar"
"Ian e Jompa (John Levén) repartiam a maioria das que sobravam, já que Joey e Jonta ficavam com as melhores. Eu já tinha namorada e ela estava grávida. Lembro que Joey e Norum eram completamente tímidos, enquanto Jompa era mais 'charmoso', não falava muito, já levava pro quarto só no olhar. Ian já era totalmente louco, engraçado, legendário com elas, tanto que vez por outra ele fazia um 'balão de mijo' prá mostrar pra galera"
"Nos divertíamos com as groupies, pois nunca usamos drogas. Tem bandas que acham que é uma coisa boa, nós nunca achamos. Até bebíamos, enchíamos a cara, tanto que uma vez nós fomos 'porrados' pra fazer o show. Mas drogas não, isso não fazia parte de nosso vocabulário".
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