Jon Oliva: "Turnês são um verdadeiro pesadelo!"
Por Victor Yago Camilo
Fonte: Rock N World
Postado em 30 de janeiro de 2007
Morley Seaver, da antiMUSIC, conduziu uma entrevista com Jon Oliva, mentor do Savatage e do Jon Oliva's Pain. Segue um trecho da conversa.
antiMUSIC: Seu último álbum saiu há dois anos atrás. Você pode nos dizer o que o levou a fazer esse novo álbum ("Maniacal Renderings", lançado pelo Jon Oliva's Pain) e como tudo surgiu? Eu sei que há um elemento interessante nessa história.
Jon Oliva: Bom, de fato há. O primeiro álbum do Jon Oliva's Pain se deu principalmente por conta de todas aquelas coisas envolvendo o Trans-Siberian Orchestra, que já estava tomando muito tempo do pessoal do Savatage, já que todos eles participam da orquestra. Então me apareceu essa idéia de uma forma de colocar minhas músicas pra fora novamente, já que eu andava simplesmente andando por aí, escrevendo um bocado, e não estava fazendo nada de importante realmente. Então, o primeiro disco do Jon Oliva's Pain foi um trabalho extremamente apressado. Mais do que isso. Eu simplesmente não gastei muito tempo nele. Eu só queria por alguma coisa pra fora, já que tinham sido algo entre três ou quatro anos sem lançar alguma coisa. Então eu fiz o primeiro álbum, e as coisas se encaminharam naturalmente para que fizesse o segundo. E, sabe, o saiu muito bom. Sabe, as pessoas gostaram dele e tudo o mais. Então, foi uma boa justificativa para ir adiante e fazer mais um. Sabe, o que há de interessante a respeito desse novo álbum é que nós achamos algumas fitas que meu irmão havia me dado há muito tempo atrás. Então, eu simplesmente peguei algumas das idéias que havia nessas fitas, coisas que ninguém nunca havia escutado antes, coisas que jamais haviam sido utilizadas no Savatage ou em qualquer outro projeto, e incorporei-as nesse novo álbum. E é o tipo de coisa que as pessoas têm falado bastante a respeito ultimamente, pois é algo legal. E já fazia bastante tempo que não ouvíamos algo escrito por Criss Oliva (antigo guitarrista do Savatage, falecido em um acidente de carro).
antiMUSIC: Você é um cara que gosta das turnês ou prefere simplesmente compor e gravar um álbum?
Jon Oliva: Eu sou um cara dos estúdios. Eu adoro tocar para as pessoas, mas tudo que se desenrola com as turnês é um verdadeiro pesadelo. Especialmente cruzar oceanos. Então, é um sacrifício que temos de fazer, pois eu amo tocar, e se eu fosse como Jeannie É um Gênio (risos), poderia simplesmente piscar, e apareceria no local do show cinco minutos antes do espetáculo começar. Se fosse assim, eu jamais deixaria de fazer tours. Mas é essa história de ficar voando por aí, e os hotéis terríveis, e agora temos todos esses problemas com terroristas por todo o mundo, e por conta disso, as pessoas por aí de vez em quando me assustam um pouco. Quando o 11 de Setembro aconteceu, nós estávamos em turnê. Nós estávamos na California, fazendo uma pequena parada para descansar no nosso ônibus. Nós estávamos em uma enorme seqüência de shows, voltando para a costa leste, e, quando nos demos conta, estávamos presos em uma parada no meio da California. As fronteiras estavam todas fechadas, nenhum avião estava voando, os telefones não estavam funcionando. Nós não conseguíamos falar com ninguém em casa. Foi como um golpe para nós. Foi realmente intenso. Eu estou meio que saturado de fazer turnês. Eu estive fazendo isso por 25 anos, mas adoro tocar. Então, é uma mistura daquilo que há de melhor e do que há de pior.
Leia a entrevista inteira (em inglês) no link abaixo.
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