Líder do Opeth comenta situação atual da banda

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Por Marco Néo, Fonte: Blabbermouth, Tradução
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O líder do OPETH, Mikael Åkerfeldt, postou a seguinte mensagem:

"É, eu estou compondo e tudo está indo bem. Eu sempre sou extra-produtivo quando há uma grande mudança em minha vida. É claro que no processo eu também escrevo muita bosta, mas no meu ver você tem que passar por muita merda pra achar as pérolas. Já deletei algumas dúzias de idéias do meu HD porque não estavam no mesmo nível ou melhores do que o que eu tenho de bom até agora. De qualquer forma, a percepção do que é 'merda' com relação á música difere radicalmente de pessoa pra pessoa, então é possível que a reação ao redor do planeta ao novo disco do OPETH seja: 'uma obra prima que é uma porcaria'."

"Sou e sempre serei um músico. O OPETH tem sido o veículo para externar meus experimentos musicais pelos últimos 17 anos, pelo menos. Vou sempre estar ligado a esse nome e isso nunca vai mudar. A formação 264758 do OPETH consiste de cinco caras que já se decidiram há muito tempo. Somos músicos, seja no OPETH ou em outra coisa qualquer, esse fato nunca vai mudar."

"Me preocupa que de todos os nossos ex-membros, nenhum ou não muitos continuaram no mundo da música, ao menos que eu saiba. Faz tempo que não tenho notícias de [Martin] Lopez; não sei o que ele está fazendo mas tomara que ele esteja tocando. DeFarfalla é um político, Nordin quer seguir a carreira de ciclista de longas distâncias, eu acho que David Isberg deve ter algum negócio relacionado a cozinha... Não sei o que exatamente. Sabe-se lá o que o resto dos caras está fazendo, mas que eu saiba eles não estão mais tocando. Parece que o plano deles de serem músicos acabou quando eles saíram desta banda. Dito isso, não guardo mágoas ou ressentimentos de nenhum deles e desejo toda a sorte do mundo em qualquer coisa que estejam fazendo. Só estou surpreso que eles não estejam mais tocando, é isso."

"Tomara que Peter [Lindgren, guitarrista] não siga esse mesmo caminho..."

"Sim, e por falar no Peter..."

"Eu contratei os serviços dele como baixista para um concerto (com ASPHYX e DESULTORY) em 1991. Éramos amigos desde os anos 80 e sabíamos que cedo ou tarde iríamos tocar juntos. A banda dele na época ensaiava na casa ao lado da nossa e éramos basicamente um trio naquela época, eu, David Isberg e Anders Nordin. Chamamos um cara para tocar guitarra e é por isso que o Peter tocou baixo. Logo ele passou para as guitarras. Nós tínhamos o mesmo modelo de guitarras aliás, umas Yamahas... Meio ruins, mas tinham um visual legal... Ele tinha uma preta e eu uma branca com sangue pintado nela e um adesivo do SAMAEL. Nos encontrávamos várias vezes por semana e ficávamos tocando guitarra por horas. A maioria do material que saiu no primeiro álbum foi composta no meu quarto em Hagsatra."

"Não tem um dia que eu não pense nesses dias. Eu sinto a falta dele, que diabos eu posso dizer? Mas não tem outro jeito mesmo... Mas eu tenho certeza de que alguma coisa boa vai sair disso."

"A reação a essa notícia tem sido variada, mas normalmente calma e 'boa'. Eu entendo a tristeza de vocês, mas por outro lado é animador ver que a maioria de vocês está acolhendo bem o Fredrik Åkesson na banda. Ele merece! É um guitarrista maravilhoso, realmente! Um cara ótimo também, nós sempre nos encontramos e saímos para dar uma volta, pelo menos uma vez por semana. Quando não sou eu, Mendez vai dar uma volta com ele..."

"Musicalmente falando, eu vou continuar a escrever música como sempre fiz e espero ter algumas contribuições dos outros caras. Ainda não estamos a fim de parar. Enquanto sentirmos que temos condições de lançar umas músicas legais eu acho que vamos continuar a lançar álbuns. Eu ainda me sinto animado com relação à música, a estar nesta banda e tudo o mais. Eu ainda rio como uma criança após criar algo que soe legal. Eu e Jnas Renkse estamos conversando talvez 10 vezes ao dia, tocando novos riffs pelo telefone. Ele está compondo para novos álbuns do BLOODBATH e do KATATONIA e... É, parece que estamos de volta aos velhos tempos, quando não fazíamos mais nada além de escrever e gravar músicas. Com tudo o que vem aconteceno com esta banda ultimamente eu não posso sentir outra coisa senão ânimo para o futuro. E a minha confiança nesta banda e na música dela está mais forte do que nunca."


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Sobre Marco Néo

Nascido na primeira metade dos anos 70, teve seu primeiro contato com sons pesados quando o Kiss veio para o Brasil, em 83, mas não compreendeu bem o que era aquilo. A contaminação efetiva ocorreu um ano depois, quando conheceu Motörhead, Judas Priest, AC/DC, Iron Maiden. Desde então, tornou-se um apaixonado colecionador de tudo o que se refere a Metal e Rock'n'Roll, independentemente de subestilos.

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