Paul Stanley: "Eu já venci!"

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Por César Enéas Guerreiro, Fonte: Kiss Online
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O website oficial do KISS, KissOnline.com foi atualizado com o seguinte artigo sobre o novo álbum solo do guitarrista/ vocalista Paul Stanley, "Live to Win" ("Viva para vencer").

Os BEATLES tinham Paul McCartney.
LED ZEPPELIN tinha Robert Plant.
O KISS tem Paul Stanley.

Por mais de trinta anos, Paul Stanley reinou absoluto como um dos "frontmen" mais famosos da história do rock and roll. Ele é o principal compositor, a força motriz e a incansável voz do KISS, uma das mais influentes e bem sucedidas bandas já nascidas em solo norte-americano. Usando muito rebolado, glamour e peso na guitarra, Stanley escreveu sozinho hinos que nos faziam viajar, como "Love Gun", "God of Thunder" e "Black Diamond". Ele foi a garganta de ouro que acelerou "Detroit Rock City", o carismático rapaz elegante por trás de "I Was Made For Lovin’ You" e, sem a maquiagem, foi o trovador que trouxe vida para baladas como "Reason to Live", "Forever" e "Every Time I Look At You".

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Para o seu tão esperado álbum solo, "Live To Win", Stanley escolheu evitar a sofisticação e o glamour que marcou a maior parte de sua carreira. Aqui ele pôs para fora as suas emoções mais profundas e as complementou com um toque melódico em "Live to Win". Ao evitar toda a sua lendária pompa, o que fica muito claro é que essas músicas sobre o poder do espírito humano e o comprometimento em nunca desistir dos ideais podem fazer tremer não somente paredes, mas também o coração e a alma do ouvinte. "O que eu quis fazer neste álbum foi cantar sobre minha vida, e minha vida não é diferente da vida de ninguém", diz ele. "A verdade é que as coisas com as quais todos nós lidamos na vida são bem parecidas; o que muda são os nomes, mas a história é a mesma".

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"Ultimamente nossa vida sempre trata do que fazemos e como fazemos", diz Stanley, usando um tom de voz suave para descrever sua inspiração para "Live to Win", seu primeiro álbum solo em mais de 25 anos, e o segundo de sua carreira. "Eu canto sobre o que conheço, o que eu vivo, tento fazer tudo sempre de maneira simples e direta, e isso é o que mantém a universalidade de tudo aquilo sobre o que sempre cantei. Este álbum foi puramente um trabalho de amor e paixão e eu estava somente preocupado em produzir o álbum que eu tinha na minha cabeça, sem me preocupar com a sofisticação e o glamour de outras fontes".

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Essa filosofia fica bem resumida na faixa título, um "crescendo" de guitarra que afirma a determinação de Stanley em conquistar e manter o sucesso:

"You ask me how I made my way, You ask me every where and why,
You hang on every word I say, But the truth sounds like a lie…
Live to win, Till you die, Till the light dies in your eyes,
Live to win, Take it all, Just keep fighting till you fall"

"Você me pergunta como cheguei onde estou, você me pergunta sempre como e por que,
Você se prende em cada palavra que eu digo, mas a verdade soa como uma mentira...
Viva para vencer, até o fim da vida, até que a luz de seus olhos se apague,
Viva para vencer, enfrente tudo, apenas continue lutando até você cair"

"Eu sempre vivi pelas minhas próprias regras e me recusei a deixar que qualquer pessoa me impedisse de chegar a meus objetivos ou de ter sucesso naquilo que me propus a fazer. Ou você é o seu melhor amigo ou o seu maior obstáculo", diz Stanley. "Eu sou uma prova viva de como viver para vencer – alguém poderia dizer que tenho sorte, mas eu te digo que, quanto mais você se esforçar, mais sorte você terá. Você pode ser tanto uma vítima na vida que se rende ao fracasso e reclama de todas as suas experiências adversas ou pode respirar fundo e ir em frente...".

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Após seguir em frente na música, conquistar e manter o sucesso profissional do KISS, Stanley foi agraciado com a oportunidade de examinar questões mais pessoais em "Live to Win". O seu tão falado amor pelo trabalho se tornou, literalmente, um trabalho sobre o amor. "Bem, você sabe, é viver e aprender", ele ri, reconhecendo que relacionamentos são a força por trás do álbum. "Eu quis me concentrar em fazer uma música que fosse eterna usando assuntos eternos". Stanley explica: "Apesar de toda a tolice da moda, no final das contas acabamos usando sempre os nossos velhos jeans, não é mesmo?". O que há na vida, qual é a essência da vida? São os relacionamentos. Sejam eles sexuais, de amizades ou familiares, qualquer que seja a categoria, os relacionamentos fazem este mundo girar... O que acho que é mais recompensador na vida é o produto dos relacionamentos".

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Tão importante quanto a inspiração, foi o foco musical. "O KISS é apenas uma das minhas facetas, mas não todas. Este projeto não significou simplesmente copiar o que eu normalmente faço na banda. Na verdade, significou estar livre para não ter que levar em consideração as opiniões de outras pessoas, nem o equilíbrio do material de uma banda e nem qualquer tipo de uniformidade. De certa forma, o que eu quis foi "lançar" cada música usando os músicos certos, ao invés de ter que escrever especificamente de acordo com o que poderia ser bem tocado por um certo grupo de músicos. O que eu desejei mesmo foi mostrar o melhor de mim, seja compondo, tocando, cantando ou produzindo".

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Embora "Live to Win" tenha sido produzido pelo próprio Stanley, sete das dez faixas foram escritas em parceria com Desmond Child (KISS, RICKY MARTIN) e/ou Andreas Carlsson (BON JOVI, BRITNEY SPEARS), com contribuições adicionais de Holly Knight (TINA TURNER, PAT BENATAR), John 5 (Rob ZOMBIE, MARILYN MANSON) e Marti Frederiksen (AEROSMITH, FAITH HILL).

"Alguém perguntou certa vez a Michelangelo como ele fazia para esculpir um cavalo a partir de um bloco de pedra, e ele disse que o cavalo estava dentro do bloco, e ele removia tudo o que não fazia parte daquele cavalo...", diz Stanley, rindo, antes de refletir mais profundamente sobre a simetria que resultou no "Live to Win". "Todos os meus colaboradores e eu podemos ter abordagens diferentes a respeito da composição, mas todos nós sabemos como domar essa fera. Na verdade, trata-se de um entendimento sobre remover tudo o que não é necessário e deixar apenas uma grande música. Quando você está trabalhando em seu próprio álbum ou em sua própria música, você precisa de muita colaboração mas, como este é o meu álbum e a minha visão – podemos estar no mesmo barco e indo pro mesmo lugar, mas alguém precisa pilotar. Essa é a continuidade do álbum. A única força que está lá desde o início até o fim é a minha".

Há um ar de familiaridade no "Live to Win", não porque já ouvimos as músicas antes – todas foram escritas exclusivamente para o novo lançamento – mas porque elas foram escritas com um sucinto respeito pelo processo de composição que reverbera através de seus versos melódicos e refrões memoráveis e cantantes. Desde a abertura retumbante da poderosa faixa título, até a altivez de "Where Angels Dare", "Live to Win" se apóia na persistência do espírito humano e os oito capítulos entre essas duas músicas revelam toda a essência da natureza humana. "Wake up Screaming" expressa de maneira vibrante a tentativa de esquecer velhas lembranças, enquanto "Lift" oferece uma visão mais moderna sobre o perdão e a adoração. Um sutil desejo move "Everytime I See You Around", "Bulletproof" é um rock armado pelo poder do amor e com um colossal refrão e "Second to None" e "Loving You Without You Now" são bem suaves e intimistas.

Embora o ritmo do guitarrista Corky James (AVRIL LAVIGNE, THE MATRIX), do baterista Victor Indrizzo (BECK, MACY GRAY) e do tecladista Harry Sommerdahl (CARRIE UNDERWOOD, LINDSAY LOHAN) seja complementado pelo ex-companheiro de banda Bruce Kulick e pelo atual guitarrista de ROB ZOMBIE, John 5, os holofotes brilham em Stanley, cujos vocais são fortes e vibrantes, sendo assim um veículo feito sob medida para eternos hinos do rock.

"Eu quis a liberdade para explorar minhas próprias habilidades e esquecer quaisquer limites impostos por mim mesmo. Os únicos limites que tivemos foram aqueles que escolhemos aceitar e este álbum significou ignorar as idéias de outras pessoas sobre o que eu poderia, deveria ou não deveria fazer", Stanley assim resume o "Live to Win". "Não se trata de forçar os fãs do KISS a ir a algum lugar onde nunca estiveram, embora todos estão convidados a nos acompanhar. A idéia era fazer um álbum sobre mim então, em primeiro lugar, eu deveria agradar a mim mesmo. Eu gosto de pensar que, se eu posso agradar a mim mesmo, eu vou acabar agradando alguém, mas este é um trabalho pessoal – Se alguma vez eu tivesse me submetido às pessoas que me diziam o que era impossível e o que eu era capaz ou incapaz de fazer, eu não estaria aqui tendo esta conversa, não existiria o KISS e não existiria o ‘Live to Win’. Por isso, ao gravar este álbum, eu mostro que já tive sucesso...".

"O álbum se chama ‘Live to Win’ e eu já venci".

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Sobre César Enéas Guerreiro

Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".

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