Leia entrevista recente de Jesse Pintado

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Rockdetector
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(Nota: esta tradução na íntegra da entrevista publicada no Rockdetector estava pendente há alguns dias, e infelizmente o falecimento de Jesse interrompeu os planos do músico que serão mencionados, mas seja como for fica aí uma espécie de homenagem à sua memória)

Grindcore, uma intensa mistura de Thrash Metal e Punk Hardcore, teve sua origem no final dos anos 80, oferecendo principalmente riffs de guitarra "downtuned" e distorcidos, habilmente complementados com batidas frenéticas influenciadas por aspectos mais pesados do Punk. Se você procurar na seção G de sua enciclopédia do Metal, provavelmente encontrará uma foto da banda NAPALM DEATH, de Birmingham, Inglaterra, que ajudou bastante na popularização desse gênero na cena underground.

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Outros que foram importantes na evolução do estilo e que tiveram uma importância um pouco menor por suas contribuições incluem (sem ordem especial) CARCASS, BOLT THROWER, REPULSION, GODFLESH, ANAL CUNT, EXTREME NOISE TERROR e SORE THROAT, entre uma infinidade de outros artistas.

Quem mais merece ser mencionado? Os leitores com certeza irão discordar, mas poucos podem negar que o TERRORIZER deve ser lembrado. Sua produção no século XX inclui apenas algumas apresentações em locais especiais de Los Angeles, nos quais aconteceram alguns pequenos shows no final dos anos 80 e um álbum oficialmente lançado em 1989 pelo selo Earache, chamado "Worl Downfall", além dos tradicionais lançamentos piratas ao vivo, demos e gravações em fita cassete que apareceram entre os fãs.

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Apesar de estar cercado de mitos, pouca informações está disponível sobre esse grupo "cult", com dados históricos conflitantes que ajudam a aumentar toda a confusão que já existe. Quem poderia esclarecer, pelo menos um pouco, todos esses rumores? Bem, quem melhor pra fazer isso do que o guitarrista original, o Jesse Pintado?

Imediatamente após a separação, os membros originais começaram outros projetos notáveis. O vocalista Oscar Garcia, juntamente com o baixista Alfred ‘Garvey’ Estrada, podem agora ser vistos no NÁUSEA, enquanto o homem das baquetas Pete Sandoval se junto aos pioneiros do Death Metal, o MORBID ANGEL, e ainda é um membro importante até hoje. O guitarrista do NAPALM DEATH, Bill Steer deixou o seu posto em 1989, abrindo as portas para Jesse Pintado construir uma sólida reputação de 15 anos, até 2004. Ansiando por novas oportunidades, ele partiu após conquistar muito mais do que a maioria de seus colegas pode apenas sonhar. O que mais restaria para ele fazer após manter a coroa do Grindcore por mais de uma década? Mas vamos voltar para onde tudo começou.

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O frontman do RESISTANT CULTURE Anthony Rezhawk (também conhecido por Tony Militia) assumiu os vocais, Tony Norman, que fez sua reputação no ETERNAL, MORBID ANGEL e MONSTROSITY assumiu o baixo e assim ressurgiu o TERRORIZER. A longa parceria criativa de Sandoval e Pintado, que recomeçou depois de ter sido encerrada em 1989, as inestimáveis experiências e as duras lições sobre a indústria musical são coisas que os ajudaram bastante na sua carreira musical.

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O dia 21 de agosto de 2006 traz um novo capítulo da saga do TERRORIZER, já que a Century Media Records anunciou o ‘Dark Days Ahead’, uma ótima gravação de estúdio com uma tonelada de vocais guturais registrados nos Diet of Worms Studios, de Juan "Punchy" Gonzales, localizados no "Sunshine State" (Flórida para nós).

Comportando-se como uma pessoa acanhada e reservada que aparentemente é estranha à exposição na mídia, o guitarrista Jesse Pintado nos deu algumas respostas um tanto tímidas que exigiram mais alguns questionamentos.

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Quais foram os seus motivos para ressuscitar o TERRORIZER?

"Basicamente, nós sempre conversamos sobre isso, e até fizemos algumas ‘jams’", reflete o guitarrista. "Fomos para a Flórida e ensaiamos um pouco. Já havia material suficiente para um LP e gostamos de tocar as músicas. Então pensamos ‘Por que não? Vamos gravar um álbum’".

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Como você analisa as novas músicas em relação às músicas de anos atrás?

"Acho que todas seguem a mesma tendência. Mas talvez elas estejam mais brutais – acho que estão bem mais rápidas, fizemos um "downtune" nas guitarras, que estão mais pesadas e com um "feeling" diferente".

Para reformar o TERRORIZER vocês provavelmente tiveram que lidar com toda a história da banda, especialmente as altas expectativas dos fãs que têm boas lembranças do grupo dos anos 80. A opção de simplesmente adotar um novo nome chegou a ser considerada?

"Na verdade não, porque se trata do mesmo tipo de música. Não vejo porque deveríamos mudar o nome do grupo, já que é parte de nossa história".

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Então é apenas uma seqüência do trabalho?

"Isso mesmo".

Você disse que houve discussões, mas eu queria saber quando essa volta se tornou realidade e como isso aconteceu?

"Como eu disse, eu fui para a Flórida e voltei várias vezes enquanto trabalhava com o Pete (Sandoval). Compusemos algum material que reunimos durante nosso tempo livre. Então houve o interesse de gravadoras e fomos em frente".

Por que alguns dos membros originais não estão na formação atual? Há algum motivo especial?

"Bem, o vocalista original, o Oscar (Garcia) agora tem um emprego importante, está casado e seguiu em frente com a sua vida. Ele nos disse pra procuramos outra pessoa".

Você falou com ele?

"Sim, ele ouviu tudo pelo telefone quando gravamos na Flórida. Ele está feliz por isso".

Então você falou com os membros originais sobre reformar a banda?

"Sim, falei sobre tudo".

Você disse que eles seguiram em frente, mas há alguma chance de um concerto único com os membros originais?

"Bem, estamos esperando o álbum sair em 21 de agosto, então poderemos fazer dois shows na Alemanha e tocar em festivais em novembro e dezembro. Então vamos pra Alemanha novamente, mas com o MOTÖRHEAD".

O que eu quis dizer é: há alguma chance de um show único com o Oscar nos vocais, com vocês tocando faixas do álbum antigo?

"Eu não acho que isso seria possível. Como eu disse, ele tem um emprego importante".

Ele está no NAUSEA agora, e tem alguns projetos com eles, não é mesmo?

"Sim".

E como você encontrou o seu novo vocalista, o Anthony Rezhawk?

"Antes do TERRORIZER eu estava numa banda chamada RESISTANT MILITIA onde ele era o vocalista. Agora a banda se chama RESISTANT CULTURE. Nós crescemos juntos, então quando o Oscar disse que não estava disponível, a primeira pessoa que me veio à cabeça foi o Anthony Rez. Foi assim que tudo aconteceu".

A "química" da banda hoje é a mesma de antigamente?

"É boa. A gente se dá bem, somos amigos e a maior parte cresceu junto. Todos nós nos interessamos por música extrema e ainda adoramos tocar assim, então está tudo indo numa boa".

Então de certa forma as coisas ainda funcionam do mesmo jeito?

"Isso mesmo".

Como foi a procura de uma gravadora?

"Havia muitas ofertas e muito interesse. Mas no final das contas, acho que a Century Media é muito mais séria do que qualquer selo com o qual já trabalhamos antes. Então nós definitivamente não vamos assinar com a Earache!".

Quem inspirou as letras do ‘Darker Days Ahead’?

"Bem, a única coisa que eu posso dizer é que se trata de uma reflexão sobre toda essa merda que está acontecendo. Ligue a TV e veja a CNN ou o seu noticiário local – você com certeza vai ver alguma coisa horrível. Nós só colocamos isso no vinil".

A respeito do título do álbum, você tem medo da sua família estar vivendo no século 21?

"Bem, é um título pesado. É uma conscientização: quem sabe haverá dias mais sombrios?".

Você poderia explicar um pouco melhor? O que você acha que vai acontecer? Será que vai envolver o Oriente Médio e outros problemas relacionados ou vai envolver a guerra no Iraque, por exemplo?

"Eu gosto de pensar que você pode interpretar da maneira que bem entender".

Entre as faixas que aparecem no novo álbum, qual você diria que é a mais pessoal pra você?

"Cada faixa tem sua personalidade própria. Gosto bastante de ‘Fallout’; é provavelmente a faixa mais rápida e é bem pesada. Também adoro a "Ghost Train". Como eu estava dizendo, cada faixa tem sua própria personalidade".

Por que a "Dead Shall Rise" (Os mortos vão ressuscitar) foi regravada?

"Quando estávamos ensaiando, eu trouxe minhas próprias fitas demo pra ficar escutando. A versão original tinha 32 ‘blast beat’ no refrão mas, quando escutamos a versão do álbum, tinha uma batida ‘skank’. Essa era mais lenta, tipo ‘da na da na da na’ e a demo tinha uma batida tipo ‘daaa naa da naa’ (agressiva). Começamos a ensaiar a faixa, então eu pensei ‘Ei, vamos fazer desse jeito’. Esse é o jeito original".

Então você quis deixá-la mais próxima da versão original?

"Isso mesmo".

De certa maneira, o fato de ter sido regravada é irônico, porque estamos falando aqui e agora sobre o TERRORIZER e muitos acharam que isso nunca iria acontecer.

"Não sei, esse é apenas o nome de uma música. Você pode interpretá-la como irônica, mas é apenas uma música".

É, eu sei disso, mas eu quis dizer que o título da música é irônico se você considerar que a banda foi reformada.

"Bem, talvez isso seja bom, eu não sei. Nunca pensamos sobre isso dessa forma".

No que você pensava antes de entrar nos estúdios para gravar o novo álbum?

"Nós nos sentimos à vontade enquanto ensaiávamos e fomos para a Flórida, para os estúdios de "Punchy" (Juan Gonzalez, proprietário e produtor), o D.O.W. (Diet of Worms) Studios para gravar o álbum. Estávamos confiantes de que tudo correria bem. Além disso, todos gostamos das sessões de gravação e acho que fizemos um álbum simplesmente brutal".

"World Downfall" foi gravada depois que a banda se separou?

"Bem, na verdade a banda não chegou a se separar, isso é apenas um boato. Eu fui para a Flórida e depois para a Inglaterra, mas como banda estivemos sempre em contato. Mas houve um pequeno intervalo antes do álbum ter sido gravado".

Eu tive a impressão de que os membros da banda seguiram com outros projetos e a Earache tinha solicitado algum tipo de álbum de despedida.

"Não, não, não teve nada a ver com a Earache. Foi uma escolha pessoal – queríamos nos reunir novamente e gravar".

Como você avalia a contribuição do "World Downfall" para a formação do grindcore?

"Não sei. Às vezes somos elogiados, mas nunca tivemos publicidade, merchandising ou qualquer coisa parecida. Estive em turnês com bandas como o NASUM, que me pediram para tocar uma música com eles, enquanto o MORBID ANGEL estava tocando músicas de outras bandas, inclusive do TERRORIZER. Muitas bandas também gravaram covers nossas em compilações, então tudo isso é um elogio, eu acho".

Que elementos você ouve na música de outras bandas e que na verdade foram criados pelo TERRORIZER?

"Sabe, acabei de fazer uma entrevista e o entrevistador me disse que há uma banda japonesa chamada WORLD DOWNFALL! Aparentemente boa parte do material é... bem, eu não cheguei a ouvir, mas disseram que é muito influenciado pelo TERRORIZER".

Isso deve ser uma grande homenagem.

"Bem, se eles fizeram do jeito certo, isso seria bem legal (risos)".

Você pode me contar como foram os seus últimos dias no NAPALM DEATH?

"Minha saída foi basicamente causada por uma série de fatores. Vivíamos numa mesma casa, fazíamos as turnês juntos e estávamos sempre juntos, mas as pessoas têm outros interesses na vida. Durante esse tempo houve alguns momentos difíceis, eu acho. No meu caso eu cheguei a um ponto em que eu precisava de um pouco de novidade. Ainda sou amigo dos caras; não houve ressentimentos, estamos numa boa e eles estão contentes com o que estou fazendo".

Você acha que a mídia distorceu um pouco as coisas? A mídia divulgou que a banda afirmou que você tinha problemas pessoais e com a bebida, então você acha que eles manipularam os fatos?

"É claro que sim. Outro dia estava navegando na Internet e lá dizia que eu estava morto! Eu pensei ‘Caramba, eu tô morto’! Eu realmente não presto muita atenção nessas coisas".

Você fez algum tipo de auto-avaliação quando deixou o NAPALM DEATH, já que você esteve no grupo por mais de uma década?

"Hmm, não. Basicamente eu morei na Inglaterra por muito tempo. Estranhamente eu me mudei para a Holanda e de lá eu já estava trabalhando com o TERRORIZER. Eu queria visitar a Califórnia para poder passar um tempo com minha família, porque meus pais são bem idosos. Além disso, ouvi algumas más notícias sobre a minha avó, então...".

Você chegou a pensar em largar a música, já que você esteve no NAPALM DEATH por tanto tempo, ou não?

"Não, sempre estarei envolvido com a música. Foi apenas uma mudança, e estou realmente contente com essa mudança. Estamos todos satisfeitos com o que fizemos".

Entre os álbuns do NAPALM DEATH dos quais você participou, qual você considera o mais agressivo?

"Eu diria que é o ‘Utopia Banished’. É o mais rápido o mais insano".

Há algum álbum do NAPALM DEATH que você acha que tenha sido o mais fraco de todos?

"O 'Harmony Corruption'. Esse é o que eu fiz logo que me juntei à banda, mas não tivemos muita participação no processo de composição. Portanto, não pudemos deixá-lo tão extremo como acho que poderíamos ter feito".

Daqui a alguns anos, e se o momento for oportuno, você pensaria em voltar ao NAPALM DEATH se te chamarem?

"Eu não sei. Se o momento fosse oportuno talvez, mas eu não acho que isso acontecerá. Não posso prever o futuro, então vamos esperar pra ver".

Você lamenta o caminho que as coisas tomaram entre você e os seus companheiros de banda?

"Não, nem um pouco. Como eu disse, ainda somos amigos e mantemos contato. Não lamento nem um pouco".

Você pode me contar como foi a formação do LOCKUP?

"Como aconteceu? Como eu disse, todos nós vivíamos juntos. O Nick Barker (que fez nome no CRADLE OF FILTH, DIMMU BORGIR, DUST e no DISINCARNATE), o baterista, vinha visitar e ficava durante o fim de semana dormindo no sofá da sala. Às vezes ficávamos escutando música e nós dois dizíamos ‘Cara! Essa banda é matadora!’ ou ‘Esse riff é matador!’ e assim por diante. Então tudo começou daí – a gente pensava ‘Ei, e se a gente formasse uma banda?’ O motivo do LOCKUP ter surgido foi que o NAPALM DEATH estava fazendo um tipo mais técnico de música e o LOCKUP era simplesmente mais brutal. Assim surgiu o LOCKUP".

Há algum projeto pro LOCKUP, como shows especiais ou um novo álbum?

"Não que eu saiba".

Então isso tudo agora faz parte do passado?

"Sim".

Em quais outros projetos você se envolveu nos últimos anos?

"Bem, eu ajudei o RESISTANT CULTURE. Na verdade, foi só isso. Estou apenas me concentrando na minha vida pessoal, na minha família e no TERRORIZER. Esses são os meus focos no momento".

Conte-me quando você decidiu se tornar um músico.

"Bem, desde que eu era um garoto sempre havia um violão na minha casa. Durante as reuniões da família, os tios chegavam, cantavam e tocavam violão, então sempre havia música por perto. Penso que eu comecei aí".

Os seus pais achavam que você poderia ter sucesso ou eles achavam que era apenas uma fase?

"Acho que eles pensavam que era só uma fase! Mas não foi só uma fase!".

Quando você era um músico iniciante, em quais guitarristas você se inspirava?

"Eu gosto bastante da música Flamenco, como Sevillanas e Siguiriyas. Em relação ao metal, eu me inspirava em bandas como IRON MAIDEN e JUDAS PRIEST e guitarristas como TONY IOMMI (BLACK SABBATH), BRIAN MAY (QUEEN) e, no começo, YNGWIE MALMSTEEN".

Você gostava do RITCHIE BLACKMORE (DEEP PURPLE, RAINBOW e BLACKMORE'S NIGHT) e de música desse tipo em geral?

"Claro. RITCHIE BLACKMORE, quero dizer, são tantos..."

Até onde você gostaria de levar o TERRORIZER nos próximos anos?

"É claro que eu quero continuar na ativa e trabalhando nele. Para mim é como um pequeno quebra-cabeças – já faz tantos anos. Eu imagino o que teria acontecido se tivéssemos ficado na ativa desde o início, se eu não tivesse entrado no NAPALM DEATH e se o Pete não tivesse entrado no MORBID ANGEL. Estou curioso pra saber até onde podemos chegar hoje. Agora temos mais experiência e vamos seguir em frente".

Então você está trabalhando focalizado no dia-a-dia ao invés de planejar o futuro?

"É claro. Temos uma boa formação, bom material e bom planejamento, então quem sabe o que podemos fazer? Mas eu gostaria de ver as coisas seguirem em frente. Acho que o TERRORIZER será uma banda que tocará em alguns shows e festivais especiais e coisas do tipo".

Todo mundo ainda fala do ‘World Downfall’, mas você gostaria de deixar a mensagem de que o TERRORIZER está na ativa e provar para todos que o grupo já entrou no século 21?

"É isso mesmo. Sei que já faz um bom tempo, pessoal, mas a música ainda está aqui e acho que está ainda mais pesada e rápida. A música vai falar por si própria".

Então não se trata de nostalgia?

"Não, nem um pouco. Não tem nada a ver com isso".

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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