Derrick Green feliz com saída de gravadora

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Por Thiago Coutinho, Fonte: Blastwave
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Matéria de 08/05/06. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

O vocalista do SEPULTURA, Derrick Green, concedeu recentemente uma entrevista ao webzine Blastwave em que falou sobre diversos assuntos, entre eles a saída da banda da gravadora Roadrunner. Confira os principais excertos do bate-papo logo abaixo:

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Blastwave — Eu ouvi que o álbum “Dante XXI” seria uma espécie de volta às raízes. Até onde pude perceber, essa formação com você produziu três álbuns de qualidade, então por que este em particular seria uma volta?

Derrick Green — Não sei se é mesmo uma volta, porque temos lutado por tanto tempo por diversas coisas diferentes, por todas as mudanças que aconteceram. Não foi só a troca de vocalistas, mas de gravadora também [a Roadrunner], que nos virou as costas, assim como todos os seus agentes e diversas outras pessoas que era a estrutura do SEPULTURA. Então, acho que estivemos bem envolvidos até certo ponto, e ‘Dante XXI’ é parte desta evolução, assim como os outros que fizemos. Eles são necessariamente em ordem crescente e nos coloca onde estamos agora.

Blastwave — Pareceu-me que a Roadrunner desistiu do SEPULTURA assim que você se juntou à banda. Quando o “Nation” foi lançado, lembro-me que não havia quaisquer promoções e o álbum quase que passou batido.

Green — Sim, foi ridículo, pois eles estava sob contrato e investiram dinheiro, mas não quiseram esse retorno financeiro. Foi quando se tornou evidente que devíamos deixá-los o quanto antes, porque seria uma vergonha lançarmos outro álbum e eles não o levarem a sério novamente. Mas acho que com a SPV, que é uma companhia melhor, mas com quem definitivamente temos mais flexibilidade e eles mostram que acreditam no SEPULTURA e não tentam ganhar dinheiro com as coisas lançadas no passado. Então, essa é a grande mudança para mim, acho que isso adicionou muito ao nosso lado musical.

Blastwave — O apoio ajuda a manter a música viva, porque você fica mais apaixonado com ela com este suporte todo?

Green — Sim, não temos que nos preocupar em avisá-los sobre pequenas coisas, como um vídeo ou um DVD, coisas que são necessárias. Acho que a SPV trabalha duro, mesmo que sejam uma companhia menor, estamos muito mais felizes agora.

Blastwave — Havia algumas rumores na Internet há algum tempo sobre a posição de Igor Cavalera na banda. Vocês na banda ainda o vêem como um integrante, mesmo ele não fazendo parte desta turnê?

Green — Definitivamente, e até onde ele concordar, será sempre parte da banda. Todos esses rumores na Internet começaram, obviamente, por conta da conexão com a Roadrunner [N. do T.: que mantém o site Blabbermouth.net]. Eles adoram tentar lançar algumas coisas ao mesmo tempo que nós, e isso realmente fode com tudo. Eles lançaram o 'Under A Pale Grey Sky' ao mesmo tempo que lançávamos o nosso álbum, quase que como uma competição. Eles até hoje acreditam que têm pessoas, ou pessoas que eles próprios classificam como ‘amigos’ do SEPULTURA, e escreveram esse lixo todo na Internet, de que o Igor estava deixando a banda e tal. Igor está com um filho recém-nascido. Não seria correto com ele, com os fãs e conosco subir no palco com ele pensando ‘tenho que ir direto para casa, gostaria de estar em casa agora’. E não é só seu novo filho, mas sua nova esposa e tudo mais novo, e ele está se sentou e tentou entender tudo aquilo. Falamos a respeito disso tudo antes e depois de lançarmos o álbum, na gravação do trabalho e do DVD, havia muita coisa acontecendo. Mas, ao mesmo tempo , ele respeitou o fato de que teríamos que sair em turnê, pois trabalhamos em ‘Dante XXI’ por quase dois anos. Não temos nenhum inimigo aqui, e é demais tocar com o Roy Mayorga, e ele esteve até aqui no Brasil. Igor só chegou nele e perguntou se ele seria capaz de tocar as músicas novas, assim como as antigas. É definitivamente diferente tocar com outro baterista, mas uma vez que você vê o Roy tocando, ele conhece muito bem o SEPULTURA, pois as tocava com o Max enquanto esteve no SOULFLY. E eu já o conhecia de sua antiga banda de Nova Iorque, o NAUSEA. Eu sabia que ele seria capaz de fazer essa turnê inteira, e quando ele decidiu fazê-la, tornou-se parte desta banda.

Blastwave — Eu prefiro muito mais a evolução do SEPULTURA em comparação com o SOULFLY. Todos os álbuns deles se parecem demais entre si, parece que estão constantemente fazendo a mesma coisa e sempre tentando fazer uma seqüência de sucesso do “Roots”.

Green — Bem, o que posso lhe dizer é que no primeiro álbum deles, logo após o ‘Roots’, eles pegaram o mesmo produtor, o mesmo estúdio, o mesmo cara responsável pelas mixagens, as mesmas coisas do ‘Roots’. E foi isso que notei na primeira vez que ouvi a banda, que eles queria seguir aquele tipo de som. Mas a gravadora queria aquilo e a gravadora estava lhes dando total apoio e dinheiro. Foi quando descobrimos que a Roadrunner estava virando as costas para nós. E eu já sabia que eles não gostavam de mim. Foi só falar com eles cara-a-cara, fiquei instantaneamente pensando: ‘esses caras são uns merdas’. Mas, de qualquer forma, nós seguimos em frente e acredito que ficamos cada vez mais melhores e melhores.

Leia a entrevista, em inglês, na íntegra, clicando aqui.

Site oficial do SEPULTURA: http://sepultura.uol.com.br.

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Sobre Thiago Coutinho

Formado em Jornalismo, 23 anos, fanático por Bruce Dickinson e seus comparsas no Maiden. O heavy metal surgiu na minha vida quando ouvi o vocalista da Donzela de Ferro em "Tears of the Dragon", em meados de 1994. Mas também aprecio a voz de pato bêbado do controverso Dave Mustaine, a simplicidade do Ramones, as melodias intrincadas do Helloween, a belíssima voz de Dio ou os gritos escabrosos de Rob Halford. A Whiplash apareceu em minha vida sem querer, acho que seus criadores são uns loucos amantes de rock e acredito que este seja o melhor site de rock do país, sem qualquer demagogia!

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