Deicide: "Black Metal é Power Metal com maquiagem"
Por Gustavo Hermann
Fonte: Blabbermouth
Postado em 17 de setembro de 2006
Malcolm Dome, da revista britânica Metal Hammer, conduziu em setembro de 2006 uma entrevista com Glen Benton (vocal, baixo) e Steve Asheim (bateria) do DEICIDE.
Sobre a diferença entre Benton ser ridículo por queimar uma cruz invertida na testa e Richey Ewards do MANIC STREET PREACHERS marcar as palavras "4 real" no braço e ser saudado como ícone anti-social:
Benton: "Eu costumava ter esse tipo de atitude. Mas qualquer um que acredite que eu faria tal coisa apenas para chocar está se iludindo. Foi um ato de fé pois foi feito pela vida e nos custou muitos possíveis contratos com várias companhias. Você consegue me ver como garoto-propaganda da Wal-Mart? Você quer brindes de propaganda? Olhe para a cena Black Metal norueguesa. Não passa de Power Metal com maquiagem."
Sobre o novo line-up da banda:
Benton: "Nós estamos agora com Jack Owen [ex-CANNIBAL CORPSE] e Ralph Santolla [ex-ICED EARTH, DEATH] e eles são incríveis! Originalmente seria Jack e Dave Suzuki, mas então Dave teve que sair por causa de seus compromissos com sua outra banda, o VITAL REMAINS. E foi ele quem sugeriu que pegássemos Ralph - eles nunca tocaram juntos, mas se conheciam há anos. Ralph já é praticamente da família, na verdade. Você sabe, toda a vez que os Hoffmans [os ex-guitarristas Eric e Brian] precisavam de um solo para uma música, eles iam procurá-lo! Ele comporia alguma coisa e ensinaria Brian e Eric, que iriam então reproduzír - de uma forma mais tosca. Dessa forma, ter Ralph na banda significa que teremos esses sons executados da maneira apropriada."
Asheim: "Na verdade isso foi como um chute em mim e em Glen. Os Hoffmans eram tão fracos que nunca havia nada nos motivando. Agora temos dois grandes guitarristas e isso tem nos forçado a evoluirmos e nos superarmos. E o novo álbum, 'The Stench of Redemption', foi ótimo de gravar - tudo aconteceu de forma muito espontânea."
Benton: "Não ter que ouvir e escrever letras para músicas que os Hoffmans traziam é um alívio. Você não tem idéia do quão deprimente isso pode ser - tentar transformar palha em ouro. Eu tenho que ser honesto e admitir que, antes deles sairem, eu estava no meu limite. As coisas iam mal na banda. Como você pode trabalhar com duas pessoas tão obstinadas em destruir tudo o que contruímos? Mas eu sabia que eles perderiam a luta quando Steve se colocou contra eles. O par costumava chorar em seu ombro, tão logo ele parou de se importar estava acabado para eles."
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